Wednesday, April 27, 2016

Aprendizagem mediada - O que é isso?


APRENDIZAGEM MEDIADA

O processo de mediação desenvolvido pelo psicólogo romeno Reuven Feuerstein a partir de suas teorias sobre modificabilidade cognitiva estrutural e experiência de aprendizagem mediada permite detectar e corrigir problemas ou dificuldades no funcionamento cognitivo de pessoas que necessitam ou desejam aumentar sua motivação e ampliar sua capacidade de raciocínio, de solução de problemas e de tomada de decisões.

Segundo Feuerstein, o mediador é vital no processo de ensino-aprendizagem, uma vez que é ele quem seleciona e amplia recortes da realidade para motivar o mediado a fim de que, em sua interação com o mundo que o rodeia, aprenda a aprender.

Com base nas teorias de Feuerstein e segundo seus critérios de mediação, o mediador pode trabalhar as funções cognitivas em sala de aula, em casa, ou na empresa, utilizando os recursos disponíveis.

Na empresa, por exemplo, é possível para o mediador, ao interagir com os mediados, diagnosticar deficiências cognitivas e capacitá-los para auto-regularem seu comportamento cognitivo, tornando-os aptos a reconhecerem e acessarem as funções cognitivas que necessitam mobilizar para melhorar seu desempenho profissional. Além disso, como o programa enfatiza a eficiência da comunicação oral, a interação entre indivíduos e grupos aprimora-se.

Nas aulas de inglês e português, utilizo essa abordagem para verificar se o aluno erra por não conhecer o conteúdo ou por não conseguir acessá-lo ou comunicá-lo adequadamente. Muitas vezes, ao ensinar o aluno a melhor utilizar o conhecimento que já possui, suas notas melhoram na escola ou, em outro exemplo, ele passa a ficar mais motivado para comunicar-se no idioma estrangeiro.

Tuesday, April 05, 2016

A frustração faz parte da vida

Faz um tempo escrevi um texto aqui sobre como precisamos aprender a conviver com a frustração para podermos aprender um idioma (ou qualquer outra coisa, na verdade).

Um leitor, na ocasião, achou a palavra frustração muito forte. Escreveu ele: "Ana, gostei do texto. Só nao agradei do verbo que voce usa: frustrar.

Acho que nao seria a palavra adequada. É pessimista. E pode causar erros de compreensao. Da a impressao de que aprender outro idioma voce sofre ou que aprende sofrendo.

Acredito que o sentido que voce quis dar a palavra, é o mesmo que esforço e dedicaçao."

Achei o comentário muito bom para retomar a discussão, ainda que muito tempo depois.

A palavra que usei foi escolhida de propósito. É de frustração mesmo que estou falando. Para mim, a frustração é uma emoção que nos acompanha desde o nascimento: o que é o primeiro choro do bebê a não ser a frustração de ser arrancando daquele lugar quentinho e seguro onde morou por nove meses e ser envolvido pelo barulho ensurdecedor e o frio do mundo "aqui fora"?
Conforme vamos crescendo, vamos aprendendo na família e na sociedade como lidar com essa emoção que nasce conosco. Dependendo da educação que tenhamos, podemos aprender a usar a frustração para nos desafiar, para tentarmos ser melhores, para avançar. Ou podemos aprender a espernear, xingar, culpar o outro e desistir.
Para aprender um idioma, você primeiro precisa saber em que categoria se encaixa. Se costuma desistir quando se frustra, provavelmente não vai aprender um idioma estrangeiro ou vai aprender com muito sofrimento. 
Agora, se você é daqueles que usa a raiva por não ter conseguido algo para servir como força propulsora para tentar novamente e com mais determinação, então, provavelmente, vai gostar dos desafios que toda aprendizagem de uma nova língua  apresenta. E o aprendizado vai ser um prazer.

Se quiserem saber o que outras blogueiras acham do assunto, vale a pena ler o texto da Sandra Barros, psicóloga e coach e da jornalista Eliane Brum.

Gostaria muito de ler sua opinião sobre o tema aqui! Não me frustem por favor... :-)
Beijos e obrigada, leitores. 


Fonte do Clipart gratuito do frustrado aí em cima.