Neste blog compartilho minha experiência como professora, professora de professores, tradutora, e autora de materiais didáticos para a aprendizagem das línguas inglesa e portuguesa. Professores, alunos e tradutores, seus comentários serão muito bem-vindos!
Tuesday, December 12, 2006
Charadinha
1. Hospedagem em hotel: 3 dias totalmente gratuito.
2. Camisetas e shorts infantil.
3. Lindas saias bordada.
Quem vai responder à pergunta mais rápido?
Tic-tac-tic-tac...
Sunday, December 10, 2006
Mais duas estratégias: prova de inglês da Fuvest 2007
Uma outra estratégia, combinada à anterior, que pode facilitar a compreensão do texto, é procurar as palavras de grafia semelhantes ao português e tentar inferir o significado das palavras deconhecidas a partir do conhecimento do assunto + o reconhecimento das palavras de grafia parecida com o nosso idioma.
Transcrevi o texto da prova e marquei em vermelho as palavras que, mesmo que o candidato deconhecesse, poderia reconhecer por sua semelhança com o português ("sua semelhança" refere-se à similaridade entre as palavras inglesas e as portuguesas e não à semelhança do candidato com o habitante ou originário de Portugal!)
CHILE, which has South America's most successful economy, elected its first female president. But the lot of Chilean women is by many measures worse than that of their sisters elsewhere in the region. A smaller proportion of them work (see chart) and fewer achieve political power. According to a recent report by the Inter-Parliamentary Union, an association of parliaments, 15% of representatives in the lower house of Chile's Congress are women, less than half the proportion in Costa Rica and Argentina and below the level in eight other countries in the region, including Venezuela and Bolivia. Chilean women hope that Michelle Bachelet's presidency will improve their position but there are worries that she will do more harm than good. (site do original: this year. But the of www.economist.com/displayStory.cfm?story_id=7281220)
O texto tem 121 palavras e 39 delas são parecidas com o português, ou seja, 31% das palavras podem ser reconhecidas, mesmo que não se tenha o conhecimento desse vocabulário. Claro que entre elas pode haver palavras parecidas com o português mas de significado diferente. Mas isso é assunto para outra mensagem!
Mesmo assim o texto continua complicado? Será que é por que você não conhece as 200 palavras mais comuns em inglês? Visite este site e veja se sabe o significado das palavras mais comuns ( o site traz a tradução para o espanhol). Depois, leia o texto da prova de novo. A compreensão melhora? Deixe aqui seu recadinho, que eu vou contando o caminho das pedras para ler em inglês, tá?
Wednesday, December 06, 2006
Site gratuito para o SAT -Mas serve para TOEFL!
O site http://www.number2.com/ oferece lições e acompanhamento (eletrônico) gratuito para candidatos ao exame SAT ("vestibular" dos americanos), mas alguns exercícios servem para preparar para o TOEFL: leitura, vocabulário e redação.
O aluno inscreve-se e pode até indicar o e-mail de um professor (ou da tia!) para que este acompanhe as tarefas que o aluno vai fazendo.
É meu site preferido para esse tipo de exame.
Eu me inscrevi como aluna e fiz toda a série de exercícios de vocabulário e sempre que demorava para voltar ao site recebia uma mensagem do tipo "Cara fulana, faz 10 dias que você não acessa..." Mesmo fazendo os exercícios só para conhecer, dava uma culpa... (rs,rs,rs). O site também mostra as estatísticas de erro e do tipo de erro feito.
Tuesday, December 05, 2006
TOEFL
A última mudança, implantada no Brasil a partir de outubro de 2006, foi a que mais me agradou. Acho que o exame ficou mais difícil, porém mais adequado para avaliar as habilidades lingüísticas do aluno. Também acho que passou a exigir habilidades de raciocínio mais elevadas do que as necessárias anteriormente, quando a memória era a capacidade preponderante.
Hoje em dia, para estar bem preparado, o aluno precisa saber, além do inglês, como extrair e resumir conteúdo de textos escritos e orais. Isso requer o uso de funções cognitivas como levantamento de dados com precisão e exatidão, consideração de mais de duas fontes de informação e discriminação entre dados relevantes e irrelevantes, para citar apenas algumas. Tudo isso tem de ser ativado em pouco tempo. Assim, o aluno precisa desenvolver essas habilidades juntamente com seu conhecimento de língua inglesa, se quiser obter um bom resultado.
Pretendo postar mais dicas sobre o exame nas próximas semanas.
Para visitar o site (sítio, em português) oficial do exame, clique aqui.
Se quiser mais informações sobre como preparar-se, deixe uma mensagem aqui, ou mande-me um e-mail: ana.scatena@gmail.com
Sunday, December 03, 2006
Técnica de leitura para inglês da Fuvest 2007
Nem sempre o vocabulário desconhecido é o principal vilão da prova de inglês. Como nenhum texto escrito ou oral existe isolado do mundo, quando o vestibulando tem informação prévia sobre o assunto abordado, a falta de conhecimento vocabular pode causar dificuldades, mas que são superáveis com o uso de estratégias adequadas.
Todo texto precisa ser lido levando em consideração sua intertextualidade, ou seja, sua relação com outros textos existentes.
O primeiro texto da prova de inglês da Fuvest 2007 tratava de um fato ocorrido recentemente na América Latina e que recebeu intensa cobertura de TV e jornal. Para o vestibulando que acompanha os noticiários televisivos ou lê jornal diariamente (não vale ser só de vez em quando!), o tema do texto não foi novidade.
Para demonstrar como a intertextualidade funciona, proponho uma atividade.
Leiam este texto antes e depois o primeiro texto de inglês da Fuvest 2007.
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. (tempo para a leitura) :-)
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E aí, ficou mais fácil entender o texto em inglês? Quero ver seus comentários aqui, ok?
Se não ficou mais fácil, deixem uma mensagem para mim no Blog que eu ensino a próxima estratégia. Garanto que com alguns exercícios a compreensão vai aumentar (e sem usar o dicionário, hein!). Boa leitura!
Thursday, November 30, 2006
Prova da inglês da Fuvest 2007
Sabendo ignorar as palavras deconhecidas e utilizar os cognatos presentes no texto, o aluno poderia responder as 4 questões sobre informações específicas, ou seja, aquelas iniciadas por "Accoding to the text...".
Já a questão sobre a idéia central ("In the text, the central idea is...") poderia ser respondida com uma leitura geral do texto e atenção para as palavras-chave gene, genetically, obesity, que se repetem e cuja compreensão é facilitada pelo fato de serem parecidas com palavras em português (palavras cognatas). Além disso, reconhecer o tópico frasal "But they learned that genes were important, too" no primeiro parágrafo garantiria a escolha da alternativa correta.
Friday, November 24, 2006
Palavras que me irritam_1
Governabilidade - Por que não dizer governo? Está em moda dizer que é preciso garantir a governabilidade do país.
Ora, até bem pouco tempo, essa palavra não constava do dicionário.
Governo vem de governar: exercer governo de; imperar em; dirigir; administrar, conforme nos informa o Aurélio. Portanto, por que não dizer "é preciso garantir o governo do país", ou seja, "garantir a administração, a direção, a condução do país"?
Senão, vejamos a seguinte situação:
Um carro trafega por uma estrada em dia de chuva e, ao passar em um buraco na pista, a barra de direção quebra-se. Pergunto: o veículo fica desgovernado ou desgovernabilizado?
Thursday, November 23, 2006
Dica de livro sobre tradução

Monday, November 20, 2006
My bad!

Um leitor ou leitora atento(a) deste Blog chamou minha atenção para o fato de eu ter escrito mal em lugar de mau numa parte da mensagem Dormi mal. Primeiro, gostaria de explicar que fui vítima da DST! De manhã, quando escrevi a mensagem, estava sob o efeito dessa maldição que se abate sobre mim durante certos meses do ano (rs,rs)! Mesmo relendo a mensagem antes de postar, deixei passar esse furo!
Achei a oportunidade boa para escrever sobre a diferença entre mau (bad) e mal (badly).
Quando falamos essas palavras, na maioria dos estados brasileiros, não fazemos distinção entre a pronúncia do -l e do -u finais; pronunciamos mal /máu/como mau /máu/. Creio que no sul do Brasil a pronúncia seja diferente, com o -l sendo pronunciado como /l/ e não como /u/. Algum leitor do sul do país pode me dizer se é isso mesmo?
Por conta de o som ser o mesmo e os significados serem muito próximos é que precisamos prestar atenção à função da palavra na frase para escolhermos entre as grafias mal e mau, pois só na forma escrita é que se marca a diferença. Para escolher entre o bem e o mal, o bom e o ruim, não há o que pensar! Tem de escolher o bem e o bom sempre, certo? O que é bem diferente do que fazem os governantes brasileiros, que sempre escolhem o bem-bom! Mas isso é problema de padrão ético.
Se quisermos obedecer aos padrões gramaticais, escreveremos:
"Dormi mal (advérbio), pois dormi num mau (adjetivo) colchão." (" I slept badly because I slept on a bad mattress.")
Um teste para verificar se escolhemos a forma adequada é pensar nos opostos:
Dormi bem (x mal), pois dormi num bom (x mau) colchão.
Como vêem, desobedeci à regra sem querer, por estar sofrendo de DST. Dessa forma, sugiro que, ao anunciar o DST daqui por diante, o governo também divulgue o seguinte alerta:
"O Ministério da Educação adverte: DST pode causar danos à gramática." :-)
Beijos! Durmam bem hoje, num bom colchão. (Sleep well tonight, on a good mattress.)
PS.: Alguém percebeu a brincadeira com o título (My bad!) e a figura que ilustra esta mensagem? Vamos ver quem é (a)o primeiro(a) a responder aqui?
Thursday, November 16, 2006
Match book
Antigamente, sem Internet e sem produtos importados - que ficaram proibidos no Brasil durante muitos anos - às vezes era muito difícil achar a tradução adequada para as palavras e expressões mais corriqueiras.

Uma vez um aluno me perguntou como se dizia em inglês, "Volte sempre!", frase que a maioria dos comerciantes escrevia em seus estabelecimentos. Depois de muito perguntar a outros colegas professores acabei descobrindo.
Hoje, vendo essa cartela de fósforos (match book) tão bonitinha, deparei com a frase e me lembrei das dificuldades do período pré-Internet, pré-importações e pré-liberdade de imprensa (opa!).
O antigo hábito ficou: sempre que pego qualquer embalagem escrita em inglês fico vendo as expressões do tipo prazo de validade e outras que não se encontra normalmente em dicionários. Depois, tento memorizar, repetindo a expressão várias vezes e anotando em um caderno onde guardo, em ordem alfabética, as palavras que aprendo. Clique na foto e veja que palavras/expressões vocês conseguem aprender ou relembrar.
Ah, sim, se quiserem saber como dizer prazo de validade em inglês, deixem um recadinho aqui. Se souberem como é, pois já olharam lá na sua despensa, na lata de caviar Beluga (rs,rs,rs) contem para nós.

Dormi mal (I didn't sleep well)
Como a noite passada dormi muito mal- ainda um reflexo do meu problema com DST (vocês sabem que estou falando da sigla em inglês, certo?)– resolvi escrever sobre isso.
Vamos lá, então:
Uma das maneiras de dizer em inglês, “Dormi mal e acordei de mau humor”, é
“I didn’t sleep well and woke up on the wrong side of the bed.” (Tradução literal: Não dormi bem e acordei do lado errado da cama.) Para ler uma explicação mais detalhada sobre essa e outras expressões com wrong side (lado errado), clique aqui. Em português dizemos que levantamos com o pé esquerdo: "Nossa, que mau humor! Levantou com o pé esquerdo, foi?"
Uma noite mal dormida nem sempre é causada por DST. Pode ser conseqüência de deitarmos de mau jeito e, com isso, machucarmos algum músculo nas costas.
Para resolver o problema das costas, só mudando de colchão. Para resolver o problema da língua, ou seja, descobrir como dizer isso em inglês, o investimento é mais baixo. Basta continuar lendo…aí embaixo!
“Dormi de mau jeito e distendi as costas.” (I slept wrong and pulled/threw my back out.)
Noite ruim, DST, lado errado da cama... O resultado só pode ser um BHD!
BHD = bad hair day (dia de cabelo ruim, na tradução literal); metaforicamente, a expressão significa ter um dia difícil, estar de mau humor: I’m having a bad hair day.
Tuesday, November 14, 2006
Idéia de atividade para ensinar sobre o Thanksgiving

Hoje fiz uma atividade sobre Thanksgiving que foi bem legal. Foi numa aula particular (one-to-one) para um adolescente. Recortei várias figuras relativas ao Dia de Ação de Graças e fui contando a história, desde a ida dos primeiros colonizadores (pilgrims = peregrinos, viajantes) no Mayflower para a Nova Inglaterra até os costumes nos dias de hoje.
À medida que contava a história, ia ilustrando com as figuras, colocando-as sobre a mesa: "The pilgrims (mostrava a figura) went to the new land on a ship called Mayflower (mostrava a figura)."
Isso prendeu a atenção do aluno, que foi fazendo várias perguntas sobre o feriado, os hábitos e a história da colonização norte-americana.
Em seguida, dei um texto sobre o tema para que o aluno lesse e resumisse. Ao final da atividade ele havia aprendido sobre o feriado e memorizado palavras novas como pilgrim e harvest (colheita).

Algumas figuras como as que usei e apresento nesta mensagem podem ser encontradas aqui. É clipart gratuito.
Professores, se quiserem reproduzir a idéia com seus alunos, depois me contem como foi, hein? :-)
Monday, November 13, 2006
Thanksgiving
Que tal usar cliparts gratuitos e divertidos para comemorar o Thanksgiving?Gostei desse peru estressado com o feriado, coitado. Melhor avisá-lo que só comeremos tofurkey (tofu em formato de peru = turkey) :-)
O site do peru engraçado era aqui, quando escrevi esta mensagem. Mas agora não existe mais! Que pena...
Friday, November 10, 2006
Ajudei alguém com DST!
Monday, November 06, 2006
Aulas via Skype tornam-se mais comuns
Vejo muito mais vantagens nessa forma de interação do que aquelas apresentadas na matéria e acho que os riscos são os mesmos de qualquer outra forma de aprendizagem. O principal é encontrar um professor com bom conhecimento do idioma e de pedagogia principalmente, que encare o ensino com responsabilidade. Ensinar é uma ciência, que requer anos de estudo e preparo. Não basta saber o idioma para conseguir ensinar uma língua. É preciso saber muito sobre como o cérebro aprende e como lidar com o ser humano aprendente.
Para ler a matéria, clique aqui.
Thursday, November 02, 2006
Informações sobre aulas via Skype ou MSN
ana.scatena@gmail.com. No campo subject, escreva: e-class info.
Obrigada!
Tuesday, October 31, 2006
Como se diz chulé em inglês/
Em inglês não se diz, por exemplo, “Ele tem chulé.” Diz-se: "He has smelly feet". (Ele tem pés mal-cheirosos/fedidos.) ou então: "He has cheesy feet", que quer dizer a mesma coisa. A palavra cheesy é derivada de cheese (queijo) pela semelhança que o odor de alguns queijos tem com o odor de alguns pés!
A propósito, parece que o cérebro humano pode ser enganado em relação ao cheiro. Se colocarmos diante de uma pessoa um pedaço de queijo, sem que ela veja, e informarmos que é um par de meias, ela sentirá cheiro de chulé; por outro lado, se colocarmos diante dela um par de meias usadas por um jogador de futebol depois de um jogo com prorrogação num dia de verão no Rio e dissermos que se trata de um queijo finíssimo, ela sentirá um cheiro mais agradável, de queijo. Ou seja, o cérebro sente cheiros a partir de pré-conceitos sobre o que irá cheirar!
Mas, voltando ao chulé em inglês... Não, melhor é afastar-se do chulé, não importa em qual língua seja. Portanto, caso você precise dizer a uma pessoa informalmente, em inglês, para que ela afaste o chulé de você, diga assim: “Take your cheese away from me!” (Tira esse chulé daqui!). Normalmente podemos falar assim com pessoas que conhecemos bem e com quem convivemos. Com pessoas estranhas, melhor sair de perto ou tapar o nariz.
Bom, espero ter resolvido esse problema de língua, não de pés!
Blog e podcast da Alê
É visualmente lindo e ela escreve muito bem, aventurando-se a compor poemas em outros idiomas, como o turco! A Alê tem até um livro publicado. Veja o link no blog.
Se quiser saber onde aprender muitos idiomas diferentes gratuitamente pela Internet, pegue as dicas no podcast da Alê.
Monday, October 30, 2006
Edição de texto para business writing
A estratégia que normalmente uso é planejar o texto com o aluno, ensinando-o a organizar o raciocínio e a colocar as idéias no papel antes de escrever o texto final. Em seguida, o aluno escreve o texto e o editamos juntos.
Tenho usado um handout muito bom da Purdue University sobre revisão de business writing para discutir com o aluno a importância da edição do texto e os passos para fazê-la.
Se quiser conhecer esse material, clique aqui. O site possui uma versão simplificada para impressão. Costumo trabalhar com o texto na tela do computador mesmo, já que o uso nas minhas aulas por MSN ou telefone. Isso evita a impressão de cópias, o que é muito bom para o bolso e para o planeta!
Wednesday, October 25, 2006
Clipart de frutas e verduras
Além disso, o clipart pode ser usado para outras atividades: o professor pode entregar aos alunos a lista de componentes com os valores para serem preenchidos e assim, praticar números, por exemplo, numa tarefa de information gap. Alguém tem mais alguma outra idéia?
Para ir para a página do clipart, clique aqui, mas volte ao Blog e comente se gostou ou dê uma outra idéia para usar o material! Divirta-se!
