Todo professor de inglês, mais cedo ou mais tarde, vai passar por uma situação destas:
Aluno: Por que tomar café em inglês é have (=ter) breakfast e não take (=tomar) breakfast?
Professor: Porque sim.
Existem muitas combinações de palavras que não têm explicação, ou cujas explicações se perderam no tempo. Nesses casos, o melhor é memorizar a combinação de palavras unidas por convenção, ou seja, as collocations.
Tenho uma aluna super aplicada que, quando tem tempo livre, vem aqui para meu blog ler as mensagens e visitar os sites que recomendo. Então, para ela, criei exercícios de reforço para o que estamos praticando em classe. E agora publico os exercícios aqui, para os estudantes tão aplicados quanto minha aluna.
Neste exercício, podemos clicar na ficha (flash-card) e ver qual o verbo que se usa com determinadas palavras. Usei para o exercício algumas convenções linguísticas que empregamos para falar de nossas rotinas. Depois de aprender ou relembrar quais são, o leitor pode clicar aqui e testar seus conhecimentos.
Para reforçar o treino e ajudar o cérebro a guardar a informação na memória de longo prazo, há um joguinho divertido aqui. Nele, você deve escrever o termo que acompanha o verbo que "cai" na tela. Se você acertar, o verbo desaparece da página. Se errar, a resposta aparece e você precisa copiá-la para continuar jogando.
Com essa combinação de exercícios, que exige tipos diferentes de raciocínio e combina modalidades diferentes de comunicação (áudio, escrita, imagens, símbolos), as chances de memorização a longo prazo se ampliam. Assim, quando você tiver de usar essas collocations, vai empregá-las com naturalidade, sem se confundir com as formas em português.
Para escolher os exercícios, me baseei na teoria de EAM. Se quiser saber o que é EAM, leia aqui.
Free clipart here.
Neste blog compartilho minha experiência como professora, professora de professores, tradutora, e autora de materiais didáticos para a aprendizagem das línguas inglesa e portuguesa. Professores, alunos e tradutores, seus comentários serão muito bem-vindos!
Monday, June 20, 2011
Tuesday, May 17, 2011
Emergência de espanhol
Na padaria dia desses, tive de recorrer aos meus parcos conhecimentos de espanhol para resolver uma emergência. A mocinha do caixa estava quase em pânico pois não entendia os números do CPF que o cliente ditava para ela.
Para quem é de fora de São Paulo, cabe uma explicação: o contribuinte pode ter um retorno de alguns dos impostos pagos em uma compra se pedir nota fiscal com o número de seu CPF (Cadastro de Pessoa Física, que corresponde ao Social Security Number nos EUA).
O cliente da padaria, um senhor de idade, repetia: Un -Cêro-Cêro...
E a mocinha do caixa: O quê? Não estou entendendo, moço.
E o senhor: Un -Cêro-Cêro...
Desesperada, a mocinha olhou em volta, pediu ajuda para a colega, que ficou igualmente perplexa diante do Un -Cêro-Cêro... repetido no mesmo ritmo e tom.
Condoída, mesmo estando bem atrás na fila, falei bem alto: ZERO-ZERO.
Emergência de espanhol resolvida.
Quando cheguei ao caixa, a mocinha me agradeceu aliviada, mas ainda um tanto nervosa: Muito obrigada! Se a senhora não tivesse me ajudado eu não tinha entendido.
Expliquei que o homem falava com sotaque espanhol e que "zero" em espanhol é pronunciado "cêro".
Claro que a professora dentro de mim não ia sossegar sem dar uma explicaçãozinha, né?
Lendo isso parece que não havia motivo para confusão, não é? Mas acontece que muitas pessoas (muitas mesmo) ficam confusas quando não reconhecem um sotaque diferente. E as tentativas frustradas de entender só aumentam a ansiedade, o que só dificulta mais a compreensão.
Esse problema poderia ter sido resolvido sem minha ajuda se os dois falantes tivessem conhecimento de estratégias comunicativas para usar quando a linguagem oral falha. O senhor, por exemplo, poderia ter gesticulado os números ou feito sinal pedindo uma caneta para escrever, ou apontado os números no teclado do computador.
A mocinha, por sua vez, poderia ter oferecido papel e lápis ou o teclado, para o cliente escrever ou indicar os números.
Uma outra estratégia - bem mais difícil de acionar quando se está nervoso - é usar o raciocínio lógico:
Pensando assim: O cliente está me passando seu número de CPF. A cada vez que diz um número, ele só pode dizer um dos algarismos na série de 0 a 9. Então, CÊRO se parece com a pronúncia de qual desses algarismos?
Simles, não? Nem tanto. Para ter o raciocínio ágil assim, é preciso terinar estratégias comunicativas até que possam ser usadas automaticamente, sem pensar muito. E isso não costuma se ensinado na escola, acredito. E não deveria ser ensinado só nas aulas de língua estrangeira, mas de língua pátria também.
Grandes mal-entendidos seriam evitados no dia a dia se as pessoas aprendessem na escola a contornar dificuldades de comunicação como a desse caso que contei.
Voltando ao assunto dos números, sempre digo a meus alunos que é preciso aprender a entender e dizer números antes de uma viagem ao exterior. Mesmo que a pessoa não tenha nenhum conhecimento da língua, os números são de grande ajuda, para se dizer o endereço do hotel, número do quarto e para entender preços - para citar só alguns exemplos.
Por isso, vão aqui algumas dicas de sites onde os leitores podem praticar os números para não passar apuros em padarias e outros comércios pelo mundo anglosaxão.
Para quem está começando ou quer revisar números de 1 a 100, aqui há um podcast que pode ser ouvido on-line ou baixado gratuitamente. O locutor não faz pausas entre os números, mas é possível pausar a gravação para treinar.
Aqui vocês escutam diálogos curtos e respondem a perguntas sobre os números usados.
Neste exercício, o ideal é ler os números que aparecem na tela, tentando antecipar como são ditos em inglês, para depois clicar em listen e ouvir e escrever os números no espaço dado. Para quem já sabe contar de cem a mil em inglês.
Espero que meu post sobre números traga sorte para vocês!
Clipart gratuito courtesy of dailyclipart.
Para quem é de fora de São Paulo, cabe uma explicação: o contribuinte pode ter um retorno de alguns dos impostos pagos em uma compra se pedir nota fiscal com o número de seu CPF (Cadastro de Pessoa Física, que corresponde ao Social Security Number nos EUA).
O cliente da padaria, um senhor de idade, repetia: Un -Cêro-Cêro...
E a mocinha do caixa: O quê? Não estou entendendo, moço.
E o senhor: Un -Cêro-Cêro...
Desesperada, a mocinha olhou em volta, pediu ajuda para a colega, que ficou igualmente perplexa diante do Un -Cêro-Cêro... repetido no mesmo ritmo e tom.
Condoída, mesmo estando bem atrás na fila, falei bem alto: ZERO-ZERO.
Emergência de espanhol resolvida.
Quando cheguei ao caixa, a mocinha me agradeceu aliviada, mas ainda um tanto nervosa: Muito obrigada! Se a senhora não tivesse me ajudado eu não tinha entendido.
Expliquei que o homem falava com sotaque espanhol e que "zero" em espanhol é pronunciado "cêro".
Claro que a professora dentro de mim não ia sossegar sem dar uma explicaçãozinha, né?
Lendo isso parece que não havia motivo para confusão, não é? Mas acontece que muitas pessoas (muitas mesmo) ficam confusas quando não reconhecem um sotaque diferente. E as tentativas frustradas de entender só aumentam a ansiedade, o que só dificulta mais a compreensão.
Esse problema poderia ter sido resolvido sem minha ajuda se os dois falantes tivessem conhecimento de estratégias comunicativas para usar quando a linguagem oral falha. O senhor, por exemplo, poderia ter gesticulado os números ou feito sinal pedindo uma caneta para escrever, ou apontado os números no teclado do computador.
A mocinha, por sua vez, poderia ter oferecido papel e lápis ou o teclado, para o cliente escrever ou indicar os números.
Uma outra estratégia - bem mais difícil de acionar quando se está nervoso - é usar o raciocínio lógico:
Pensando assim: O cliente está me passando seu número de CPF. A cada vez que diz um número, ele só pode dizer um dos algarismos na série de 0 a 9. Então, CÊRO se parece com a pronúncia de qual desses algarismos?
Simles, não? Nem tanto. Para ter o raciocínio ágil assim, é preciso terinar estratégias comunicativas até que possam ser usadas automaticamente, sem pensar muito. E isso não costuma se ensinado na escola, acredito. E não deveria ser ensinado só nas aulas de língua estrangeira, mas de língua pátria também.
Grandes mal-entendidos seriam evitados no dia a dia se as pessoas aprendessem na escola a contornar dificuldades de comunicação como a desse caso que contei.
Voltando ao assunto dos números, sempre digo a meus alunos que é preciso aprender a entender e dizer números antes de uma viagem ao exterior. Mesmo que a pessoa não tenha nenhum conhecimento da língua, os números são de grande ajuda, para se dizer o endereço do hotel, número do quarto e para entender preços - para citar só alguns exemplos.
Por isso, vão aqui algumas dicas de sites onde os leitores podem praticar os números para não passar apuros em padarias e outros comércios pelo mundo anglosaxão.
Para quem está começando ou quer revisar números de 1 a 100, aqui há um podcast que pode ser ouvido on-line ou baixado gratuitamente. O locutor não faz pausas entre os números, mas é possível pausar a gravação para treinar.
Aqui vocês escutam diálogos curtos e respondem a perguntas sobre os números usados.
Neste exercício, o ideal é ler os números que aparecem na tela, tentando antecipar como são ditos em inglês, para depois clicar em listen e ouvir e escrever os números no espaço dado. Para quem já sabe contar de cem a mil em inglês.
Espero que meu post sobre números traga sorte para vocês!
Clipart gratuito courtesy of dailyclipart.
Sunday, April 10, 2011
Música no Divã
Na quinta-feira, dia 14.04.11, em São Paulo, SP, Brasil:
Lançamento do livro Música no Divã, de autoria do psicanalista Leonardo Luiz.
Doutor em psicanálise, Leonardo estuda como a música pode servir como porta de entrada para o inconsciente e importante instrumento para a livre associação no processo terapêutico dos pacientes.
Tive o prazer de fazer a revisão do texto e recomendo a leitura a todos os que se interessam pelo tema.
Pra mais detalhes, cliquem nas imagens que ilustram este post.
Boa leitura!
Lançamento do livro Música no Divã, de autoria do psicanalista Leonardo Luiz.
Doutor em psicanálise, Leonardo estuda como a música pode servir como porta de entrada para o inconsciente e importante instrumento para a livre associação no processo terapêutico dos pacientes.
Tive o prazer de fazer a revisão do texto e recomendo a leitura a todos os que se interessam pelo tema.
Pra mais detalhes, cliquem nas imagens que ilustram este post.
Boa leitura!
Sunday, March 27, 2011
Como se diz TPM em inglês? E menopausa?
Um irmão meu, o JC, me disse que inventou a cura para os sintomas da TPM (em inglês, PMS, abreviação de pre-menstrual syndrome).
Ele toma dois Lexotan e os sintomas das mulheres com TPM deixam de incomodá-lo! :-)))
Agora, parece que inventaram a solução para mulheres que, depois de uma certa idade, sofrem com os fogachos ou ondas de calor (em inglês, hot flashes ou hot flushes).
Mulheres, nossos problemas acabaram!
Vejam na matéria aí ao lado como funciona o macacão para menopausa. :-))))
Ele toma dois Lexotan e os sintomas das mulheres com TPM deixam de incomodá-lo! :-)))
Agora, parece que inventaram a solução para mulheres que, depois de uma certa idade, sofrem com os fogachos ou ondas de calor (em inglês, hot flashes ou hot flushes).
Mulheres, nossos problemas acabaram!
Vejam na matéria aí ao lado como funciona o macacão para menopausa. :-))))
Monday, March 21, 2011
SAT - Leitura
O SAT é um exame que inclui questões de matemática e inglês para os estudantes que pretendem entrar em universidades americanas. Inclusive os estudantes americanos precisam realizá-lo. Os resultados, junto das notas da escola, currículo acadêmico, dissertações e cartas de recomendação são avaliados pelas universidades e os melhores alunos, de acordo com todos esses critérios, são escolhidos.
Para quem acreditava que entrar em uma universidade americana era mais fácil, pois lá não tem vestibular, acho que esse post dá um susto, né? Mas é assim que funciona.
Por isso, hoje vou dar uma dica sobre a parte de leitura crítica de textos da prova de inglês do SAT, que se divide em leitura (1. Completar frases; 2.) Responder perguntas sobre textos que variam de 100 a 800 palavras) e redação (1. Exercícios de identificar possíveis erros em orações e parágrafos e escolher a melhor alternativa para corrigi-los; 2. Dissertação).
Na prova de leitura crítica, o essencial é que o candidato leia o texto rapidamente, de maneira ativa, tentando descobrir a ideia central, a tese que o autor defende, a que público se dirige e qual o tom do seu texto (crítico, irônico, neutro, etc.)
Feito isso, o aluno deve ir para as questões, tomando cuidado em entender exatamente o que a pergunta quer que ele encontre no texto. Sublinhar as palavras-chave da pergunta ajuda a manter o foco.
Então, o aluno pode ler com mais calma o trecho onde acredita estar a resposta.
Ler o texto todo antes de ir para as perguntas é uma má estratégia: consome tempo e nem todo o texto vai ser discutido nas perguntas, apenas trechos dele.
Assim, a visão geral é mais importante para uma primeira leitura, pois ajuda o cérebro a se concentrar no tema e a eliminar interpretações absurdas.
Muitos alunos brasileiros têm dificuldades com a estratégia de SKIMMING (leitura rápida, saltando palavras e frases, para a apreensão de ideias principais) pois aprendemos (ainda!) na escola que a boa leitura começa na primeira palavra da primeira linha e só termina na última palavra da última linha. Esta é apenas mais uma forma de ler, muito eficiente para lermos um contrato, por exemplo.
Contudo, exames que têm por objetivo selecionar alunos que terão uma enorme carga de leitura na universidade, precisam testar, principalmente, as habilidades de SKIMMING e SCANNING (ler em busca de informação específica).
Para saber mais sobre a seção de leitura do SAT, assista a esse vídeo, que selecionei para meus leitores.
Espero ter ajudado! Deixe aqui suas dúvidas e comentários.
Beijos a todos.
O clipart gratuito deste post está aqui.
Para quem acreditava que entrar em uma universidade americana era mais fácil, pois lá não tem vestibular, acho que esse post dá um susto, né? Mas é assim que funciona.
Por isso, hoje vou dar uma dica sobre a parte de leitura crítica de textos da prova de inglês do SAT, que se divide em leitura (1. Completar frases; 2.) Responder perguntas sobre textos que variam de 100 a 800 palavras) e redação (1. Exercícios de identificar possíveis erros em orações e parágrafos e escolher a melhor alternativa para corrigi-los; 2. Dissertação).
Na prova de leitura crítica, o essencial é que o candidato leia o texto rapidamente, de maneira ativa, tentando descobrir a ideia central, a tese que o autor defende, a que público se dirige e qual o tom do seu texto (crítico, irônico, neutro, etc.)Feito isso, o aluno deve ir para as questões, tomando cuidado em entender exatamente o que a pergunta quer que ele encontre no texto. Sublinhar as palavras-chave da pergunta ajuda a manter o foco.
Então, o aluno pode ler com mais calma o trecho onde acredita estar a resposta.
Ler o texto todo antes de ir para as perguntas é uma má estratégia: consome tempo e nem todo o texto vai ser discutido nas perguntas, apenas trechos dele.
Assim, a visão geral é mais importante para uma primeira leitura, pois ajuda o cérebro a se concentrar no tema e a eliminar interpretações absurdas.
Muitos alunos brasileiros têm dificuldades com a estratégia de SKIMMING (leitura rápida, saltando palavras e frases, para a apreensão de ideias principais) pois aprendemos (ainda!) na escola que a boa leitura começa na primeira palavra da primeira linha e só termina na última palavra da última linha. Esta é apenas mais uma forma de ler, muito eficiente para lermos um contrato, por exemplo.
Contudo, exames que têm por objetivo selecionar alunos que terão uma enorme carga de leitura na universidade, precisam testar, principalmente, as habilidades de SKIMMING e SCANNING (ler em busca de informação específica).
Para saber mais sobre a seção de leitura do SAT, assista a esse vídeo, que selecionei para meus leitores.
Espero ter ajudado! Deixe aqui suas dúvidas e comentários.
Beijos a todos.
O clipart gratuito deste post está aqui.
Thursday, March 17, 2011
Tecnologia surpreendente
A televisão sempre nos surpreende com novidades inimagináveis. Acabei de ouvir uma apresentadora divulgando um produto e informando que ele pode ser entregue por telefone! Sensacional, não? Você liga, faz seu pedido e o produto chega em sua casa via telefone.
E tenho certeza de que ouvi bem. A bonita moça falou assim:
"Esses sete produtos vai (sic) ser entregue na sua casa através do telefone xxxx-xxxx."
Ora, como "através" quer dizer "pelo centro de", "de lado a lado", então, entendi que o produto chega via telefone. Como a tecnologia avança a passos rápidos!
E tenho certeza de que ouvi bem. A bonita moça falou assim:
"Esses sete produtos vai (sic) ser entregue na sua casa através do telefone xxxx-xxxx."
Ora, como "através" quer dizer "pelo centro de", "de lado a lado", então, entendi que o produto chega via telefone. Como a tecnologia avança a passos rápidos!
Monday, February 14, 2011
Happy Valentine's Day!
Caros leitores,
14 de fevereiro é dia de Santo Valentino (do latim, valentia: força, capacidade). Nos EUA e em outros países é o Dia dos Namorados, que no Brasil é comemorado em 12 de junho.
De acordo com o dicionário de etimologia online, uma namorada escolhida nesse dia era uma valentine, conforme costume iniciado nas cortes inglesa e francesa no século XIV.
Mais tarde iniciou-se na Inglaterra o costume de enviar cartões aos namorados e namoradas.
Hoje em dia, nos EUA, é comum enviar cartões, flores e presentes aos namorados e namoradas e também a pessoas queridas nessa data. As crianças trocam cartões entre si e também os enviam a seus pais, avós, professores.
Uma mensagem comum nos cartões é "Be My Valentine", que quer dizer "Seja meu namorado / minha namorada."
A palavra Valentine passou a significar também cartão ou carta para namorado/namorada a partir do século XIX.
Desejo então, que todos os leitores e leitoras tenham um Happy Valentine e aproveitem a ocasião para aprofundar seus conhecimentos em inglês!
Deixo aqui um dos meus poemas favoritos, de e.e. cummings, meu poeta favorito em língua inglesa:
Para ver uma das traduções para língua portuguesa, clique aqui. Essa tradução é do grande Augusto de Campos.
Para os enamorados que quiserem mandar um cartão a pessoas queridas, como o que ilustra esta postagem, basta clicar aqui para outros cliparts gratuitos.
14 de fevereiro é dia de Santo Valentino (do latim, valentia: força, capacidade). Nos EUA e em outros países é o Dia dos Namorados, que no Brasil é comemorado em 12 de junho.
De acordo com o dicionário de etimologia online, uma namorada escolhida nesse dia era uma valentine, conforme costume iniciado nas cortes inglesa e francesa no século XIV.
Mais tarde iniciou-se na Inglaterra o costume de enviar cartões aos namorados e namoradas.
Hoje em dia, nos EUA, é comum enviar cartões, flores e presentes aos namorados e namoradas e também a pessoas queridas nessa data. As crianças trocam cartões entre si e também os enviam a seus pais, avós, professores.
Uma mensagem comum nos cartões é "Be My Valentine", que quer dizer "Seja meu namorado / minha namorada."
A palavra Valentine passou a significar também cartão ou carta para namorado/namorada a partir do século XIX.
Desejo então, que todos os leitores e leitoras tenham um Happy Valentine e aproveitem a ocasião para aprofundar seus conhecimentos em inglês!
Deixo aqui um dos meus poemas favoritos, de e.e. cummings, meu poeta favorito em língua inglesa:
somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience, your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near
your slightest look easily will unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously) her first rose
or if your wish be to close me,i and
my life will shut very beautifully,suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility:whose texture
compels me with the colour of its countries,
rendering death and forever with each breathing
(i do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain,has such small hands
- e.e. cummings
Para ver uma das traduções para língua portuguesa, clique aqui. Essa tradução é do grande Augusto de Campos.
Para os enamorados que quiserem mandar um cartão a pessoas queridas, como o que ilustra esta postagem, basta clicar aqui para outros cliparts gratuitos.
Thursday, February 03, 2011
Você diz para seus convidados tomarem água em cima da mesa?
A: Estou com sede.
B: Tem água na mesa. (A forma gramatical padrão seria: Há água na mesa.)
É muito comum o aprendiz de inglês traduzir a segunda frase da conversa assim:
Have water on the table, quando a forma deveria ser There’s (There is) water on the table.
Em inglês, o verbo have usado dessa maneira significa tomar = beber.
Ou seja, Have water on the table significa Tome água em cima da mesa (!).
Assim, sempre que quiser usar o verbo have, pense se ele tem significado de haver = existir ou se tem sentido de ter em português. Se tiver significado de existir, provavelmente você precisará usar o verbo there to be. Se tiver o significado de ter, a tradução será, normalmente, para o verbo have.
Veja abaixo mais alguns exemplos de ter em uso informal (muito comum e aceito, porém em desacordo com a gramática padrão da língua portuguesa), seguidos da forma gramatical (porém menos coloquial) com o verbo haver (there to be, em inglês) e, logo abaixo de cada frase, a versão para o inglês.
Tem uma mosca na minha sopa. (Há uma mosca na minha sopa.)
There’s a fly in my soup.
Ia ter uma festa ontem. Você foi? (Haveria uma festa ontem. Você foi?)
There was going to be a party yesterday. Did you go?
Tem duas meninas novas na minha classe. (Há duas meninas novas na minha classe.)
There are two new girls in my class.
Vai ter uma reunião no escritório. (Haverá uma reunião no escritório.)
There will be a meeting at the office.
Tem gente que não sabe falar baixo! (Há pessoas que não sabem falar baixo!)
There are people who can't keep their voices down!
Agora, veja os exemplos em que usamos ter com significado de possuir, não com sentido de haver.
Eu tenho duas irmãs e dois irmãos.
I have two sisters and two brothers.
Ele tem aula de inglês hoje.
He has an English class today.
Ela teve dor de cabeça ontem.
She had a headache yesterday.
Eles vão ter reunião amanhã bem cedo.
They’ll have an early meeting tomorrow.
Na época de faculdade eu tinha um carro muito velho.
When I was in college, I had a very old car.
Espero que você tenha gostado! Deixe seu comentário e sua avaliação para meu post. Se tiver dúvidas, é só perguntar.
Monday, November 15, 2010
No Brasil o chique é ter, não é saber...
Há muito tempo saiu um manual que escrevi sobre estratégias de leitura. O título da obra começava com "Aprendendo...". Pela mesma editora saiu, à mesma época, quase que pelo mesmo preço, uma obra sobre boas maneiras, que tinha no título a palavra "Chique..."
Uma das obras vendeu 1.500 cópias e, a outra, no mesmo período, vendeu mais de 50.000.
Qual obra vendeu mais? O que vocês acham?
Bem, estou comparando duas obras que não se equivalem em conteúdo apenas para provocar um pensamento: será que nós, brasileiros, damos mais importância à aparência do que à sapiência?
Tenho a impressão que sim. Com o passar do tempo parece que, cada vez mais, aprender é coisa para os sem alternativa: quem não tem beleza para ser modelatriz, quem não é sarado para entrar no reality, quem não tem talento para jogar futebol ou cantar, esses têm de de se conformar em estudar para melhorar de vida.
Foi como respondeu um cantor dia desses ao ser perguntado se as filhas iriam estudar ou se seriam artistas:
– Elas é que vão escolher se querem estudar ou ser artistas.
Como se uma coisa excluísse a outra! Na cabeça da repórter e do cantor, parece que sim! E muitos pensam dessa maneira.
Ou seja: no Brasil, conhecimento não dá Ibope...
Mesmo assim, existem ainda muitas pessoas que querem aprender porque gostam, porque têm prazer em expandir seus horizontes.
Por isso, não podia deixar de atender à convocação do Alessandro Brandão, que sugere divulgarmos mais os blogs educacionais. E como fazer isso? Se você é assinante de um blog, pode passar o link para amigos via e-mail ou anunciar nas redes de relacionamento. Diga por que lê o blog ou frequenta o site ou por que gostou de determinada mensagem. Deixe comentários nos blogs, conte sua experiência. Se você tem um blog ou site, divulgue as boas idéias de seus colegas.
Vamos fazer o conhecimento de baixo custo chegar a mais pessoas. Hoje em dia até em pequenas cidades do interior há computadores ligados à Internet, pagos pelo dinheiro público, que qualquer pessoa pode acessar gratuitamente por um período de tempo.
Se mais gente divulgar os blogs e sites com conteúdo educacional, mais pessoas podem aprender onde estiverem.
Lembrem-se: conhecimento não engorda, não paga excesso de bagagem e nem ocupa lugar na gaveta. Além disso, é a única riqueza que podemos carregar conosco a qualquer lugar do mundo sem ter de pagar taxa de alfândega... Portanto, divulguem!
Uma das obras vendeu 1.500 cópias e, a outra, no mesmo período, vendeu mais de 50.000.
Qual obra vendeu mais? O que vocês acham?
Bem, estou comparando duas obras que não se equivalem em conteúdo apenas para provocar um pensamento: será que nós, brasileiros, damos mais importância à aparência do que à sapiência?
Tenho a impressão que sim. Com o passar do tempo parece que, cada vez mais, aprender é coisa para os sem alternativa: quem não tem beleza para ser modelatriz, quem não é sarado para entrar no reality, quem não tem talento para jogar futebol ou cantar, esses têm de de se conformar em estudar para melhorar de vida.
Foi como respondeu um cantor dia desses ao ser perguntado se as filhas iriam estudar ou se seriam artistas:
– Elas é que vão escolher se querem estudar ou ser artistas.
Como se uma coisa excluísse a outra! Na cabeça da repórter e do cantor, parece que sim! E muitos pensam dessa maneira.
Ou seja: no Brasil, conhecimento não dá Ibope...
Mesmo assim, existem ainda muitas pessoas que querem aprender porque gostam, porque têm prazer em expandir seus horizontes.
Por isso, não podia deixar de atender à convocação do Alessandro Brandão, que sugere divulgarmos mais os blogs educacionais. E como fazer isso? Se você é assinante de um blog, pode passar o link para amigos via e-mail ou anunciar nas redes de relacionamento. Diga por que lê o blog ou frequenta o site ou por que gostou de determinada mensagem. Deixe comentários nos blogs, conte sua experiência. Se você tem um blog ou site, divulgue as boas idéias de seus colegas.
Vamos fazer o conhecimento de baixo custo chegar a mais pessoas. Hoje em dia até em pequenas cidades do interior há computadores ligados à Internet, pagos pelo dinheiro público, que qualquer pessoa pode acessar gratuitamente por um período de tempo.
Se mais gente divulgar os blogs e sites com conteúdo educacional, mais pessoas podem aprender onde estiverem.
Lembrem-se: conhecimento não engorda, não paga excesso de bagagem e nem ocupa lugar na gaveta. Além disso, é a única riqueza que podemos carregar conosco a qualquer lugar do mundo sem ter de pagar taxa de alfândega... Portanto, divulguem!
Friday, October 15, 2010
Dia do Professor
15 de outubro é Dia do Professor no Brasil. Escrevo para homenagear meus colegas e meus professores, sem os quais não seria o que sou.
Sou muito agradecida, pricipalmente aos professores exigentes, como dizíamos. Aqueles que nos davam provas e trabalhos difíceis e que me diziam "Ana, eu esperava mais de você..." se eu entregava uma pesquisa menos elaborada do que tinha potencial para fazer.
Todos esses professores me motivaram a buscar fazer sempre o melhor. Tinham verdadeira paixão pela matéria que ensinavam e nos transmitiam isso em suas aulas. Na escola pública! Da primeira série ao curso de especialização na faculdade, sempre estudei em escolas públicas...
Naquela época ainda havia francês na grade curricular, além do inglês.
Lembro-me nitidamente dos meus professores de francês :
Dona Magaly nos ensinou a cantar La Vie en Rose, que decorei palavra por palavra, cantando escondido em casa, porque era (e continuo) desafinada que só...
"Seu" Oscar nos dava provas de leitura oral. Tínhamos de ficar de pé em frente de toda a classe e ler em francês! Nunca tirei um 10 com ele. Só chegava no 9,5. Que raiva! Mas minha prima Bia, que tinha uma pronúnica perfeita, tirava sempre 10. Pelo menos era um 10 dentro da família...
E como não falar da animada dona Flor-de-Lis! Uma entusiasta do idioma, sempre nos incentivando a sermos melhores na matéria e na vida. Nos ensinou a cantar La Marseillaise, cujos primeiros versos nunca me saíram da cabeça.
Allons enfants de la Patrie
Le jour de gloire est arrivé !
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé
Isso foi há muito, muito tempo, mas parece que foi ontem. E acho que foi mesmo, pois, qual não foi minha surpresa quando, há cerca de um ano tive a chance de ir a Paris pela primeira vez e descobri que falava francês! Jamais havia arriscado conversar com ninguém no idioma, que havia aprendido nos bancos da escola pública, quando a ênfase era em leitura, gramática e tradução, sem prática de conversação, a não ser nos diálogos decorados.
Pois a necessidade me fez arriscar e, como sempre estudei com afinco a gramática e as regrinhas de pronúncia que os professores nos faziam anotar no fim do caderno e consultar em caso de dúvida para as provas de leitura oral, consegui entender o que me diziam e, para minha surpresa, os parisienses também me entendiam! Foi o milagre da multiplicação do francês (que não é o pão, mas a língua): professores motivados + aluna aplicada = aprendizado mantido durante muitas décadas...
Fica aqui, então, a minha homenagem a todos os professores que, apesar das agruras de hoje em dia ainda seguem no ofício inspirando seus alunos e preparando-os para a vida.
Clipart gratuito aqui.
Thursday, September 30, 2010
Desafio de pronúncia
Você sabe pronunciar essas palavras em inglês?
suit
suitcase
business
juice
juicer
success
police
Tem certeza? Para tirar sua dúvida sobre essas palavras que geralmente fazem o aluno de inglês errar, dê uma lida aqui. Pratique e impressione sua professora na próxima aula!
suit
suitcase
business
juice
juicer
success
police
Tem certeza? Para tirar sua dúvida sobre essas palavras que geralmente fazem o aluno de inglês errar, dê uma lida aqui. Pratique e impressione sua professora na próxima aula!
Wednesday, September 29, 2010
Jogos para treinar vocabulário
Quando tiver 5 minutinhos livres, dê uma passada para visitar este site de jogos sobre vocabulário para vários níveis. Se puder jogar um pouco todos os dias, seu vocabulário em inglês aumenta sem esforço e de uma maneira divertida. Depois, diga aqui o que achou.
Clipart gratuito que ilustra este post aqui.
Clipart gratuito que ilustra este post aqui.
Monday, August 02, 2010
Como se preparar para o TOEFL
Recebi dois e-mails pedindo informações sobre o TOEFL e vou responder aqui no blog pois o assunto desperta muito interesse entre os leitores espalhados por todo o mundo.
Vamos a um resumo dos emails que recebi:
"Meu inglês é muito bom, tanto escrito quanto falado. O TOEFL é muito difícil? Será que eu vou precisar estudar muito? Na verdade eu não sei muito sobre ele, nem o formato nem nada. Eu comecei a ver isso agora. Qualquer informação será útil!"
Do lado esquerdo da tela deste blog há um campo para busca de palavras-chave. Basta escrever ali a palavra TOEFL e o leitor encontrará todos os meus textos sobre o tema. É uma boa maneira de inteirar-se sobre a prova, para quem está começando a buscar informações.
Mesmo quem tem inglês fluente tem de praticar para o exame, bastante. Ter um bom resultado depende 50% do seu inglês e 50% de conhecer profundamente o formato da prova.
Dou um exemplo: se você fizer um simulado completo por dia (duas horas, sem interrupções), durante 5 dias, mesmo sem aprender nenhuma nova palavra em inglês no processo, seu score fatalmente irá melhorar por você ficar mais familiarizada(o) com o mecanismo do exame.
Assim, minha recomendação é comprar o Guia Oficial do Toefl o quanto antes. Nem sempre o Guia pode ser encontrado nas livrarias, mas pode ser importado via Amazon ou Livraria Cultura. Só que a importação demora alguns dias ou semanas até. O Guia Oficial contém provas antigas do exame e é o único que pode dar uma idéia aproximada do que você conseguriria em um exame real.
Com o Guia em mãos, faça um dos simulados. Escolha um local adequado e faça prova toda do começo ao fim, sem intervalos maiores do que cinco minutos entre uma sessão e outra.
Calcule seu resultado conforme as instruções no Guia.
Desconte sempre uns 15% do score do simulado, pois em condições reais o score costuma cair.
Com esse resultado você terá uma idéia de quanto precisará estudar para se preparar e obter a nota desejada. Comece a estudar partindo de seus pontos mais fracos e repita o mesmo simulado (ou de um outro livro) depois de quinze dias para ver como está seu progresso. Como o Guia Oficial só tem duas provas, deixe a segunda para fazer mais perto do exame real. Há outros materiais bons que você pode comprar para treinar e fazer simulados periódicos.
(Meu) curso começará em JUL de 2011 e estou querendo começar a me preparar para o TOEFL agora em AGO deste ano. Pretendo fazer a prova no início de Maio do ano que vem.
Tenho que obter 80 de 120.
- Como devo me preparar ?
- Quantos meses são necessários para que eu consiga atingir a pontuação ?
Ao contrário da maioria dos candidatos ao TOEFL, esta leitora está começando a se preparar com uma boa antecedência, o que é importantíssimo para quem procura obter um score alto no TOEFL. Um score de 80 no TOEFL-IB (Internet Based) não é considerado muito alto e não deve ser difícil de obter para uma pessoa que seja fluente e esteja começando a se preparar com 8 meses de antecedência como é o caso aqui. Contudo, ser fluente não é suficiente. Sem conhecer de cor o formato da prova e sem fazer muitos exercícios e simulados, mesmo os proficientes na língua, até os que tenham morado no exterior, podem não obter o score desejado, perdendo tempo e dinheiro no processo. Por isso, tenho 3 dicas para quem já fala e escreve bem o inglês: treine, treine e treine! :-)
Finalmente, para saber de quanto tempo você precisa para se preparar, só mesmo fazendo os simulados e medindo os resultados periodicamente para poder responder.
Por isso, se as leitoras quiserem voltar aqui com esses dasos, terei prazer em responder.
Beijos e bons estudos. E, se minha opinião vale de incentivo, adoro o TOEFL! Espero que se divirtam tanto como eu, fazendo os exercícios.
Clipart gratuito aqui.
Tuesday, July 06, 2010
Você sabe o que quer dizer vacation em inglês?
O fim do semestre foi apertado de trabalho para mim. Tanto que parei até de escrever no blog, coisa que adoro fazer.
Fiquei devendo algumas dicas para as férias (no Brasil as aulas são interrompidas por 30 dias nas escolas durante julho). Espero que ainda sirvam...
A primeira coisa que gostaria de lembrar aos leitores (ou contar, para quem perdeu essa mensagem), é sobre a origem da palavra vacation (férias, em inglês). O significado original é bem curioso e me inspirou na escolha da minha atividade para este mês. Será que vocês descobrem o que estou fazendo no mês de julho? Deixe seu palpite aqui no blog depois de ler a explicação.
Se quiser aproveitar o tempo livre para treinar inglês para viagem, clique aqui. Nesse site há diálogos em inglês britânico para quem já tem um nível básico de inglês e quer treinar compreensão oral e conversas úteis em uma viagem. Aqui, os alunos mais avançados podem praticar a compreensão oral do que acontece em uma apresentação de um guia turístico.
Para praticar o inglês americano para fazer check-in em um hotel, clique aqui. Embora eu nunca tenha conhecido nenhuma recepcionista tão simpática e tão falante em minhas visitas aos EUA, a velocidade com que ela fala é comum. Algumas falam de maneira automática, muito mais rápido até. Melhor treinar o ouvido!
Para quem viaja a negócios, encontrei um curso com podcasts. Alguns são muito bons para quem viaja de férias também. Para quem já tem um nível intermediário de inglês.
Para quem é pré-intermediário, recomendo o site eslpodcast, que é meu favorito para esse nível. Os diálogos podem ser lidos e ouvidos em velocidade mais lenta. Depois, o professor explica o vocabulário e, por último, lê o diálogo em velocidade mais natural.
Aproveitem e depois me contem o que acharam. Vou adorar saber.
Para clipart gratuito sobre viagem, clique aqui.
Fiquei devendo algumas dicas para as férias (no Brasil as aulas são interrompidas por 30 dias nas escolas durante julho). Espero que ainda sirvam...
A primeira coisa que gostaria de lembrar aos leitores (ou contar, para quem perdeu essa mensagem), é sobre a origem da palavra vacation (férias, em inglês). O significado original é bem curioso e me inspirou na escolha da minha atividade para este mês. Será que vocês descobrem o que estou fazendo no mês de julho? Deixe seu palpite aqui no blog depois de ler a explicação.
Se quiser aproveitar o tempo livre para treinar inglês para viagem, clique aqui. Nesse site há diálogos em inglês britânico para quem já tem um nível básico de inglês e quer treinar compreensão oral e conversas úteis em uma viagem. Aqui, os alunos mais avançados podem praticar a compreensão oral do que acontece em uma apresentação de um guia turístico.
Para praticar o inglês americano para fazer check-in em um hotel, clique aqui. Embora eu nunca tenha conhecido nenhuma recepcionista tão simpática e tão falante em minhas visitas aos EUA, a velocidade com que ela fala é comum. Algumas falam de maneira automática, muito mais rápido até. Melhor treinar o ouvido!
Para quem viaja a negócios, encontrei um curso com podcasts. Alguns são muito bons para quem viaja de férias também. Para quem já tem um nível intermediário de inglês.
Para quem é pré-intermediário, recomendo o site eslpodcast, que é meu favorito para esse nível. Os diálogos podem ser lidos e ouvidos em velocidade mais lenta. Depois, o professor explica o vocabulário e, por último, lê o diálogo em velocidade mais natural.
Aproveitem e depois me contem o que acharam. Vou adorar saber.
Para clipart gratuito sobre viagem, clique aqui.
Friday, June 11, 2010
Para professores cansados - 2
Já passei horas folheando revistas velhas para achar "aquela" foto que facilitaria a explicação de uma nova palavra em inglês para meus alunos. Não é exagero. Eram horas e horas de trabalho, buscando uma foto ou ilustração para recortar, colar em uma cartolina e levar para a classe, para ensinar verbos, por exemplo.
Lembro de um treinamento de professores de que participei. O coordenador do curso nos explicava como evitar usar português para explicar alguma dúvida de vocabulário dos alunos. Ele dizia: "Não seria ótimo se para cada dúvida pudéssemos puxar uma ilustração e mostrar aos alunos? Infelizmente, isso é impossível."
Para quem tem a chance de trabalhar com computador e Internet na sala de aula, esse sonho impossível virou realidade. Basta jogar a palavra no Google que a imagem aparece. (Aconselho ao professor sempre examinar o resultado da busca antes de mostrar aos alunos! Nunca se sabe o que pode surgir numa busca de imagens no Google...)
Outra opção é ter cartelas de imagens (os professores de inglês chamamos essas cartelas de flash-cards) sempre à mão. Mas hoje em dia não precisamos mais ficar folheando revista velha e espirrando com o pó. Quem é alérgico como eu sabe do que estou falando.
Existem inúmeros sites (sítios, em português) que oferecem gravuras para reprodução gratuita. Para meus colegas cansados neste fim de semestre, sugiro este aqui. Sei que minha amiga Marta vai adorar.
Se você é professor e também gostar da dica como a Marta, deixe seu recado aqui. Vou gostar muito de saber. É só clicar que gostou aí emabaixo. Divirta-se, colega!
Mais imagens gratuitas como essa da caixa de lenços (para alérgicos como eu) aqui.
Lembro de um treinamento de professores de que participei. O coordenador do curso nos explicava como evitar usar português para explicar alguma dúvida de vocabulário dos alunos. Ele dizia: "Não seria ótimo se para cada dúvida pudéssemos puxar uma ilustração e mostrar aos alunos? Infelizmente, isso é impossível."
Para quem tem a chance de trabalhar com computador e Internet na sala de aula, esse sonho impossível virou realidade. Basta jogar a palavra no Google que a imagem aparece. (Aconselho ao professor sempre examinar o resultado da busca antes de mostrar aos alunos! Nunca se sabe o que pode surgir numa busca de imagens no Google...)
Outra opção é ter cartelas de imagens (os professores de inglês chamamos essas cartelas de flash-cards) sempre à mão. Mas hoje em dia não precisamos mais ficar folheando revista velha e espirrando com o pó. Quem é alérgico como eu sabe do que estou falando.
Existem inúmeros sites (sítios, em português) que oferecem gravuras para reprodução gratuita. Para meus colegas cansados neste fim de semestre, sugiro este aqui. Sei que minha amiga Marta vai adorar.
Se você é professor e também gostar da dica como a Marta, deixe seu recado aqui. Vou gostar muito de saber. É só clicar que gostou aí emabaixo. Divirta-se, colega!
Mais imagens gratuitas como essa da caixa de lenços (para alérgicos como eu) aqui.
Tuesday, June 08, 2010
Quer fazer um lanche ou prefere um snack?
Já falei aqui o que penso do uso de palavras em inglês quando temos uma palavra em português que funciona exatamente do mesmo jeito.
Hoje no almoço consegui me irritar mais uma vez com essa praga que assola nosso idioma: o uso desnecessário de palavras emprestadas de outras línguas só para "falar bonito" ou, nesse caso que descrevo, glamurizar um produto. Ainda mais quando a palavra sendo substituída já era um empréstimo, que foi aportuguesado!
Um fabricante de sopas instantâneas oferece em uma promoção em um restaurante: a cada refeição você ganha um pacotinho da tal sopa (Eca!) para o "snack (= lanche) da tarde"... Gente, é sopa instantânea! Pode chamar o lanche do que quiser que vai continuar sendo a mesma gororoba cheia de química.
Já pensou você chegar no escritório, lá pelas quatro da tarde e perguntar: Alguém quer fazer um snack?
Ou na faculdade: Pessoal, já vou encontrar vocês para fazer a pesquisa, mas preciso fazer um snack antes.
Quem será que tem essas ideias, hein? Quero dizer: quem pensa em escrever num folheto de propaganda (ou preciso dizer flier, que é como dizem folheto em português hoje em dia...?): "Ganhe uma sopinha para seu snack da tarde?" Será que a pessoa acha que chamar lanche de lanche diminui o apelo do produto? O que você acha, leitor? Dê sua opinião. Vou adorar ler. Enquanto isso, vou fazendo um lanchinho aqui... :-) Ou seria melhor dizer merendinha?
A mulher irritada veio deste site de clipart gratuito.
Monday, June 07, 2010
Os posts mais lidos no blog
Foi legal ver que muita gente entra aqui para saber sobre o TOEFL.
A mensagem em que dou algumas dicas para quem quer fazer o exame e não sabe por onde começar está em primeiro na lista, seguida de perto pela mensagem sobre o que é um pipitu!!!
Achei divertido descobrir que esses assuntos tão diferentes são os mais lidos.
Em terceiro lugar vem o post sobre palavras feias e palavras bonitas em inglês, em que explico o significado de enthusiasm. A mensagem gerou vários comentários de leitores, que deram suas sugestões. Deixe a sua lá também! Vou adorar ler.
Em quarto está a explicação sobre a diferença entre used to do e used to doing. Esse post é lido por gente do mundo inteiro. Impressionante como há falantes de português aprendendo inglês nos mais diversos países. Essa explicação gramatical já foi lida no Japão, Mauritânia, Inglaterra, só para citar alguns das dezenas de lugares onde o blog é acessado.
E em quinto lugar, também popular no mundo todo, minha mensagem sobre como praticar inglês básico.
E você, que me leu até aqui, se interessou por algum desses temas? Se não, deixe aqui uma sugestão e, na medida do possível, vou tentar atender.
Saturday, May 29, 2010
Para professores cansados
A dica de hoje vai para os professores de inglês em busca de atividades novas. O primeiro semestre vai acabando e, com ele, as nossas melhores idéias para aulas. Por isso, é sempre bom dar uma renovada antes das férias, para manter os alunos animados até o fim de junho.
Encontrei um site muito bom que oferece gartuitamente diversas fichas de exercícios em formato PDF. A inscrição é gratuita.
Para quem estiver disposto a pagar uma taxa mensal, há também arquivos DOC, PPT e Flash.
Há uma grande variedade de sugestões para ensinar vocabulário, gramática, idioms, etc, inclusive em nível de exames e com música.
Também achei um site com clipart (como o da professora pesquisando na Internet aí embaixo...). Esse site é gratuito, para baixar sem amolação (no hassle!).
Vale a pena dar uma olhadinha. Depois me contem se gostaram e se usaram alguma das sugestões.
Bom garimpo!
Bjs
Ana
Encontrei um site muito bom que oferece gartuitamente diversas fichas de exercícios em formato PDF. A inscrição é gratuita.
Para quem estiver disposto a pagar uma taxa mensal, há também arquivos DOC, PPT e Flash.
Há uma grande variedade de sugestões para ensinar vocabulário, gramática, idioms, etc, inclusive em nível de exames e com música.
Também achei um site com clipart (como o da professora pesquisando na Internet aí embaixo...). Esse site é gratuito, para baixar sem amolação (no hassle!).
Vale a pena dar uma olhadinha. Depois me contem se gostaram e se usaram alguma das sugestões.
Bom garimpo!
Bjs
Ana
Thursday, May 27, 2010
Junho começa como eu gosto
O mês de junho no Brasil sempre tem um feriadão, que é como chamamos a junção de um feriado com um fim de semana. Às vezes, fazemos uma ponte, ou seja, quando existe um dia útil entre um feriado na quinta, por exemplo, "matamos" a sexta de trabalho (matar o trabalho ou a aula é ditch, em inglês). Fazemos uma "ponte" entre o feriado e o fim de semana. Veja o que o Ulisses Carvalho, do Tecla Sap, sugere aqui e aqui, para dizermos feriadão em inglês.
O feriado de junho é o de Corpus Christi, que sempre cai numa quinta-feira, ou seja, certeza de feriadão. Aliás, você sabe o que é Corpus Christi? Sabe como pronunciar Corpus Christi em inglês? Se não sabe, leia aqui.
Pretendo ler muito no long weekend. E você?
Já planejou o que vai fazer neste four-day weekend?
Deixe uma mensagem contando aqui para mim. Vou adorar saber.
Para professores de inglês: incentivem seus alunos a anotarem as melhores passagens de uma leitura em um log (registro) como esse gratuito que pode ser baixado aqui.
O feriado de junho é o de Corpus Christi, que sempre cai numa quinta-feira, ou seja, certeza de feriadão. Aliás, você sabe o que é Corpus Christi? Sabe como pronunciar Corpus Christi em inglês? Se não sabe, leia aqui.
Pretendo ler muito no long weekend. E você?
Já planejou o que vai fazer neste four-day weekend?
Deixe uma mensagem contando aqui para mim. Vou adorar saber.
Para professores de inglês: incentivem seus alunos a anotarem as melhores passagens de uma leitura em um log (registro) como esse gratuito que pode ser baixado aqui.
Wednesday, May 26, 2010
Para onde vão as palavras quando ficam velhas?
Mário Sérgio Cortella afirma que as pessoas não ficam velhas. O que fica velho é aparelho de TV (ou televisor, como se dizia na minha infância). O homem se renova a cada dia, se torna novo a cada mudança.
É uma bela visão sobre o passar do tempo e tenho de concordar com ela. Se tivermos o cuidado e a sorte de que nossa mente não degenere, podemos nos fazer novos a cada dia, como a avó de uma grande amiga minha que, aos mais de noventa anos, diz que só vai para o asilo quando ficar velha. Ou como a mãe de Caetano Veloso, que ao completar um centenário de vida disse que só vai tomar mingau no dia em que ficar velha. Que mingau é comida de doente e de idoso e ela não é nenhuma das duas coisas. Que maravilha envelhecer assim! Ou seria melhor dizer "que maravilha rejuvenescer assim"?
Mas por que esse assunto em um blog sobre palavras? Porque tenho pensado em como algumas palavras envelhecem.
E são abandonadas com o tempo. Ninguém mais se lembra de algumas delas, que ficam vivas apenas na memória das pessoas mais velhas ou acabam indo para o asilo das palavras.
E onde fica esse asilo?
A palavra escrita, no meu modo de ver, é o asilo das palavras que caem em desuso.
Explico:
Quando paramos de usar certas palavras, elas somem das conversas, dos jornais, dos programas de TV e só permanecem vivas em livros, revistas, páginas de Internet e jornais antigos. Ninguém se lembra delas a não ser que "visite" um desses "asilos". Na leitura encontramos palavras de que já não nos lembrávamos mais ou que nunca havíamos ouvido antes, como quando lemos Machado de Assis ou mesmo um jornal ou revista de 10 anos atrás...
E agora me ocorre que os sites de vídeos como o Youtube também servem de asilo para palavras faladas... Basta "visitar" um vídeo desses guardado há muitos anos para ver que muitas palavras que estão ali, podem não estar mais em uso.
Bom é saber que as palavras envelhecem, mas não morrem jamais, enquanto houver asilos para elas. No papel ou na nuvem digital.
A capa do asilo, digo, livro, que ilustra esse post é de domínio público e pode ser encontrada aqui.
É uma bela visão sobre o passar do tempo e tenho de concordar com ela. Se tivermos o cuidado e a sorte de que nossa mente não degenere, podemos nos fazer novos a cada dia, como a avó de uma grande amiga minha que, aos mais de noventa anos, diz que só vai para o asilo quando ficar velha. Ou como a mãe de Caetano Veloso, que ao completar um centenário de vida disse que só vai tomar mingau no dia em que ficar velha. Que mingau é comida de doente e de idoso e ela não é nenhuma das duas coisas. Que maravilha envelhecer assim! Ou seria melhor dizer "que maravilha rejuvenescer assim"?
Mas por que esse assunto em um blog sobre palavras? Porque tenho pensado em como algumas palavras envelhecem.
E são abandonadas com o tempo. Ninguém mais se lembra de algumas delas, que ficam vivas apenas na memória das pessoas mais velhas ou acabam indo para o asilo das palavras.
E onde fica esse asilo?
A palavra escrita, no meu modo de ver, é o asilo das palavras que caem em desuso.
Explico:
Quando paramos de usar certas palavras, elas somem das conversas, dos jornais, dos programas de TV e só permanecem vivas em livros, revistas, páginas de Internet e jornais antigos. Ninguém se lembra delas a não ser que "visite" um desses "asilos". Na leitura encontramos palavras de que já não nos lembrávamos mais ou que nunca havíamos ouvido antes, como quando lemos Machado de Assis ou mesmo um jornal ou revista de 10 anos atrás...
E agora me ocorre que os sites de vídeos como o Youtube também servem de asilo para palavras faladas... Basta "visitar" um vídeo desses guardado há muitos anos para ver que muitas palavras que estão ali, podem não estar mais em uso.
Bom é saber que as palavras envelhecem, mas não morrem jamais, enquanto houver asilos para elas. No papel ou na nuvem digital.
A capa do asilo, digo, livro, que ilustra esse post é de domínio público e pode ser encontrada aqui.
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