Para os falantes de português é difícil memorizar qual a sílaba tônica (a mais forte) de algumas palavras inglesas, que, na verdade, levam acento tônico na mesma sílaba que em português. Esse tipo de erro persegue os alunos de inglês durante muito tempo e o professor precisa ter paciência e entender que se trata de um fenômeno natural que se repete de um aluno para o outro.
Minha teoria é que o cérebro deve pensar assim: bom, essa palavra parece muito com o português, mas, como está em inglês, preciso adaptar a pronúncia, para ela soar como inglês.
Muitas vezes essa estratégia funciona, mas em alguns casos, associar a palavra com o português no que se refere à pronúncia da sílaba mais forte pode ajudar a memorização.
Assim, fiz uma lista das palavras que têm o mesmo acento tônico (sílaba mais forte) em inglês e português para os leitores memorizarem e não errarem mais. Mas é preciso se concentrar e repetir as palavras várias vezes, em inglês e português, para fazer a associação. As pessoas com predomínio de memória visual, que são a maioria da população, podem escrever as palavras, marcando as sílabas tônicas com letras maiúsculas e cores diferentes, como fiz abaixo.
Aqui vão algumas delas:
Português: hoTEL - Inglês: hoTEL
Português: poLÍcia - Inglês: poLIce
Português: suCEsso - inglês: sucCEss
Português: JaPÃO - inglês: JaPAN
Também ajuda colocar todas as palavras em uma frase e ficar repetindo (pode ser mentalmente, na fila do banco ou em voz alta, no banho, por exemplo). Se rimar, então, melhor ainda para seu cérebro guardar:
Be a sucCEss in your English class!
Pronounce JaPAN, hoTEL and poLIce
With the stress like in Portuguese!
Depois deixem um comentário aqui para me dizer se a técnica ajudou. E surpreendam seus professores na próxima aula.
Clipart do moço confuso com a pronúncia aqui.
Thursday, November 18, 2010
Monday, November 15, 2010
No Brasil o chique é ter, não é saber...
Há muito tempo saiu um manual que escrevi sobre estratégias de leitura. O título da obra começava com "Aprendendo...". Pela mesma editora saiu, à mesma época, quase que pelo mesmo preço, uma obra sobre boas maneiras, que tinha no título a palavra "Chique..."
Uma das obras vendeu 1.500 cópias e, a outra, no mesmo período, vendeu mais de 50.000.
Qual obra vendeu mais? O que vocês acham?
Bem, estou comparando duas obras que não se equivalem em conteúdo apenas para provocar um pensamento: será que nós, brasileiros, damos mais importância à aparência do que à sapiência?
Tenho a impressão que sim. Com o passar do tempo parece que, cada vez mais, aprender é coisa para os sem alternativa: quem não tem beleza para ser modelatriz, quem não é sarado para entrar no reality, quem não tem talento para jogar futebol ou cantar, esses têm de de se conformar em estudar para melhorar de vida.
Foi como respondeu um cantor dia desses ao ser perguntado se as filhas iriam estudar ou se seriam artistas:
– Elas é que vão escolher se querem estudar ou ser artistas.
Como se uma coisa excluísse a outra! Na cabeça da repórter e do cantor, parece que sim! E muitos pensam dessa maneira.
Ou seja: no Brasil, conhecimento não dá Ibope...
Mesmo assim, existem ainda muitas pessoas que querem aprender porque gostam, porque têm prazer em expandir seus horizontes.
Por isso, não podia deixar de atender à convocação do Alessandro Brandão, que sugere divulgarmos mais os blogs educacionais. E como fazer isso? Se você é assinante de um blog, pode passar o link para amigos via e-mail ou anunciar nas redes de relacionamento. Diga por que lê o blog ou frequenta o site ou por que gostou de determinada mensagem. Deixe comentários nos blogs, conte sua experiência. Se você tem um blog ou site, divulgue as boas idéias de seus colegas.
Vamos fazer o conhecimento de baixo custo chegar a mais pessoas. Hoje em dia até em pequenas cidades do interior há computadores ligados à Internet, pagos pelo dinheiro público, que qualquer pessoa pode acessar gratuitamente por um período de tempo.
Se mais gente divulgar os blogs e sites com conteúdo educacional, mais pessoas podem aprender onde estiverem.
Lembrem-se: conhecimento não engorda, não paga excesso de bagagem e nem ocupa lugar na gaveta. Além disso, é a única riqueza que podemos carregar conosco a qualquer lugar do mundo sem ter de pagar taxa de alfândega... Portanto, divulguem!
Uma das obras vendeu 1.500 cópias e, a outra, no mesmo período, vendeu mais de 50.000.
Qual obra vendeu mais? O que vocês acham?
Bem, estou comparando duas obras que não se equivalem em conteúdo apenas para provocar um pensamento: será que nós, brasileiros, damos mais importância à aparência do que à sapiência?
Tenho a impressão que sim. Com o passar do tempo parece que, cada vez mais, aprender é coisa para os sem alternativa: quem não tem beleza para ser modelatriz, quem não é sarado para entrar no reality, quem não tem talento para jogar futebol ou cantar, esses têm de de se conformar em estudar para melhorar de vida.
Foi como respondeu um cantor dia desses ao ser perguntado se as filhas iriam estudar ou se seriam artistas:
– Elas é que vão escolher se querem estudar ou ser artistas.
Como se uma coisa excluísse a outra! Na cabeça da repórter e do cantor, parece que sim! E muitos pensam dessa maneira.
Ou seja: no Brasil, conhecimento não dá Ibope...
Mesmo assim, existem ainda muitas pessoas que querem aprender porque gostam, porque têm prazer em expandir seus horizontes.
Por isso, não podia deixar de atender à convocação do Alessandro Brandão, que sugere divulgarmos mais os blogs educacionais. E como fazer isso? Se você é assinante de um blog, pode passar o link para amigos via e-mail ou anunciar nas redes de relacionamento. Diga por que lê o blog ou frequenta o site ou por que gostou de determinada mensagem. Deixe comentários nos blogs, conte sua experiência. Se você tem um blog ou site, divulgue as boas idéias de seus colegas.
Vamos fazer o conhecimento de baixo custo chegar a mais pessoas. Hoje em dia até em pequenas cidades do interior há computadores ligados à Internet, pagos pelo dinheiro público, que qualquer pessoa pode acessar gratuitamente por um período de tempo.
Se mais gente divulgar os blogs e sites com conteúdo educacional, mais pessoas podem aprender onde estiverem.
Lembrem-se: conhecimento não engorda, não paga excesso de bagagem e nem ocupa lugar na gaveta. Além disso, é a única riqueza que podemos carregar conosco a qualquer lugar do mundo sem ter de pagar taxa de alfândega... Portanto, divulguem!
Para aprender um idioma, primeiro aprenda a frustrar-se
Como meus leitores sabem, estou aprendendo espanhol ou, pelo menos, tentando.
Quem diz que espanhol é fácil, nunca tentou aprender mesmo...
Claro que a gramática e o vocabulário são muito parecidos com o português e que ler em espanhol é sopa (gíria velha!) comparado com ler em tcheco, russo ou hebraico, etc, etc.
Mas tentem aprender os verbos direitinho, memorizando toda a conjugação com a grafia e pronúncia corretas. E o mais difícil ainda: tentem usar corretamente os verbos numa conversa...quando não dá tempo de pensar... Nossa! Que difícil! Mas estou me esforçando. Faço exercícios em livros, na internet e peço para a professora me tomar o ponto (expressão velha!)
Ou seja, no pain, no gain (sem esforço, não há ganho).
Quem acha que aprender qualquer idioma sem esforço e disciplina é possível, está enganado. Claro que o processo pode ser facilitado por um professor competente e experiente, que tenha boa formação pedagógica e profundo conhecimento do idioma. Bons materiais e uma metodologia dinâmica ajudam. Agora, sem esforço do aluno para praticar, buscar oportunidades para ouvir, falar, ler e escrever o idioma, fica muito complicado.
A Julia Engler Daolio e o Ulisses Wehby, do ótimo blog Tecla SAP, escreveram um texto muito bom com 10 dicas infalíveis para aprender um idioma. Logo no início ele já avisa que infalível não quer dizer simples nem fácil. Acrescento que também não quer dizer rápido...
Percebo isso muito claramente nos meus estudos de espanhol. Inúmeras vezes a professora tem de corrigir e explicar a mesma coisa, que juro que eu havia aprendido, mas que, na hora de falar, me escapa. Isso acontece por várias razões, que explicarei em um outro post. Por isso a persistência é tão importante.
E isso fica mais difícil com a frustração que acontece a cada etapa, a cada aula, a cada fala. Os erros são inevitáveis, por maior que seja o empenho, o esforço e a concentação. E continuarão a ocorrer, por muitos e muitos anos. No início, mais frequentes; depois, cada vez menos, mas sempre presentes.
Assim, eu acrescentaria à lista da Julia e do Ulisses um 11º item: capacidade de conviver com a frustração.
Se você não conseguir persistir e manter-se motivado diante das frustrações, dificilmente vai falar um idioma estrangeiro. Por isso, é importante saber que frustrar-se é parte inerente ao processo de aprendizagem de uma língua. Minhas aulas de espanhol nunca me deixam esquecer disso... Mesmo assim, o prazer de falar um outro idioma supera tudo.
Espero que este post sirva de incentivo para que você, leitor, comece ou continue sua aprendizagem com muita determinação. A recompensa é muito boa!
Clipart gratuito aqui.
Quem diz que espanhol é fácil, nunca tentou aprender mesmo...
Claro que a gramática e o vocabulário são muito parecidos com o português e que ler em espanhol é sopa (gíria velha!) comparado com ler em tcheco, russo ou hebraico, etc, etc.
Mas tentem aprender os verbos direitinho, memorizando toda a conjugação com a grafia e pronúncia corretas. E o mais difícil ainda: tentem usar corretamente os verbos numa conversa...quando não dá tempo de pensar... Nossa! Que difícil! Mas estou me esforçando. Faço exercícios em livros, na internet e peço para a professora me tomar o ponto (expressão velha!)
Ou seja, no pain, no gain (sem esforço, não há ganho).
Quem acha que aprender qualquer idioma sem esforço e disciplina é possível, está enganado. Claro que o processo pode ser facilitado por um professor competente e experiente, que tenha boa formação pedagógica e profundo conhecimento do idioma. Bons materiais e uma metodologia dinâmica ajudam. Agora, sem esforço do aluno para praticar, buscar oportunidades para ouvir, falar, ler e escrever o idioma, fica muito complicado.
A Julia Engler Daolio e o Ulisses Wehby, do ótimo blog Tecla SAP, escreveram um texto muito bom com 10 dicas infalíveis para aprender um idioma. Logo no início ele já avisa que infalível não quer dizer simples nem fácil. Acrescento que também não quer dizer rápido...
Percebo isso muito claramente nos meus estudos de espanhol. Inúmeras vezes a professora tem de corrigir e explicar a mesma coisa, que juro que eu havia aprendido, mas que, na hora de falar, me escapa. Isso acontece por várias razões, que explicarei em um outro post. Por isso a persistência é tão importante.
E isso fica mais difícil com a frustração que acontece a cada etapa, a cada aula, a cada fala. Os erros são inevitáveis, por maior que seja o empenho, o esforço e a concentação. E continuarão a ocorrer, por muitos e muitos anos. No início, mais frequentes; depois, cada vez menos, mas sempre presentes.
Assim, eu acrescentaria à lista da Julia e do Ulisses um 11º item: capacidade de conviver com a frustração.
Se você não conseguir persistir e manter-se motivado diante das frustrações, dificilmente vai falar um idioma estrangeiro. Por isso, é importante saber que frustrar-se é parte inerente ao processo de aprendizagem de uma língua. Minhas aulas de espanhol nunca me deixam esquecer disso... Mesmo assim, o prazer de falar um outro idioma supera tudo.
Espero que este post sirva de incentivo para que você, leitor, comece ou continue sua aprendizagem com muita determinação. A recompensa é muito boa!
Clipart gratuito aqui.
Aumento de vocabulário
Vocês já repararam que, basta alguém se tornar celebridade, a primeira medida é essa pessoa aumentar alguma coisa? Por exemplo, é só alguma instant celebrity sair de um desses shows de realidade e o primeiro passo, se for mulher, é aumentar os seios. Se for homem, aumentar os músculos (o que vocês pensaram que eu iria escrever? :-). Para ambos os sexos, aumentar o cachê, aumentar as aparições em público...
Mas nenhum deles se preocupa em aumentar o vocabulário, o grau de instrução, o nível de conhecimento...
Isso diz muito sobre o que se valoriza no Brasil: tendo a aparência "certa", está tudo resolvido. Você não precisa nem ter sobrenome. Basta ser o ou a Fulano(a) do XXX e a vida está ganha: as portas se abrem. Conhecimento é coisa para zé-mané (otário no Rio de Janeiro e loser em inglês americano.)
Sonho com o dia em que essas celebridades instantâneas começarão a dizer:
"Agora que saí do confinamento, vou contratar um professor de português e aumentar meu vocabulário para poder expressar melhor meus sentimentos e idéias e para compreender melhor o mundo que me cerca..."
Será que um dia isso acontece? Comentários aí embaixo, por favor! :-)
Ilustrações gratuitas aqui.
Mas nenhum deles se preocupa em aumentar o vocabulário, o grau de instrução, o nível de conhecimento...
Isso diz muito sobre o que se valoriza no Brasil: tendo a aparência "certa", está tudo resolvido. Você não precisa nem ter sobrenome. Basta ser o ou a Fulano(a) do XXX e a vida está ganha: as portas se abrem. Conhecimento é coisa para zé-mané (otário no Rio de Janeiro e loser em inglês americano.)
Sonho com o dia em que essas celebridades instantâneas começarão a dizer:
"Agora que saí do confinamento, vou contratar um professor de português e aumentar meu vocabulário para poder expressar melhor meus sentimentos e idéias e para compreender melhor o mundo que me cerca..."Será que um dia isso acontece? Comentários aí embaixo, por favor! :-)
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