Thursday, January 25, 2007

Food allergy, food intolerance and food fussiness


Recentemente aprendi numa tradução que alergia alimentar (food allergy) e intolerância alimentar (food intolerance) são diferentes. Tanto do ponto de vista lingüístico como gástrico.

A primeira é bem mais grave, podendo causar edema de glote e até levar a pessoa à morte. Já a intolerância alimentar causa indisposição gástrica, mas não é tão grave. Há pessoas que têm intolerância à lactose (lactose intolerance), por exemplo.

Agora, tenho um amigo que sofre de um problema diferente. Ele não come uma série de alimentos, mas não por ter alergia ou intolerância a alguma delas.
Entre os alimentos que ele se recusa terminantemente a consumir estão:
- qualquer alimento salgado servido em colher (!): sopas, molhos, etc.
- frutas oleaginosas de qualquer tipo: nozes, amendoim, castanhas, etc.
- pipoca (!), que ele odeia principalmente no cinema. Não comam perto dele!

Quando ele rejeita algum alimento desses as pessoas perguntam se ele tem alergia e ele diz que não, que simplesmente não gosta. Assim, pensei que ele sofre de um terceiro problema. Na verdade, quem sofre é quem o convida para uma festa. :-)

Então, pensei em forjar (em inglês, forge = moldar, inventar) um termo técnico para definir essa situação e cheguei à conclusão que meu amigo sofre de implicância alimentar! Não come porque não gosta e pronto!
Até já sei como chamar isso em inglês: food fussiness.

E vocês, conhecem mais alguém que sofra (ou faça alguém sofrer) em conseqüência de uma implicância alimentar? Conte aqui.

Monday, January 15, 2007

Como escolher um bom professor de inglês... ou de alemão... ou de francês

O começo do ano é uma boa época para procurar um bom professor particular de inglês, pois muitos estão com horários livres. A partir de fevereiro ou março, fica mais difícil, pois os melhores professores lotam suas agendas antes disso.
Como trabalho na seleção e treinamento de professores há mais de 15 anos (Afe! Desde o século passado!), tenho uma visão sobre as qualidades que um bom professor deve ter. Mas não vou falar sobre isso neste post.
Penso que seria melhor eu dizer que qualidades eu procuraria num professor de francês ou de alemão, dois dos idiomas que pretendo continuar a estudar.
Primeiro, é importante que o professor tenha formação na área, seja ela acadêmica ou adquirida em treinamentos dados em cursos livres de idiomas.
Claro que é importante que o professor tenha sólidos conhecimentos da língua que está ensinando, seja por ter morado fora ou estudado com disciplina e seriedade o idioma.
Mas só isso não basta! É preciso que ele saiba ouvir os desejos e necessidades do aluno e consiga transformar esses anseios em aulas práticas, interessantes, objetivas e que ajudem o aluno a apropriar-se do novo idioma gradualmente.
Muito importante também é que o professor esteja sempre se atualizando em sua área, ou seja, estudando o idioma e a cultura do país onde ele é falado e informando-se sobre novas pesquisas a respeito de como o cérebro aprende línguas. Meu professor de alemão ou francês precisa ser capaz de me explicar por que escolhe determinadas técnicas e exercícios para minha aula, do ponto de vista da linguagem e da cognição. Para aprender, preciso saber o quê estou fazendo e por qual razão.
Além disso, acho desejável que esse professor seja um leitor voraz de literatura, atualidades, filosofia, etc, pois, para mim, um bom professor de línguas tem o amor pela palavra no sangue.
Acho que, se eu encontrar um professor de alemão ou de francês que se encaixe nesse perfil, terei boas chances de desenvolver rapidamente meus conhecimentos desses idiomas.
Claro que com todas essas habilidades, a hora cobrada por esse professor não será das menores, mas com certeza, a aprendizagem estará mais garantida e poderá levar menos tempo.
O preparo do professor pode acelerar em muito o processo de aprendizagem do aluno. Assim, deve-se comparar os custos das aulas no médio e no longo prazo e não apenas o valor hora/aula de cada professor.
Espero que essas dicas ajudem os leitores do Blog a escolherem um bom professor de inglês este ano! E eu vou procurar o meu professor de alemão ou francês com essas qualidades em mente. Alguém se candidata?

Friday, January 12, 2007

Quanto tempo para preparar-se para o Toefl?

Essa pergunta é mais ou menos como: quanto tempo demora a viagem de trem?
Depende de onde você está e aonde quer chegar.
Por isso é importante saber qual seu score atual, fazendo um teste real (inscrevendo-se via Inernet no site oficial) ou simulado, utilizando um teste antigo publicado pela empresa responsável e adquirido em livrarias especializadas. Para ver o nome do material, clique aqui.
Depois, é preciso saber em que nível você quer chegar. A partir daí pode-se estimar o tempo necessário para a preparação.
Na minha experiência com o exame antigo, alunos de nível intermediário-superior a avançado levavam em média de um a três meses para alcançarem o score desejado. Com o exame atual, que testa fluência, esse tempo deve estender-se, mas ainda não tenho dados suficientes para dizer quanto.
Pela minha amostragem de alunos nos últimos anos, para cada hora de aula particular, houve em média uma melhora de 3 pontos no resultado final. Assim, se a pessoa teve 10 horas de aula, o score subiu 30 pontos em relação ao teste inicial. Claro que isso varia de pessoa para pessoa: alguns alunos tiveram melhora de 1 ponto por hora de aula, enquanto houve outros que tiveram melhora de 10 pontos por hora de aula. Qual a diferença? O tempo de estudo que o aluno dedicou extra-aula. Quanto mais horas de estudo e treino no formato do exame, melhor o resultado.
Ter muitas horas de aula e não treinar em casa não dá muito resultado. Um menor número de horas de aula, com um programa bem definido de estudos e um acompanhamento de perto pelo professor, costuma trazer resultados rápidos.
O mais importante é começar a preparar-se o quanto antes, caso se tenha um prazo para a obtenção do resultado.

Monday, January 08, 2007

Prova de inglês do Mackenzie 2007 comparada à da Fuvest

Prometi comparar as provas de inglês do Mackenzie e da Fuvest há um tempo. Desculpem-me pela demora! Aqui vai.
Uma das análises que nos ajudam a saber se uma prova é mais fácil do que a outra é verificar o número de palavras que se parecem com palavras em português. Num outro post aqui no blog, já publiquei o percentual de palavras transparentes (parecidas com palavras em nosso idioma) no primeiro texto da prova da Fuvest.
Vejamos o percentual na prova do Mackenzie agora. As palavras parecidas (transparentes) podem ter o mesmo significado que as palavras em português, mas nem sempre! Ressaltei-as em vermelho.
No primeiro texto da Fuvest, há 31% de palavras parecidas com vocábulos do português. Na do Mackenzie, salvo engano desses meus olhos cansados e da minha péssima matemática (Estudei Letras, não Números! rs,rs,rs), há quase o mesmo percentual: 30%.
Por que meu sobrinho Danilo acertou mais questões na prova do Mackenzie, então? Se vocês leram minhas postagens sobre a Fuvest e respostas para o Danilo, podem ter uma pista. Alguém se arrisca? Essa pergunta é muito fácil!
SLEEP AND EMOTIONS
Ninety-five per cent of adult Americans average seven to eight hours a night. The rest seem to need more than nine hours, or get along nicely on less than six. What distinguishes the long and short sleepers from the majority? To get some answers, psychiatrist Ernest L. Hartmann, 36, advertised in Boston and New York papers for long and short sleepers to engage in an eight-night “sleep-in” at Boston State Hospital’s Sleep and Dream laboratory, which Hartmann directs. His findings indicate that such people differ from ordinary sleepers – and each other – not so much physically as psychologically. For them sleep serves varying, sometimes surprising purposes.
Testing showed significant psychological differences between long and short sleepers. The shorts tended to be conformist and emotionally stable: “a successful and relatively healthy bunch with very little overt psychopathology”, says Hartmann. “Their entire life-style involved keeping busy and avoiding psychological problems rather than facing them.” They also awakened seldom during the night and arose in the morning refreshed and ready to go.
Long sleepers, in contrast, checked out as nonconformist, shy, somewhat withdrawn, and melancholy. Reports Hartmann: “Almost all showed evidence of some inhibition in the spheres of sexual or aggressive functioning. Some betrayed “mild anxiety neuroses” and depression.
Moreover, they slept fitfully, waked often and typically got up with a mild case of the morning blahs.
At first Hartmann was tempted to classify the restless long sleepers as “well-compensated insomniacs” who had to spend more hours in bed simply to get enough sleep. He changed his mind with the discovery that long, short and average sleepers all spend about the same amount of time in what researchers call “slow-wave sleep”, the deep and relatively dreamless state, totalling some 75 minutes a night, when people are presumed to get their real recuperation from the activities of the previous day. Additionally, Hartmann concluded that long sleepers spent nearly twice as much as others in REM (rapid eye movement) sleep – a state in which the sleeper’s brain is as active as in full consciousness.
REM sleep is dream sleep. In addition to the long sleeper’s measurably greater need to dream – that is, to mull over the problems of wakeful life– psychiatrist Hartmann proposes another function of sleep. Since the long sleeper shows more symptoms of emotional problems that the short sleeper, who resolutely avoids his problems anyway, it seems that he may use his hours in bed to give his subconscious sleeping self more time to examine these problems and, if possible, to work them out.
(Adapted from Time.)

Friday, January 05, 2007

Feliz 2007!!

Queridos leitores, como dizem algumas legendas mal traduzidas do cinema americano: Minhas apologias! (My apologies = minhas desculpas. Apologia em português significa louvor, elogio).
Gostaria de ter escrito uma mensagem para o Natal e a passagem de ano, além de para o Chanuká, que coincidiu com o Natal em 2006, mas foi impossível.
Tive vários alunos que pediram aulas adicionais e fiz uma tradução longa em prazo curto (que novidade, certo, tradutores? J). Assim, não pude deixar aqui a mensagem que eu queria. Mas ainda é tempo de desejar a todos Happy New Year (Feliz Ano Novo)!!!
Que todos os alunos, professores e tradutores de inglês e português continuem a se aprofundar no estudo desses belos idiomas para ajudarmos a melhorar a comunicação entre os homens.
A esse propósito, deixo aqui mais um trecho do livro que recomendei em outra mensagem:
Para a autora, a tradução “transcende sua definição usual para caracterizar a atividade humana: traduzir, como forma de compreender a natureza e os homens.” (Os Labirintos da Tradução, de Sabine Gorovitz, Editora UNB, 2006, p.45).
Que em 2007 possamos traduzir e compreender melhor a nós mesmos e aos outros!