Para profesores, tradutores e alunos de nível intermediário superior e avançado, sugiro uma visita à página http://www.manythings.org/voa/rss/, que contém vários textos interessantes sobre temas diversos referentes à cultura e atualidades dos EUA. É possível imprimir o texto e ouvi-lo narrado.
Para quem tem nível básico, sugiro http://www.manythings.org/e/easy.html, com vários jogos divertidos para ampliar ou reforçar o vocabulário de iniciantes. Meus alunos gostam bastante desses jogos. Para alunos com dificuldades de atenção ou com hiperatividade, os jogos permitem bastante variedade em curto tempo. Além disso, eles podem escolher livremente os jogos de acordo com o interesse de cada um.
Em laboratório de informática, um aluno ou dois vão alternando-se no computador ou cooperando um com o outro para encontrar as respostas mais rapidamente. Gosto muito da idéia de dois alunos ajudando-se mutuamente, pois isso também ensina habilidades sociais.
Deixe aqui seus comentários se utilizar qualquer uma dessas sugestões, ok?
Neste blog compartilho minha experiência como professora, professora de professores, tradutora, e autora de materiais didáticos para a aprendizagem das línguas inglesa e portuguesa. Professores, alunos e tradutores, seus comentários serão muito bem-vindos!
Tuesday, April 18, 2017
Tuesday, April 11, 2017
Feliz Páscoa e Feliz Pesach !! (em inglês, Happy Easter and Happy Pesach!)
Páscoa e Pesach são a mesma coisa? Esses feriados cristão e judaico, por sua origem comum no judaísmo, acontecem em datas próximas e são um bom motivo para pensarmos sobre a possibilidade de renovação e renascimento e também sobre a etimologia dessas palavras, ou seja, sobre o nascimento das palavras. Que tal?
Easter (Páscoa em inglês) deriva de Eostre, deusa anglo-saxã da primavera, associada a símbolos de procriação, como os ovos e coelhos usados pelo comércio para representar a data.
Já a palavra Páscoa vem do hebraico pesach pelo grego, páscha, e significa passagem. Os cristãos celebram a ressurreição de Cristo no domingo de Páscoa, ou seja, a passagem de Cristo da morte para a vida nova.
Pesach também deu origem a Passover em inglês, que é o nome dado à celebração da fuga dos judeus do Egito, liderados por Moisés. Em inglês, podemos nos referir a esse feriado como Passover (Pesach), ou seja, com a mesma palavra que deu origem à palavra Páscoa dos cristãos.
Friday, March 17, 2017
Qual sua dificuldade para aprender inglês?
Olá, leitores!
Tudo bem?
Espero que sim.
Resolvi escrever este post para incentivar quem acha que NUNCA vai aprender inglês.
Quero saber, se esse é seu caso, o que te desanima na hora de iniciar ou retomar a aprendizagem do idioma. Qual sua dificuldade?
Conte aqui e vou procurar responder a todos.
Dou aulas de inglês há mais de 30 anos e, nesse tempo todo, só encontrei um tipo de pessoa que NUNCA aprende: os que desistem de tentar. Quem continua tentando...
adivinhem só...
aprende!
Tudo bem?
Espero que sim.
Resolvi escrever este post para incentivar quem acha que NUNCA vai aprender inglês.
Quero saber, se esse é seu caso, o que te desanima na hora de iniciar ou retomar a aprendizagem do idioma. Qual sua dificuldade?
Conte aqui e vou procurar responder a todos.
Dou aulas de inglês há mais de 30 anos e, nesse tempo todo, só encontrei um tipo de pessoa que NUNCA aprende: os que desistem de tentar. Quem continua tentando...
adivinhem só...
aprende!
Sunday, July 03, 2016
Estraguei a piada
"Estraguei a piada". Foi essa a desculpa que o Senador norte-americano, John Kerry, deu ao explicar por que havia dito, num comício (rally) numa faculdade, que, se os alunos não estudassem, poderiam acabar lutando no Iraque. Se ele estava mesmo brincando ou se estava fazendo pouco dos soldados norte-americanos, não podemos saber.
Já, para saber como dizer estragar uma piada em inglês, basta continuar lendo aqui:
"John Kerry said he botched a joke. " (John Kerry disse que estragou/contou mal a piada.)
Botch vem do inglês medieval (falado entre os anos 1100 e 1500) e, naquela época, significava o contrário do que significa hoje. Botch hoje em dia quer dizer arruinar. Na época do descobrimento do Brasil significava o oposto: consertar.
No Brasil, ultimamente, muitas coisas (e políticos) também têm virado o oposto do que eram antigamente.
Vejam o que aconteceu com a palavra elite...Antes, elite era uma coisa boa, algo que todos almejávamos ser, ou seja, os melhores em alguma categoria, por exemplo: a elite intelectual de um país; elite de atletas. Hoje, elite quer dizer um grupo de privilegiados milionários que só fazem explorar o povo pobre. Pelo menos é assim que pensam alguns políticos e intelectuais brasileiros.
No dicionário, entretanto, a definição de elite continua sendo a mesma:
Já, para saber como dizer estragar uma piada em inglês, basta continuar lendo aqui:
"John Kerry said he botched a joke. " (John Kerry disse que estragou/contou mal a piada.)
Botch vem do inglês medieval (falado entre os anos 1100 e 1500) e, naquela época, significava o contrário do que significa hoje. Botch hoje em dia quer dizer arruinar. Na época do descobrimento do Brasil significava o oposto: consertar.
No Brasil, ultimamente, muitas coisas (e políticos) também têm virado o oposto do que eram antigamente.
Vejam o que aconteceu com a palavra elite...Antes, elite era uma coisa boa, algo que todos almejávamos ser, ou seja, os melhores em alguma categoria, por exemplo: a elite intelectual de um país; elite de atletas. Hoje, elite quer dizer um grupo de privilegiados milionários que só fazem explorar o povo pobre. Pelo menos é assim que pensam alguns políticos e intelectuais brasileiros.
No dicionário, entretanto, a definição de elite continua sendo a mesma:
- do Fr. élite, o que há de melhor numa sociedade ou num grupo
Wednesday, May 25, 2016
Bombar hoje em dia é coisa boa...
Em inglês, repetir de ano é fail, flunk (ou flunk out).
Acho que em português de São Paulo, Brasil, a expressão coloquial mais comum para ser reprovado na escola seja tomar pau (que acho muito feia!). Eu traduziria ser reprovado por fail e tomar pau por flunk out, que é mais informal que fail.
Bomb também existe em inglês como sinônimo de repetir de ano, embora não seja usada com frequência hoje em dia. A partir dos anos mil novecentos e noventa, surgiu a gíria "the bomb", com o sentido de "o máximo, muito bom". Ou seja, mesma palavra com sentidos totalmente opostos.
Faz um tempo que bombar virou coisa boa no Brasil também. Informalmente se usa a gíria para indicar um local ou evento que está lotado e animado ou que seja um sucesso:
A festa bombou ontem!
Meu escritório está bombando de cliente!
O restaurante está meio vazio, mas o bar está bombando!
Em inglês podemos dizer bombar de várias maneiras:
A festa está bombando:
The party is happening. (Literalmente: A festa está acontecendo.)
The party is popping (pop quer dizer estourar e a palavra vem da expressão popping at the seams = arrebentando nas costuras, ou seja, acima da capacidade máxima).
Ou:
The party is hopping (hop é saltar e creio que tem a ver com o movimento de dança). Essa dica quem me deu foi o professor Steve Ford. Em referência a uma festa, balada ou show, hopping quer dizer cheio de gente, ou seja, bombando.
Hop também pode ser usado para descrever uma ocasião em que as pessoas se reúnem para dançar. Nesse caso, hop também é uma boa tradução para a gíria balada em português.Fomos a uma balada ontem. We went to a hop yesterday. (Pode ser em um bar, por exemplo, com música e dança.)
Se a balada for em clube e não em um bar com música, podemos também dizer:
I went clubbing yesterday.
Assim, gosto de ir para balada, em inglês fica: I like to go clubbing. Gosto de balada = I like clubbing.
Agora, o conselho da professora: Não percam muito tempo clubbing para não acabar flunking out!
Wednesday, April 27, 2016
Aprendizagem mediada - O que é isso?

APRENDIZAGEM MEDIADA
O processo de mediação desenvolvido pelo psicólogo romeno Reuven Feuerstein a partir de suas teorias sobre modificabilidade cognitiva estrutural e experiência de aprendizagem mediada permite detectar e corrigir problemas ou dificuldades no funcionamento cognitivo de pessoas que necessitam ou desejam aumentar sua motivação e ampliar sua capacidade de raciocínio, de solução de problemas e de tomada de decisões.
Segundo Feuerstein, o mediador é vital no processo de ensino-aprendizagem, uma vez que é ele quem seleciona e amplia recortes da realidade para motivar o mediado a fim de que, em sua interação com o mundo que o rodeia, aprenda a aprender.
Com base nas teorias de Feuerstein e segundo seus critérios de mediação, o mediador pode trabalhar as funções cognitivas em sala de aula, em casa, ou na empresa, utilizando os recursos disponíveis.
Na empresa, por exemplo, é possível para o mediador, ao interagir com os mediados, diagnosticar deficiências cognitivas e capacitá-los para auto-regularem seu comportamento cognitivo, tornando-os aptos a reconhecerem e acessarem as funções cognitivas que necessitam mobilizar para melhorar seu desempenho profissional. Além disso, como o programa enfatiza a eficiência da comunicação oral, a interação entre indivíduos e grupos aprimora-se.
O processo de mediação desenvolvido pelo psicólogo romeno Reuven Feuerstein a partir de suas teorias sobre modificabilidade cognitiva estrutural e experiência de aprendizagem mediada permite detectar e corrigir problemas ou dificuldades no funcionamento cognitivo de pessoas que necessitam ou desejam aumentar sua motivação e ampliar sua capacidade de raciocínio, de solução de problemas e de tomada de decisões.
Segundo Feuerstein, o mediador é vital no processo de ensino-aprendizagem, uma vez que é ele quem seleciona e amplia recortes da realidade para motivar o mediado a fim de que, em sua interação com o mundo que o rodeia, aprenda a aprender.
Com base nas teorias de Feuerstein e segundo seus critérios de mediação, o mediador pode trabalhar as funções cognitivas em sala de aula, em casa, ou na empresa, utilizando os recursos disponíveis.
Na empresa, por exemplo, é possível para o mediador, ao interagir com os mediados, diagnosticar deficiências cognitivas e capacitá-los para auto-regularem seu comportamento cognitivo, tornando-os aptos a reconhecerem e acessarem as funções cognitivas que necessitam mobilizar para melhorar seu desempenho profissional. Além disso, como o programa enfatiza a eficiência da comunicação oral, a interação entre indivíduos e grupos aprimora-se.
Nas aulas de inglês e português, utilizo essa abordagem para verificar se o aluno erra por não conhecer o conteúdo ou por não conseguir acessá-lo ou comunicá-lo adequadamente. Muitas vezes, ao ensinar o aluno a melhor utilizar o conhecimento que já possui, suas notas melhoram na escola ou, em outro exemplo, ele passa a ficar mais motivado para comunicar-se no idioma estrangeiro.
Monday, March 21, 2016
Feliz Páscoa! Happy Easter!

O tempo voa quando a gente está se divertindo! (Em inglês: Time flies when you’re having fun!)
O Carnaval veio e se foi e a Páscoa já vem vindo aí. Esse é meu feriado favorito em virtude do alto teor chocólico! ☺
Para quem dá aulas para crianças, existem muitas atividades divertidas e bonitinhas de Páscoa aqui.
Outra brincadeira divertida são os trava-línguas (em inglês, tongue-twisters), que aparecem aqui.
O professor pode criar os próprios jogos e exercícios aqui. Leva tempo, mas vale a pena.
Para adultos e crianças existem atividades variadas, inclusive textos para diversos níveis sobre a Páscoa, aqui.
Boa diversão e Happy Easter!
Thursday, March 03, 2016
Pronúncia em inglês - como achar

Tenho visto que muitos leitores entram no meu blog a partir de buscas que fazem na Internet. Frequentemente, as pessoas fazem buscas sobre “como se pronuncia ... em inglês”.
Assim, para ajudar esses leitores, aqui vai a dica:
Sempre que quiser saber como se pronuncia determinada palavra em inglês, vá a um dos muitos dicionários gratuitos online que tenham o som da palavra em arquivo de áudio, digite a palavra e clique no ícone do alto-falante que aparece diante da palavra.
Os dicionários que costumo recomendar são:
http://www.howjsay.com/ (Neste você tem que digitar a palavra, clicar ENTER e depois passar o cursor sobre a palavra quantas vezes precisar, até memorizar a pronúncia).
http://dictionary.reference.com/
http://www.thefreedictionary.com/
Boas buscas!
Thursday, November 19, 2015
Não diga que é eunuco se quiser dizer que é único
Cuidado ao expressar em inglês a idéia de ser único em algo, como por exemplo:
"Sou a única mulher nesta sala que estudou tupi."("I'm the only woman in this room who studied Tupi").
Único em inglês pode ser traduzido como only ou unique.
Only passa a idéia de unidade, ou seja, de um único elemento, pessoa, objeto, etc num determinado contexto. Já unique dá a idéia de exclusivo, original, distinto de todo o resto. Posso dizer, então:
“Sou a única (only) mulher nesta sala que estudou tupi.” Mas existem muitas mulheres que estudaram tupi na faculdade como eu. Sei disso porque a sala estava sempre cheia delas. Rs, rs, rs.
Agora, para expressar em inglês que estudar tupi foi uma experiência muito diferente de tudo, ímpar, sem igual, preciso usar a palavra unique.
“Studying tupi was a unique experience.” (“Estudar tupi foi uma experiência única.”)
Também não podemos confundir only (único) com alone (sozinho) ou lonely (solitário).
Para exemplificar, conto um caso verídico:
O rapaz brasileiro aproxima-se de uma moça num bar em Nova Iorque e, para puxar papo, pergunta (ou pensa que pergunta) se ela está sozinha lá:
“Are you only here?”
Pensando ter perguntado "Você está sozinha aqui?", na verdade perguntou: “Você está apenas aqui?”
Ora, como poderia a moça estar lá no bar e em outro lugar ao mesmo tempo sem ter o poder da onipresença? O rapaz queria, na verdade, ter perguntado”: “Are you alone here?"
Não sei o que a moça respondeu, mas imagino que o rapaz tenha ido para casa desacompanhado. O que me lembra do eunuco do título desta mensagem.
Algumas vezes, na tentativa de dizer algo como “Sou o único para esta entrevista de emprego.” (“I’m the only one for this job interview.”), uma pessoa que não leia este blog (olha a pretensão!) pode dizer “I’m the unique for this job interview.”, mas pronunciando unique (único, ímpar, sem igual) como eunuch (eunuco). Assim, o ouvinte entenderá “Sou o eunuco para esta entrevista de emprego.”
A menos que se trate de uma entrevista para guarda de harém, a palavra usada inadequadamente (deveria ser only) e ainda por cima com a pronúncia inadequada também, pode gerar algum mal entendido.
Assim, cuidado para não passar por eunuco quando quiser ser visto como único.
"Sou a única mulher nesta sala que estudou tupi."("I'm the only woman in this room who studied Tupi").
Único em inglês pode ser traduzido como only ou unique.
Only passa a idéia de unidade, ou seja, de um único elemento, pessoa, objeto, etc num determinado contexto. Já unique dá a idéia de exclusivo, original, distinto de todo o resto. Posso dizer, então:
“Sou a única (only) mulher nesta sala que estudou tupi.” Mas existem muitas mulheres que estudaram tupi na faculdade como eu. Sei disso porque a sala estava sempre cheia delas. Rs, rs, rs.
Agora, para expressar em inglês que estudar tupi foi uma experiência muito diferente de tudo, ímpar, sem igual, preciso usar a palavra unique.
“Studying tupi was a unique experience.” (“Estudar tupi foi uma experiência única.”)
Também não podemos confundir only (único) com alone (sozinho) ou lonely (solitário).
Para exemplificar, conto um caso verídico:
O rapaz brasileiro aproxima-se de uma moça num bar em Nova Iorque e, para puxar papo, pergunta (ou pensa que pergunta) se ela está sozinha lá:
“Are you only here?”
Pensando ter perguntado "Você está sozinha aqui?", na verdade perguntou: “Você está apenas aqui?”
Ora, como poderia a moça estar lá no bar e em outro lugar ao mesmo tempo sem ter o poder da onipresença? O rapaz queria, na verdade, ter perguntado”: “Are you alone here?"
Não sei o que a moça respondeu, mas imagino que o rapaz tenha ido para casa desacompanhado. O que me lembra do eunuco do título desta mensagem.
Algumas vezes, na tentativa de dizer algo como “Sou o único para esta entrevista de emprego.” (“I’m the only one for this job interview.”), uma pessoa que não leia este blog (olha a pretensão!) pode dizer “I’m the unique for this job interview.”, mas pronunciando unique (único, ímpar, sem igual) como eunuch (eunuco). Assim, o ouvinte entenderá “Sou o eunuco para esta entrevista de emprego.”
A menos que se trate de uma entrevista para guarda de harém, a palavra usada inadequadamente (deveria ser only) e ainda por cima com a pronúncia inadequada também, pode gerar algum mal entendido.
Assim, cuidado para não passar por eunuco quando quiser ser visto como único.
Thursday, September 24, 2015
De onde vem lanche?

Como todos sabemos, lanche é uma refeição rápida, que pode vir da padaria, do supermercado ou da cozinha de casa mesmo. Pode ser um saquinho de batatas fritas para quem não está nem aí para o colesterol ou uma cenoura crua, para quem está de dieta. Já a palavra lanche, o leitor sabe de onde vem?
Como muitas das palavras que formam nosso idioma, lanche é um empréstimo de outra língua, no caso, do inglês, lunch, que significa almoço. Nos Estados Unidos, por exemplo, o almoço costuma ser uma refeição rápida, muitas vezes um simples sanduíche (outro anglicismo! = palavra de origem inglesa), diferente do almoço dos brasileiros. Daí usarmos lanche para falar da refeição entre o almoço e o jantar.
Em livros e jornais antigos podemos ver que a palavra era grafada lunch em itálico, para indicar que se tratava de um estrangeirismo, ou seja, palavra emprestada de outra língua. Com o tempo a palavra foi aportuguesada e passou a ser grafada lanche.
Por isso não entendo como alguém pode achar que a palavra snack possa ter mais apelo comercial do que lanche na hora de anunciar um produto. As duas palavras vêm do inglês, sendo que uma já foi aportuguesada. Devem achar que o aportuguesamento tira o brilho da palavra e que o inglês soa mais chique. Ou... quem sou eu para julgar? Talvez estejamos vendo o nascimento de um outro empréstimo vocabular e daqui a alguns anos estejamos falando e escrevendo isneque e ninguém mais vai se lembrar de que se trata de mais um empréstimo para nos referirmos à boa e velha merenda* de antanho.
Ilustrações gratuitas (para não dizer clipart!) aqui.
Wednesday, September 23, 2015
Bafômetro
Alguém aí sabe como dizer bafômetro em inglês?
Bafômetro é breathalyzer (pode ser escrito com s também). Chique, não? Parece ser a combinação de breath (hálito) e analyzer (analisador); ou seja, um analisador de hálito. Soa mais elegante em inglês do que o nosso bafômetro = medição do bafo!!!!!
Mas não se apoquentem nem se abespinhem! Em português, o bafômetro também tem um nome elegante: é etilômetro. Essa palavra, a meu ver, descreve com mais precisão do que o termo inglês o que esse instrumento faz.
O etilômetro mede a quantidade de álcool etílico no sangue por meio da análise do hálito - vulgo bafo (ô, palavrinha feia!) – do motorista.
Para saber como prounciar breathalyzer, clique aqui.
Bafômetro é breathalyzer (pode ser escrito com s também). Chique, não? Parece ser a combinação de breath (hálito) e analyzer (analisador); ou seja, um analisador de hálito. Soa mais elegante em inglês do que o nosso bafômetro = medição do bafo!!!!!
Mas não se apoquentem nem se abespinhem! Em português, o bafômetro também tem um nome elegante: é etilômetro. Essa palavra, a meu ver, descreve com mais precisão do que o termo inglês o que esse instrumento faz.
O etilômetro mede a quantidade de álcool etílico no sangue por meio da análise do hálito - vulgo bafo (ô, palavrinha feia!) – do motorista.
Para saber como prounciar breathalyzer, clique aqui.
Monday, September 14, 2015
Pipitu vem do tupi?
Acho que usar palavras em outros idiomas quando temos a palavra em português é puro esnobismo.
Mas há coisas difíceis de dizer em português, pois não temos a palavra e, se tentamos traduzir da língua original, criamos uma palavra não tão descritiva e, às vezes, precisamos até de uma frase inteira para dizer o que na língua de origem é dito de maneira mais concisa.
Acho que esse é o caso de peep-toe, aquele tipo de sapato feminino aberto na frente.
Pelo que sei, não há nome para isso em português. Para dizer o que a expressão em inglês comunica, seria preciso falar algo como "espia-dedo".
Peep = espiar
Toe = dedo do pé
Ou: sapato com abertura na frente por onde vemos os dedos dos pés.
Não dá, né?
Nesses casos, usamos o recurso do empréstimo lingüístico, que é um empréstimo bom, pois não precisamos pagar juros nem devolver a mercadoria!
Em todas as línguas isso é um fenômeno natural. No caso da tecnologia, usamos as palavras software e hardware, por exemplo, por falta de termo apropriado em português.
(Agora, usar startar em vez de começar e upgradear em vez de melhorar, me desculpem, mas é um absurdo!)
Mas, saindo do computador e voltando ao sapato...
Outro dia ouvi, numa propaganda de loja de calçados, a palavra pipitu. Parei para ver se era o que estava pensando, ou seja, o aportuguesamento da palavra peep-toe ou se alguma palavra em tupi para designar algum tipo de calçado que eu desconhecesse... Embora achasse difícil que os povos tupis usassem algum tipo de calçado...
Vi que a primeira teoria era a mais provável e até lancei aqui um desafio.
Devo admitir que gostei do aportuguesamento. O som em português ficou muito próximo do som original da palava em inglês, ficou fácil de pronunciar e parecido com o som de palavras em tupi. Por isso, foi mais que um aportuguesamento; foi um "abrasileiramento" da palavra! Gostei!
Thursday, August 20, 2015
Trancar matrícula em inglês - Contexto cultural

Recebi um comentário sobre o termo "trancar matrícula" em inglês e achei interessante responder em um post, pois a resposta envolve questões culturais que podem interessar a mais pessoas.
O leitor escreveu:

"Trancar matrícula em inglês ":
Sinto mas acho que discordo; "on leave absence..." pode ter varios: maternidade, trabalho, saude,nas Forcas Armadas as pessoas pedem licenca tanto que existe o WOLA (Without leave of Absence) que e o camarada que deserta ou deixa o servico. Alias trancar matricula e exclusivo de Brasil. Portanto "on leave absence..." na minha opiniao, e muito generico .”
Realmente, o termo pode ser utilizado em outros contextos, por isso, no post original sobre o assunto, recomendo que se escreva ou se diga “on leave of absence from ... (nome da faculdade)”, para não deixar dúvidas do que se trata.
Dizer apenas “I’m on leave of absence” não esclarece do que a pessoa está afastada: da faculdade, do trabalho, etc.
Uma gestante pode estar “on maternity leave”, ou seja, de licença maternidade.
Quanto ao ato de trancar matrícula, entendi que o leitor afirma ser exclusivo do Brasil. Se entendi certo, I beg to differ (Peço permissão para discordar ☺).
O trancamento de matrícula é uma possibilidade em muitas universidades americanas e em outros países também.
A diferença é que em inglês se usa o termo licença (leave), em vez de trancamento. Semanticamente os termos não são idênticos, mas são usados para um procedimento muito semelhante nas duas culturas, ou seja, um afastamento (= leave / trancamento) de uma obrigação com a faculdade/universidade.
Para ler sobre o que uma universidade americana entende por leave of absence, clique aqui.
A Universidade de Chicago chama o processo de Leave Of Absence ou LOA, que é a abreviação utilizada para o processo de trancamento de matrícula também em outras instituições. Harvard usa o mesmo termo.
No site da Duke University consta: "A leave of absence is a temporary interruption of one's studies at Duke, generally for a period of one or two semesters." Ou seja, "Um afastamento (trancamento) é a interrupção temporária dos estudos na Duke, geralmente por um período de um ou dois semestres".
Observem que, nesses sites, o termo utilizado é “leave of absence” para um processo que corresponde ao que ocorre no Brasil quando se "tranca" uma matrícula.
Na Suíça também é possível pedir trancamento por doença, acidente, trabalho, serviço militar, etc em uma faculdade. Veja aqui.
Nesses sites podemos ver algumas expressões úteis para falarmos do procedimento:
- Pedir trancamento de matrícula (em inglês: request a leave of abscence)
- Ser autorizado a trancar matrícula (em inglês: be granted a leave of absence)
*Observem que dizemos apenas trancamento quando o contexto deixa explícito do que se trata; o mesmo acontece quando usamos o termo leave of absence.
Quando o contexto não é claro, precisamos explicitar com que sentido estamos usando a palavra trancamento. Por exemplo: “O trancamento do cofre é automático e o funcionário não possuiu a chave.” "Para fazer trancamento de matrícula o aluno precisa apresentar seus documentos."
- Trancar matrícula: Take a leave of absence
Resumindo: Take a leave of absence é um termo que se aplica a vários contextos. Quando o contexto está claro, não é preciso explicitar dizendo "Estou com matrícula trancada na faculdade" (Em inglês: “I’m on LOA from college”). Por exemplo:

A: Oi, Fulano, como vai indo a faculdade?
B: Tranquei matrícula esse semestre.
Em inglês:
A: Hey, So-and-So, how’s college life?
B: I’m on LOA.
Quando o contexto não é claro, por exemplo, em um CV (Resume), a pessoa vai precisar dizer do que está ausente (do exército, do trabalho, da faculdade)
Resume
Name: So-and-So
Education:
On leave of absence from Faculdade de Filosofia de Araçatuba.
Obrigada por lerem até aqui!
Beijos a todos !
Saturday, April 18, 2015
Novo livro sobre Pirandello
A dica de hoje é para os apreciadores da língua italiana e da maravilhosa literatura de Pirandello.
Vai ser lançado em São Paulo, Pirandello e a Máscara Animal, de Francisco Degani.
Já li O falecido Mattia Pascoal, pelo mesmo tradutor. O texto parece ter sido escrito originariamente em português, tal é o cuidado na adaptação. E as notas explicativas realmente acrescentam à leitura, algo que não costuma ser muito comum. Muitas vezes as notas mais distraem do que aprofundam o entendimento.
Francisco Degani é doutor em literatura italiana pela Universidade de São Paulo, graduado em língua literatura e cultura italianas pelo Consórcio ICON, com sede na Universidade de Pisa, e tradutor, entre outros, de O falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello (Nova Alexandria/Abril), Não incentivem o romance, de Alfonso Berardinelli (Nova Alexandria/Humanitas), vencedor do prêmio Paulo Rónai de tradução, de 2012, da Fundação Biblioteca Nacional, com Os noivos, de Alessandro Manzoni (Nova Alexandria). Pela coleção Estudos Italianos, já publicou “Pirandello ‘novellaro’. Da forma à dissolução” (Nova Alexandria).
Sobre o novo livro, Doris Nátia Cavallari afirma:
"Degani examina minuciosamente como o animal se apresenta na obra pirandelliana. Não o animal como metáfora do homem e de seus tantos trejeitos bestializados e vis, não o bicho tão rebaixado pela nossa visão que costuma desrespeitá-lo e retratá-lo como fera, sinônimo de nossos próprios vícios e maldades, mas simplesmente os animais: cavalos, cães, asnos e até moscas vistos e representados em sua dignidade natural de seres que habitam esse mundo e parecem ter muito a nos ensinar.
Com divisão em vários subtemas, que organiza a avaliação crítica das novelas, Degani — que traduziu todos os textos analisados — nos cativa com sua escrita leve e, frequentemente, irônica (bem ao gosto do humorismo pirandelliano), a ponto de nos dar a sensação de que há um contador de histórias contando histórias sobre um famoso escritor siciliano."
Espero encontrar meus leitores fãs da boa literatura no lançamento. Podemos bater um bom papo!
Vai ser lançado em São Paulo, Pirandello e a Máscara Animal, de Francisco Degani.
Já li O falecido Mattia Pascoal, pelo mesmo tradutor. O texto parece ter sido escrito originariamente em português, tal é o cuidado na adaptação. E as notas explicativas realmente acrescentam à leitura, algo que não costuma ser muito comum. Muitas vezes as notas mais distraem do que aprofundam o entendimento.
Francisco Degani é doutor em literatura italiana pela Universidade de São Paulo, graduado em língua literatura e cultura italianas pelo Consórcio ICON, com sede na Universidade de Pisa, e tradutor, entre outros, de O falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello (Nova Alexandria/Abril), Não incentivem o romance, de Alfonso Berardinelli (Nova Alexandria/Humanitas), vencedor do prêmio Paulo Rónai de tradução, de 2012, da Fundação Biblioteca Nacional, com Os noivos, de Alessandro Manzoni (Nova Alexandria). Pela coleção Estudos Italianos, já publicou “Pirandello ‘novellaro’. Da forma à dissolução” (Nova Alexandria).
Sobre o novo livro, Doris Nátia Cavallari afirma:
"Degani examina minuciosamente como o animal se apresenta na obra pirandelliana. Não o animal como metáfora do homem e de seus tantos trejeitos bestializados e vis, não o bicho tão rebaixado pela nossa visão que costuma desrespeitá-lo e retratá-lo como fera, sinônimo de nossos próprios vícios e maldades, mas simplesmente os animais: cavalos, cães, asnos e até moscas vistos e representados em sua dignidade natural de seres que habitam esse mundo e parecem ter muito a nos ensinar.
Com divisão em vários subtemas, que organiza a avaliação crítica das novelas, Degani — que traduziu todos os textos analisados — nos cativa com sua escrita leve e, frequentemente, irônica (bem ao gosto do humorismo pirandelliano), a ponto de nos dar a sensação de que há um contador de histórias contando histórias sobre um famoso escritor siciliano."
Espero encontrar meus leitores fãs da boa literatura no lançamento. Podemos bater um bom papo!
Thursday, March 19, 2015
Ai, que dor de cabeça!
Semana passada fiquei sete dias com dor de cabeça... Sério! Sofro desse mal desde que tinha sete anos de idade. Nossa! Quanto sete! Dizemos que sete é conta de mentiroso, mas nesse caso é verdade!
Esta semana, como estou bem melhor, escrevo sobre as preposições, que dão muita dor de cabeça - ainda que no sentido figurativo - a quem aprende inglês (ou qualquer língua).
Um dos motivos para as preposições serem tão difíceis de se aprender vem do fato de muitas não terem uma relação lógica aparente com as palavras a que se encadeiam.
Podemos dizer, grosseiramente, que existem palavras "cheias" e palavras "vazias" de conteúdo.
As "cheias" seriam os substantivos (cadeira, amor), adjetivos (bonito, frio), verbos (pare, viajou), etc.
Essas palavras comunicam um sentido para quem as reconhece em um determinado contexto. Ou seja, fazem com que nos lembremos de um conceito, como por exemplo: o que é uma cadeira, como é o sentimento amor ou como é algo bonito. Lembramo-nos de imagens e / ou experiências com tais objetos, emoções, etc.
Já as preposições não despertam em nós uma lembrança de um conceito imediato. Tente pensar que imagens as preposições a seguir despertam em você: a, de, para, com. Difícil, não é? Por isso as preposições são consideradas palavras "vazias".
Por serem "vazias", fica mais difícil lembrar quando usá-las em inglês (ou outra língua estrangeira; até em espanhol, essa língua prima da língua portuguesa, há diferenças. Nem sempre podemos usar em espanhol as mesmas preposições do português, embora haja semelhanças).
Claro que há associações com significados que podemos fazer para ajudar a memória.
Por exemplo:
from (de) pode significar origem: I'm from São Paulo, Brazil. (Sou de São Paulo, Brasil.)
to (para) pode significar destino: I'm going to Rio on Easter. (Vou para o Rio na Páscoa.)
in (em) pode significar localização dentro de um limite: I'm in Rio. (Estou no (em + o) Rio.)
on (sobre) pode significar localização (em cima de algo, por exemplo): The book is on the table. (O livro está sobre a mesa.)
As associações podem fazer mais sentido se visualizadas com a ajuda de um mapa mental ou de ilustrações.
Mas nem sempre essas associações funcionam. Assim, uma boa maneira de memorizarmos as preposições é colocá-las em estruturas de frases com contexto conhecido. Quanto mais a preposição estiver em uma frase que tenha sentido e, se possível, significado pessoal para quem a lê, fala ou escreve, mais fácil de lembrar. Por exemplo: I'm tired of this TV show! I never watch it, but people talk about it all the time! (Estou cansada desse programa de TV! Nunca assisto, mas as pessoas falam sobre isso o tempo todo!) Ao escrever algo que me desperta uma resposta emocional, as chances de lembrar das palavras em inglês aumentam.
E há também os casos de regência, ou seja, certas palavras pedem certas preposições, como em português: Quem vai, vai a algum lugar. Quem vem, vem de algum lugar.
Venho de São Paulo. Vou ao Rio. (NÃO diga: Vou no Rio. Quem vai no (em + o) rio, sai molhado!
:-)
Assim, ao ler ou ouvir preposições que queira memorizar, sempre verifique qual a palavra que a antecede, ou seja, que vem antes dela na frase. No texto escrito, a palavra que vem à esquerda da preposição. Regência, em inglês é agreement. Para saber quais verbos normalmente pedem determinadas preposições, é preciso prática.
Fazer exercícios com frequência também ajuda. Aqui há uma série deles, com explicações em inglês.
Para praticar as preposições de lugar, clique aqui. Esse é um exercício para iniciantes.
Este é mais avançado. Este também.
Quem é mais avançado e se prepara para um exame como o Toefl, pode fazer um teste aqui.
Para quem gosta de ler em inglês britânico, este teste é bem divertido. Temos de clicar nas preposições que aparecem no texto. Como elas são palavras mais de ligação do que de significado (são "vazias", lembram?), tendemos a não vê-las. O cérebro faz o olho "pular" as preposições e ler as palavras "cheias". Fiz o teste e, já no primeiro, deixei passar uma. Boa diNERDsão! :-)
The book is on the table and the free clipart is here.
Esta semana, como estou bem melhor, escrevo sobre as preposições, que dão muita dor de cabeça - ainda que no sentido figurativo - a quem aprende inglês (ou qualquer língua).
Um dos motivos para as preposições serem tão difíceis de se aprender vem do fato de muitas não terem uma relação lógica aparente com as palavras a que se encadeiam.
Podemos dizer, grosseiramente, que existem palavras "cheias" e palavras "vazias" de conteúdo.
As "cheias" seriam os substantivos (cadeira, amor), adjetivos (bonito, frio), verbos (pare, viajou), etc.
Essas palavras comunicam um sentido para quem as reconhece em um determinado contexto. Ou seja, fazem com que nos lembremos de um conceito, como por exemplo: o que é uma cadeira, como é o sentimento amor ou como é algo bonito. Lembramo-nos de imagens e / ou experiências com tais objetos, emoções, etc.
Já as preposições não despertam em nós uma lembrança de um conceito imediato. Tente pensar que imagens as preposições a seguir despertam em você: a, de, para, com. Difícil, não é? Por isso as preposições são consideradas palavras "vazias".
Por serem "vazias", fica mais difícil lembrar quando usá-las em inglês (ou outra língua estrangeira; até em espanhol, essa língua prima da língua portuguesa, há diferenças. Nem sempre podemos usar em espanhol as mesmas preposições do português, embora haja semelhanças).
Claro que há associações com significados que podemos fazer para ajudar a memória.
Por exemplo:
from (de) pode significar origem: I'm from São Paulo, Brazil. (Sou de São Paulo, Brasil.)
to (para) pode significar destino: I'm going to Rio on Easter. (Vou para o Rio na Páscoa.)
in (em) pode significar localização dentro de um limite: I'm in Rio. (Estou no (em + o) Rio.)
on (sobre) pode significar localização (em cima de algo, por exemplo): The book is on the table. (O livro está sobre a mesa.)
As associações podem fazer mais sentido se visualizadas com a ajuda de um mapa mental ou de ilustrações.
Mas nem sempre essas associações funcionam. Assim, uma boa maneira de memorizarmos as preposições é colocá-las em estruturas de frases com contexto conhecido. Quanto mais a preposição estiver em uma frase que tenha sentido e, se possível, significado pessoal para quem a lê, fala ou escreve, mais fácil de lembrar. Por exemplo: I'm tired of this TV show! I never watch it, but people talk about it all the time! (Estou cansada desse programa de TV! Nunca assisto, mas as pessoas falam sobre isso o tempo todo!) Ao escrever algo que me desperta uma resposta emocional, as chances de lembrar das palavras em inglês aumentam.
E há também os casos de regência, ou seja, certas palavras pedem certas preposições, como em português: Quem vai, vai a algum lugar. Quem vem, vem de algum lugar.
Venho de São Paulo. Vou ao Rio. (NÃO diga: Vou no Rio. Quem vai no (em + o) rio, sai molhado!
:-)
Assim, ao ler ou ouvir preposições que queira memorizar, sempre verifique qual a palavra que a antecede, ou seja, que vem antes dela na frase. No texto escrito, a palavra que vem à esquerda da preposição. Regência, em inglês é agreement. Para saber quais verbos normalmente pedem determinadas preposições, é preciso prática.
Fazer exercícios com frequência também ajuda. Aqui há uma série deles, com explicações em inglês.
Para praticar as preposições de lugar, clique aqui. Esse é um exercício para iniciantes.
Este é mais avançado. Este também.
Quem é mais avançado e se prepara para um exame como o Toefl, pode fazer um teste aqui.
Para quem gosta de ler em inglês britânico, este teste é bem divertido. Temos de clicar nas preposições que aparecem no texto. Como elas são palavras mais de ligação do que de significado (são "vazias", lembram?), tendemos a não vê-las. O cérebro faz o olho "pular" as preposições e ler as palavras "cheias". Fiz o teste e, já no primeiro, deixei passar uma. Boa diNERDsão! :-)
The book is on the table and the free clipart is here.
Wednesday, December 10, 2014
Qual sua desculpa para deixar de fazer a prova de inglês? Think again!
Vejo muitas pessoas que desistem fácil diante da menor dificuldade quando precisam fazer trabalhos, provas ou qualquer outra atividade escolar que requeira um pouco (às vezes muito pouco mesmo) de empenho e interesse. Qualquer motivo é pretexto para desistir da tarefa:
- dormi tarde ontem
- esse exercício é bobo
- estou cansado/a
- esse assunto é chato
- está muito frio (ou quente) na sala para me concentrar
- estou com gripe
A lista pode ir longe...
Ocorre que, para aprender, é preciso esforço e capacidade de frustrar-se e de adiar as recompensas (um futuro melhor, um bom emprego, uma melhor qualidade de vida). Isso se a pessoa é insensível ao grande prazer que é descobrir o novo, claro.
Para quem foi educado para gostar de aprender - sim, isso se aprende, sim! - todo dia é dia e toda hora é hora de descoberta. E a escola proporciona muitas delas.
Eu mesma tive de enfrentar muitas e muitas dificuldades para poder fazer faculdade, mas o que me movia era o gosto pelo conhecimento, que havia aprendido em casa com meus pais e meus irmãos. Nada me desestimulava: nem sono, nem gripe, nem chuva, nem ter de pegar 8 ônibus(sim 8, e ainda andar a pé uns bons pedaços) por dia para trabalhar como professora e fazer a faculdade!
E todas essas dificuldades só me ensinaram: a ser planejada para ter tempo de fazer tudo que precisava, para pegar o ônibus na hora certa, para calcular quanto dinheiro tinha para o almoço e se dava para comprar aquela blusa nova. Habilidades que depois vieram a ser úteis na minha carreira profissional.
Ao desistir diante de qualquer dificuldade o aluno se priva de desenvolver importantes formas de raciocínio, além de perder a chance de adquirir conhecimento científico sobre o mundo.
Para quem quer mesmo aprender, nada serve de desculpa. Sempre tive orgulho do meu esforço e da minha persistência. Mas hoje li algo no jornal que fez minhas dificuldades parecerem irrisórias e minha persistência, a coisa mais fácil do mundo.
Compartilho a história com os leitores para que se inspirem e, assim, quando bater aquela preguicinha e vontade de desistir, pensem duas vezes antes de deixar para lá.
Eu me recolho à minha muito mole vida, comparada à dessa menina da notícia. Beijos and keep on trying!!
Clipart gratuito baixado daqui.
- dormi tarde ontem
- esse exercício é bobo
- estou cansado/a
- esse assunto é chato
- está muito frio (ou quente) na sala para me concentrar
- estou com gripe
A lista pode ir longe...
Ocorre que, para aprender, é preciso esforço e capacidade de frustrar-se e de adiar as recompensas (um futuro melhor, um bom emprego, uma melhor qualidade de vida). Isso se a pessoa é insensível ao grande prazer que é descobrir o novo, claro.
Para quem foi educado para gostar de aprender - sim, isso se aprende, sim! - todo dia é dia e toda hora é hora de descoberta. E a escola proporciona muitas delas.
Eu mesma tive de enfrentar muitas e muitas dificuldades para poder fazer faculdade, mas o que me movia era o gosto pelo conhecimento, que havia aprendido em casa com meus pais e meus irmãos. Nada me desestimulava: nem sono, nem gripe, nem chuva, nem ter de pegar 8 ônibus(sim 8, e ainda andar a pé uns bons pedaços) por dia para trabalhar como professora e fazer a faculdade!
E todas essas dificuldades só me ensinaram: a ser planejada para ter tempo de fazer tudo que precisava, para pegar o ônibus na hora certa, para calcular quanto dinheiro tinha para o almoço e se dava para comprar aquela blusa nova. Habilidades que depois vieram a ser úteis na minha carreira profissional.
Ao desistir diante de qualquer dificuldade o aluno se priva de desenvolver importantes formas de raciocínio, além de perder a chance de adquirir conhecimento científico sobre o mundo.
Para quem quer mesmo aprender, nada serve de desculpa. Sempre tive orgulho do meu esforço e da minha persistência. Mas hoje li algo no jornal que fez minhas dificuldades parecerem irrisórias e minha persistência, a coisa mais fácil do mundo.
Compartilho a história com os leitores para que se inspirem e, assim, quando bater aquela preguicinha e vontade de desistir, pensem duas vezes antes de deixar para lá.
Eu me recolho à minha muito mole vida, comparada à dessa menina da notícia. Beijos and keep on trying!!
Clipart gratuito baixado daqui.
Tuesday, November 25, 2014
O Passado Simples em Inglês com Manteiga
O passado simples em inglês só é simples no nome... :-)
Na verdade, é na interrogativa e na negativa que a coisa se complica, por causa do uso do auxiliar DID, para o qual não existe correspondência em português.
Mas não temam! Nada que muitas horas de treino e estudo não resolvam! :-)
Para quem já tem um conhecimento básico de inglês, sugiro algumas aulas de vídeo, muito claras e didáticas, que achei no YouTube. A professora Jennifer tem uma pronúncia deliciosa e explica com exemplos e exercícios como funciona esse tempo de verbo. Além disso, ensina como pronunciar o -ed final dos verbos regulares.
A única coisa ruim das aulas da Jennifer é ver que ela come ovo frito em um tantão de manteiga, de noite (!), e ainda continua seca de magra. Que raiva! Grrrrr!
Fora isso, bons estudos!
Aula 1 -
Aula 2 -
Aula 3 -
Aula 4 -
Monday, November 10, 2014
Numa open house entra quem quer
Quando forem inaugurar a casa nova, não digam que vão fazer uma open house, ou vou me sentir no direito de levar a família inteira para comer de graça! :-)
Open house é termo que corresponde a "aberto à visitação" em português, para indicar que uma casa pode ser visitada por interessados em comprá-la ou alugá-la. Nas casas à venda no Brasil vemos placas assim:
Casa em exposição
ou
Corretor de Plantão
Nos Estados Unidos vemos:
Open House
Ou seja, se vocês forem fazer uma open house, quer dizer que qualquer um passando na rua pode entrar. Então, cuidado!
A expressão adequada para dizer em inglês inauguração de casa ou apartamento é "housewarming", que significa algo como "fazer o esquenta da casa".
"You're invited to my housewarming (party)" significa "Você está convidado/a para a festa de inauguração da minha casa."
Se quiserem usar a expressão em inglês, digam: "Vou fazer um housewarming." E não: "Vou fazer uma open house."
Mas que tal dizer em bom português: "Vou fazer a inauguração da casa"?
Algumas pessoas acham chique usar palavras em inglês, mas acabam criando o efeito contrário, pois dizem algo que confunde em vez de explicar. Trocando em miúdos: Se você diz "vou fazer uma open house da minha casa nova" para alguém que não sabe inglês, vai constranger a pessoa pois ela terá de perguntar do que se trata. E, se você disser a mesma coisa para uma pessoa que sabe inglês, ela vai pensar que você está abrindo sua casa para visitação de possíveis compradores.
Então, na dúvida, consulte sempre um professor de inglês! :-)
O site do convite gratuito é aqui.
Open house é termo que corresponde a "aberto à visitação" em português, para indicar que uma casa pode ser visitada por interessados em comprá-la ou alugá-la. Nas casas à venda no Brasil vemos placas assim:
Casa em exposição
ou
Corretor de Plantão
Nos Estados Unidos vemos:
Open House
Ou seja, se vocês forem fazer uma open house, quer dizer que qualquer um passando na rua pode entrar. Então, cuidado!
A expressão adequada para dizer em inglês inauguração de casa ou apartamento é "housewarming", que significa algo como "fazer o esquenta da casa".
"You're invited to my housewarming (party)" significa "Você está convidado/a para a festa de inauguração da minha casa."
Se quiserem usar a expressão em inglês, digam: "Vou fazer um housewarming." E não: "Vou fazer uma open house."
Mas que tal dizer em bom português: "Vou fazer a inauguração da casa"?
Algumas pessoas acham chique usar palavras em inglês, mas acabam criando o efeito contrário, pois dizem algo que confunde em vez de explicar. Trocando em miúdos: Se você diz "vou fazer uma open house da minha casa nova" para alguém que não sabe inglês, vai constranger a pessoa pois ela terá de perguntar do que se trata. E, se você disser a mesma coisa para uma pessoa que sabe inglês, ela vai pensar que você está abrindo sua casa para visitação de possíveis compradores.
Então, na dúvida, consulte sempre um professor de inglês! :-)
O site do convite gratuito é aqui.
Tuesday, November 04, 2014
Quando foi que laquê virou hair spray?
Conforme o tempo passa, por várias razões, algumas palavras deixam de ser usadas e são esquecidas. Só continuam existindo no museu das palavras. Com as gírias é muito comum isso acontecer. O que hoje é brega, na década de 70 era boko moko, gíria inventada para anunciar uma marca de refrigerante. Quem não tomava a bebida gasosa era boko moko, não tinha bom gosto, estava por fora, ou out, como se diz hoje em... português (???!!!?)
Mas há palavras que não são gíria e mesmo assim desaparecem ou são substituídas por outras.
Por exemplo, quem aí ainda compra creme rinse? Novidade mercadológica na década de 70 (pelo menos lá em casa, onde toda novidade chegava com anos de atraso pela falta de dinheiro...), o creme rinse servia para deixar os cabelos mais desembaraçados depois da lavagem. Era um creme de enxágue (que falta ainda sinto de colocar o trema nos grupos gue, gui, que , qui em que o u é pronunciado...Fica parecendo que usei xampu mas ficou faltando creme rinse). Rinse em inglês é enxaguar. Claro que estou falando do atual condicionador. Quando creme rinse virou condicionador eu não sei. Mas é uma mudança boa: de duas palavras para uma e, caso raro no Brasil, uma palavra em inglês substituída por outra, também vinda do inglês, mas com pronúncia e grafia já abrasileiradas. Verdadeiro milagre.
Quem cresceu ouvindo dizer creme rinse corre o risco de deixar o termo escapar por aí e ter de arcar com as consequências (ai, que saudade do trema!). Uma delas é não ser compreendido na farmácia e a outra, ser tachado de velho!
Eu mesma passei por uma saia justa um dia em que entrei em uma loja para comprar condicionador e na minha memória só vinha creme rinse! Entre dar pista da minha idade e passar por maluca, me refugiei na segunda opção. Comecei a rodopiar pela loja apontando e balbuciando: Querooooo, queroooo, ééééé, querooo... Até que achei o vidro e disse: Aquilo ali. A vendedora me olhou meio espantada. Acho que dei uma de lelé (outra palavra em desuso?). Mas não entreguei a idade! :-)
Uma outra situação foi quando precisei comprar meias e pedi à vendedora um par de meias fumê. A vendedora me perguntou: "O quê?". Repeti mais alto: Fumê!, achando que ela não tinha me ouvido. Ela me respondeu: "Não conheço que meia é essa". Eu, muito surpresa, pensei: isso é que dá não ensinarem mais francês na escola. Fumê vem de fumée, esfumaçado. Até aquele dia eu achava que a cor entre preto e cinza se chamava fumê, como eu havia dito toda a minha vida. Expliquei para a atendente que se tratava de uma cor e pedi para ela me mostrar quais havia na loja. Então, de novo, usei o recurso de apontar. Ela me disse, aliviada: "Ah, tabaco!" Mais um ponto para a língua portuguesa! Uma palavra de pronúncia estrangeira (fumée, do francês)) substituída por uma também de origem estrangeira (tabaco, do árabe), mas com a pronúncia e grafia já abrasileiradas o que, portanto, facilita a comunicação.
E isso aconteceu no mundo da moda, em que o caminho costuma ser o contrário: tiram a palavra em português e colocam uma em inglês, geralmente, para ficar mais chique... Nesse caso, saiu a palavra de origem francesa e entrou uma palavra já constante do dicionário da língua portuguesa.
Mas afinal, que palavras usadas por falantes brasileiros são genuinamente portuguesas? Será que isso existe? Afinal, o português veio galego e do latim vulgar , que já era uma variação do latim clássico. E nosso belo idioma tem constantemente se enriquecido com vocábulos do grego, do árabe (de onde vem tabaco), do francês, do italiano e de muitas outras. Portanto, achar que é possível termos uma língua pura, sem interação com outros idiomas é uma bobagem. O que eu defendo é que não usemos palavras emprestadas de outras línguas quando já temos um vocábulo consagrado (de uso corrente) em nosso idioma. Isso acaba criando confusão, dificultando a comunicação e excluindo quem não participa do grupinho que usa o termo substituto para algo que já tem um nome na língua corrente (por exemplo: chamar roxo de beringela, ou rosa choque de pink, ou, mais recentemente, chamar a cor gelo de off-white... Poupe-me!)
Bem, voltando ao tema das palavras que somem...
Se quiser tomar uma vaia (termo antigo para pagar um mico), vá ao cabeleireiro (Ou é boko moko chamar cabeleireiro de cabeleireiro? Preciso dizer hair stylist?) e peça para ele passar laquê no seu penteado (me dei conta de que não sei como se fala penteado hoje em dia... parece uma palavra antiga...acho que atualmente se diz cabelo: vou fazer um cabelo para o casamento...hahahaha... engraçado dizer fazer um cabelo, mas acho que é assim que se diz agora... fazer penteado: out, fazer cabelo: in!)
Pior que esse mico, só sair para passear de touca ou bobs no cabelo...
Mas há palavras que não são gíria e mesmo assim desaparecem ou são substituídas por outras.
Por exemplo, quem aí ainda compra creme rinse? Novidade mercadológica na década de 70 (pelo menos lá em casa, onde toda novidade chegava com anos de atraso pela falta de dinheiro...), o creme rinse servia para deixar os cabelos mais desembaraçados depois da lavagem. Era um creme de enxágue (que falta ainda sinto de colocar o trema nos grupos gue, gui, que , qui em que o u é pronunciado...Fica parecendo que usei xampu mas ficou faltando creme rinse). Rinse em inglês é enxaguar. Claro que estou falando do atual condicionador. Quando creme rinse virou condicionador eu não sei. Mas é uma mudança boa: de duas palavras para uma e, caso raro no Brasil, uma palavra em inglês substituída por outra, também vinda do inglês, mas com pronúncia e grafia já abrasileiradas. Verdadeiro milagre.
Quem cresceu ouvindo dizer creme rinse corre o risco de deixar o termo escapar por aí e ter de arcar com as consequências (ai, que saudade do trema!). Uma delas é não ser compreendido na farmácia e a outra, ser tachado de velho!
Eu mesma passei por uma saia justa um dia em que entrei em uma loja para comprar condicionador e na minha memória só vinha creme rinse! Entre dar pista da minha idade e passar por maluca, me refugiei na segunda opção. Comecei a rodopiar pela loja apontando e balbuciando: Querooooo, queroooo, ééééé, querooo... Até que achei o vidro e disse: Aquilo ali. A vendedora me olhou meio espantada. Acho que dei uma de lelé (outra palavra em desuso?). Mas não entreguei a idade! :-)
Uma outra situação foi quando precisei comprar meias e pedi à vendedora um par de meias fumê. A vendedora me perguntou: "O quê?". Repeti mais alto: Fumê!, achando que ela não tinha me ouvido. Ela me respondeu: "Não conheço que meia é essa". Eu, muito surpresa, pensei: isso é que dá não ensinarem mais francês na escola. Fumê vem de fumée, esfumaçado. Até aquele dia eu achava que a cor entre preto e cinza se chamava fumê, como eu havia dito toda a minha vida. Expliquei para a atendente que se tratava de uma cor e pedi para ela me mostrar quais havia na loja. Então, de novo, usei o recurso de apontar. Ela me disse, aliviada: "Ah, tabaco!" Mais um ponto para a língua portuguesa! Uma palavra de pronúncia estrangeira (fumée, do francês)) substituída por uma também de origem estrangeira (tabaco, do árabe), mas com a pronúncia e grafia já abrasileiradas o que, portanto, facilita a comunicação.
E isso aconteceu no mundo da moda, em que o caminho costuma ser o contrário: tiram a palavra em português e colocam uma em inglês, geralmente, para ficar mais chique... Nesse caso, saiu a palavra de origem francesa e entrou uma palavra já constante do dicionário da língua portuguesa.
Mas afinal, que palavras usadas por falantes brasileiros são genuinamente portuguesas? Será que isso existe? Afinal, o português veio galego e do latim vulgar , que já era uma variação do latim clássico. E nosso belo idioma tem constantemente se enriquecido com vocábulos do grego, do árabe (de onde vem tabaco), do francês, do italiano e de muitas outras. Portanto, achar que é possível termos uma língua pura, sem interação com outros idiomas é uma bobagem. O que eu defendo é que não usemos palavras emprestadas de outras línguas quando já temos um vocábulo consagrado (de uso corrente) em nosso idioma. Isso acaba criando confusão, dificultando a comunicação e excluindo quem não participa do grupinho que usa o termo substituto para algo que já tem um nome na língua corrente (por exemplo: chamar roxo de beringela, ou rosa choque de pink, ou, mais recentemente, chamar a cor gelo de off-white... Poupe-me!)
Bem, voltando ao tema das palavras que somem...
Se quiser tomar uma vaia (termo antigo para pagar um mico), vá ao cabeleireiro (Ou é boko moko chamar cabeleireiro de cabeleireiro? Preciso dizer hair stylist?) e peça para ele passar laquê no seu penteado (me dei conta de que não sei como se fala penteado hoje em dia... parece uma palavra antiga...acho que atualmente se diz cabelo: vou fazer um cabelo para o casamento...hahahaha... engraçado dizer fazer um cabelo, mas acho que é assim que se diz agora... fazer penteado: out, fazer cabelo: in!)
Pior que esse mico, só sair para passear de touca ou bobs no cabelo...
Para onde vão as palavras quando ficam velhas?
Mário Sérgio Cortella afirma que as pessoas não ficam velhas. O que fica velho é aparelho de TV (ou televisor, como se dizia na minha infância), geladeira, fogão. O homem se renova a cada dia, se torna novo a cada mudança. É uma bela visão e tenho de concordar com ela. Se tivermos o cuidado e a sorte de que nossa mente não se degenere, podemos nos fazer novos a cada dia, como a avó de uma grande amiga minha que, aos mais de noventa anos, dizia que só iria para o asilo quando ficasse velha. Ou como a mãe de Caetano Veloso, que ao completar um centenário de vida disse que só iria comer mingau no dia em que ficasse velha. Que mingau é comida de doente e de idoso e ela não é nenhuma das duas coisas. Que maravilha envelhecer assim! Ou seria melhor dizer "que maravilha rejuvenescer assim"?
Mas esse é um blog sobre palavras, então, vamos a elas.
Numa comparação com a visão que temos no Brasil e em muitos países ocidentais, as pessoas idosas caem em desuso, não servem mais, a não ser para atrapalhar. Ficam esquecidas e abandonadas. Assim é com algumas palavras também. Muitas, na verdade!
As palavras também são abandonadas com o tempo. Ninguém mais se lembra de algumas delas, que ficam vivas apenas na memória das pessoas mais velhas ou acabam indo para o museu das palavras. A palavra escrita, no meu modo de ver, é o museu das palavras que caem em desuso na boca do povo.
Quando paramos de falar certas palavras, elas somem das conversas, dos noticiários, dos programas de entretenimento e só permanecem vivas nos livros, revistas, jornais, páginas de Internet e outras publicações antigas. Ninguém se lembra delas a não ser que "visite" um desses "museus". Na leitura encontramos palavras de que já não nos lembrávamos mais ou que nunca havíamos ouvido antes, como quando lemos Machado de Assis ou mesmo um jornal ou revista de 10 anos atrás...
Ainda bem que temos a língua escrita para manter viva a riqueza do nosso vocabulário e para nos mostrar as mudanças pelas quais o idioma passa. Nós o usamos e o modificamos e também somos modificados por ele. Ainda bem que temos na palavra escrita um museu das palavras, para manter essa memória viva!
Mas esse é um blog sobre palavras, então, vamos a elas.
Numa comparação com a visão que temos no Brasil e em muitos países ocidentais, as pessoas idosas caem em desuso, não servem mais, a não ser para atrapalhar. Ficam esquecidas e abandonadas. Assim é com algumas palavras também. Muitas, na verdade!
As palavras também são abandonadas com o tempo. Ninguém mais se lembra de algumas delas, que ficam vivas apenas na memória das pessoas mais velhas ou acabam indo para o museu das palavras. A palavra escrita, no meu modo de ver, é o museu das palavras que caem em desuso na boca do povo.
Quando paramos de falar certas palavras, elas somem das conversas, dos noticiários, dos programas de entretenimento e só permanecem vivas nos livros, revistas, jornais, páginas de Internet e outras publicações antigas. Ninguém se lembra delas a não ser que "visite" um desses "museus". Na leitura encontramos palavras de que já não nos lembrávamos mais ou que nunca havíamos ouvido antes, como quando lemos Machado de Assis ou mesmo um jornal ou revista de 10 anos atrás...
Ainda bem que temos a língua escrita para manter viva a riqueza do nosso vocabulário e para nos mostrar as mudanças pelas quais o idioma passa. Nós o usamos e o modificamos e também somos modificados por ele. Ainda bem que temos na palavra escrita um museu das palavras, para manter essa memória viva!
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