Acabou de ser publicado um livro infanto-juvenil que tive um enorme prazer em traduzir.
O Anjo Inacabado, de Sharon Creech, publicado pela Editora Fundamento, conta a história de um anjo que não sabe ao certo qual sua missão na terra. Ele faz amizade com uma menina, Zola, a única que pode enxergá-lo. Assim, o anjo vai tentando descobrir qual sua missão por aqui.
A história é uma graça, até para leitores adultos. Meio como um Pequeno Príncipe do século XXI.
O mais divertido para mim foi traduzir a linguagem confusa do anjo, que logo avisa que não sabe falar todas as línguas como seria normal para um ser de sua espécie. Ele se atrapalha com a pronúncia, a gramática e até cria novas palavras.
Foi muito bom buscar elementos na língua portuguesa que criassem os mesmos efeitos de som, grafia e estrutura do texto original. Além disso, como a história se passa nos Alpes suíços, tive de apelar também para meus conhecimentos de italiano para adaptar algumas palavras que, se usadas como no original, não teriam o mesmo efeito pretendido no texto em inglês.
Recomendo a leitura para pais, tias, tias e todos que queiram ajudar crianças a desenvolverem gosto pela leitura. Os capítulos são curtos e podem ser lidos um por noite, por exemplo.
A Fundamento caprichou na capa e nas páginas, que trazem pequenas ilustrações, refletindo a delicadeza do texto.
Saturday, April 13, 2013
Thursday, April 11, 2013
Como é ciúme em inglês?
Ciúme em inglês se diz jealousy. Esse sentimento também é descrito em inglês como the green-eyed monster (o monstro de olhos verdes). Bastante assustadora a imagem, hein?
Em linguagem bíblica a palavra significa "não tolerar infidelidade ou deslealdade".
Para expressar em inglês "tenho ciúme de fulana", dizemos "I'm jealous of So-and-so."
Para os leitores que quiserem entender mais sobre essa questão, não do ponto de vista da língua, mas da cabeça, ou seja, segundo a psicanálise, recomendo o livro do Professor Leonardo Luiz, juntamente com outros autores e que estará a venda a partir desta segunda feira, 15.04.2013.
Nos vemos no lançamento?
Em linguagem bíblica a palavra significa "não tolerar infidelidade ou deslealdade".
Para expressar em inglês "tenho ciúme de fulana", dizemos "I'm jealous of So-and-so."
Para os leitores que quiserem entender mais sobre essa questão, não do ponto de vista da língua, mas da cabeça, ou seja, segundo a psicanálise, recomendo o livro do Professor Leonardo Luiz, juntamente com outros autores e que estará a venda a partir desta segunda feira, 15.04.2013.
Nos vemos no lançamento?
Wednesday, March 27, 2013
Páscoa e Pesach são palavras-irmãs, sabia?
A Páscoa é símbolo de renascimento.
Bom motivo para pensarmos sobre a origem da celebração e o nascimento das palavras. Que tal?
Bom motivo para pensarmos sobre a origem da celebração e o nascimento das palavras. Que tal?
Easter (Páscoa em inglês), acredita-se, deriva de Eostre,
deusa anglo-saxã da primavera, associada a símbolos de procriação, como
os ovos e coelhos usados pelo comércio para representar a data.
Já a palavra Páscoa vem do hebraico pesach pelo grego, páscha, e
significa passagem. Os cristãos celebram a ressurreição de Cristo no
domingo de Páscoa, ou seja, a passagem de Cristo da morte para a vida
eterna.
Pesach também deu origem a Passover em
inglês, que é o nome dado à celebração da fuga dos judeus do Egito,
liderados por Moisés. Em inglês, podemos nos referir a esse feriado como
Passover (Pesach), ou seja, com a mesma palavra que deu origem à palavra Páscoa dos cristãos.
Aproveite a ocasião para também treinar seu inglês, assistindo a este vídeo do History Channel.
Se
você for professor, pode usar o texto aqui do blog para discutir o
assunto com seus alunos e depois mostrar o vídeo. Tenho certeza de que
eles vão entender e gostar. Despois, volte aqui para me contar como foi,
ok?
Tuesday, January 29, 2013
Para quem gosta de ler
Em novembro de 2012 fui ver O Andante, que volta ao cartaz em 2 de fevereiro de 2013, no Teatro Eva Herz, dentro da Livraria Cultura na Avenida Paulista em São Paulo.
Para começar, pegamos o elevador para chegar ao teatro e fiquei feliz ao ver que ele desemboca em um corredor bem onde estão as estantes de livros de idiomas, minha paixão. Fui andando e lendo as capas dos títulos em italiano, francês, alemão...
Assistir à peça foi como uma continuação da caminhada por aquele corredor de palavras, uma viagem pelo tempo e espaço, pela loucura e a sanidade, pela razão e pelo sonho. Uma viagem contada por uma compilação de trechos de textos de vários autores, que pode parecer desconecta a princípio, mas que vai revelando os temas que são caros ao Andante.
Elias Andreato é o Andante, narrador de sua própria história que, ao falar de seu amor pelas palavras, busca descobrir se é louco ou são, se existe ou não, como um Hamlet-mendigo-andarilho se perguntando a todo momento, "quem sou eu?" e que, perguntando-se "quem sou eu", pergunta também "quem é você?".
Se vocês, assim como eu, adoram as palavras, não deixem de assistir a esse revelador monólogo. E subam de elevador! :)
Para começar, pegamos o elevador para chegar ao teatro e fiquei feliz ao ver que ele desemboca em um corredor bem onde estão as estantes de livros de idiomas, minha paixão. Fui andando e lendo as capas dos títulos em italiano, francês, alemão...
Assistir à peça foi como uma continuação da caminhada por aquele corredor de palavras, uma viagem pelo tempo e espaço, pela loucura e a sanidade, pela razão e pelo sonho. Uma viagem contada por uma compilação de trechos de textos de vários autores, que pode parecer desconecta a princípio, mas que vai revelando os temas que são caros ao Andante.
Elias Andreato é o Andante, narrador de sua própria história que, ao falar de seu amor pelas palavras, busca descobrir se é louco ou são, se existe ou não, como um Hamlet-mendigo-andarilho se perguntando a todo momento, "quem sou eu?" e que, perguntando-se "quem sou eu", pergunta também "quem é você?".
Se vocês, assim como eu, adoram as palavras, não deixem de assistir a esse revelador monólogo. E subam de elevador! :)
Monday, January 14, 2013
Pratique ler e seguir instruções em inglês

Para quem já é aprendente de inglês em nível intermediário e para os professores que quiserem usar jogos para ensinar directions em inglês, vale a pena visitar este endereço:
Pode-se escolher o tipo de jogo para ler as instruções e segui-las, conforme as opções dadas. Pode-se jogar contra o relógio ou não. Bonitinho e instrutivo.
Boa diversão!
Wednesday, January 02, 2013
Cavalos gigantes para afugentar paparazzi!

Acabei de ouvir uma notícia na TV que me fez largar o trabalho e prestar atenção. O programa sobre celebridades anunciava:
"Uma cantora americana acaba de comprar uma mansão de 9 milhões de dólares para se livrar dos paparazzi. Uma casa tão grande que tem até estaleiro para cavalos!"
Fiquei momentaneamente confusa. Tive de pensar no que havia me chamado a atenção.
Seria o nome da cantora, uma dessas que vive entrando e saindo das clínicas de reabilitação (em inglês, rehab) e que se mete em um escândalo por dia? Não! Isso não é mais novidade.
Teria sido o impressionante preço da mansão?
Nãããão! Perto do que a corrupção desvia de dinheiro no Brasil, o preço da mansão é café pequeno (em inglês: It's peanuts!).
Eureca! Descobri!
Tinha sido a frase "estaleiro para cavalos".
Fiquei raciocinando por que aquilo me distraíra do meu trabalho.
Concluí que foi ter me dado conta do tamanho dos cavalos! Meu Deus! Para precisarem de estaleiro, em vez de estrebaria, imaginem o tamanho dessas coisas!!
Duvido que algum paparazzo vá chegar perto de uma casa com uns cavalões desses!
Wednesday, December 19, 2012
Merry Christmas!!

Aos meus queridos leitores, gostaria de desejar um Feliz Natal (em inglês: Merry Christmas!) e agradecer a simpatia de todos que participaram do meu blog neste ano, lendo, aprendendo, ensinando e deixando simpáticas mensagens.
Aliás, o blog já completou 6 anos no ar (ou melhor, na blogsfera!), com mais leitores a cada dia. Encerramos 2012 com mais de 50.000 visitas, ou seja, cerca de 140 leitores por dia. Como o blog não tem nenhum tipo de divulgação além daquela feita pelos próprios leitores, tenho muito que agradecer a todos que compartilharam meus posts este ano!
Deixo aqui dois presentes em retribuição:
1. O significado da palavra Christmas
“Celebração (missa) de Cristo”: Christ (Cristo) + Mass (missa)
2. Um vídeo sobre a origem da data.
Espero que gostem!
A Very Merry Christmas and a Happy New Year!
Como se diz Réveillon em inglês? E em português, hein?!!?
Antigamente (não tão antigamente assim, pois me lembro e não sou tão velhinha...), era comum batizar lugares com nomes franceses e usar palavras francesas para designar objetos do dia a dia. Quando saíamos para dançar, não íamos para a balada, mas para a boîte (boate), que, na minha cidade, se chamava Chez Moi (Minha Casa ou Na Minha Casa) . Na coluna social do jornal, para dizer qual era o nome de solteira de uma mulher, se escrevia antes do sobrenome: neé Silva, ou seja, nascida com o nome de Silva. Quando alguém estava tendo um caso com outra pessoa, ou seja, ficando, dizia-se que estavam tendo um affaire. Para ir ao banheiro em um lugar público, pedíamos para ir ao toilette... E por aí afora... Muitas dessas palavras estão presentes em nosso vocabulário, mas nem nos lembramos mais de onde vieram: restaurante, abajur, tricô...
É francesa também a palavra Réveillon (pronunciamos rêvêión), que utilizamos para designar a passagem do ano, a véspera do primeiro dia do ano. Em inglês, dizemos New Year's, que é uma abreviação de New Year's Eve (Véspera de Ano Novo). Pensando bem, talvez nem tanta gente diga Réveilon para se referir à passagem de ano... Acho que muitas pessoas estão passando a dizer Ano Novo. Por exemplo: "Onde você vai passar o Ano Novo?". Eu, como sou do século passado, continuo dizendo Réveillon mesmo. É um jeito de preservar um pouco a história da influência do francês em nossa língua, hoje repleta de termos do inglês, um fenômeno natural, embora algumas vezes os empréstimos sejam desnecessários. Mas isso é assunto para outra mensagem.
Então, agora que já sabemos tudo isso, é só comemorar!
Bom Réveillon! Feliz Ano Novo!!!
Happy New Year!
É francesa também a palavra Réveillon (pronunciamos rêvêión), que utilizamos para designar a passagem do ano, a véspera do primeiro dia do ano. Em inglês, dizemos New Year's, que é uma abreviação de New Year's Eve (Véspera de Ano Novo). Pensando bem, talvez nem tanta gente diga Réveilon para se referir à passagem de ano... Acho que muitas pessoas estão passando a dizer Ano Novo. Por exemplo: "Onde você vai passar o Ano Novo?". Eu, como sou do século passado, continuo dizendo Réveillon mesmo. É um jeito de preservar um pouco a história da influência do francês em nossa língua, hoje repleta de termos do inglês, um fenômeno natural, embora algumas vezes os empréstimos sejam desnecessários. Mas isso é assunto para outra mensagem.
Então, agora que já sabemos tudo isso, é só comemorar!
Bom Réveillon! Feliz Ano Novo!!!
Happy New Year!
Monday, November 26, 2012
Os indesejáveis do verão
O verão de 2010 trouxe uma série de coisas indesejáveis para nosso querido Brasil, como o mosquito da dengue, as enchentes, viroses no litoral e o by em todo lugar. Explico:
Agora, nada mais é da autoria ou propriedade de alguém. Tudo é by (que quer dizer de ou por em português).
Alguns exemplos da imprensa e publicidade:
"Foto by Fulano de Tal", em vez de "Foto de Fulano de Tal".
"Creme hidratante by Fulana de Tal", em vez de "Creme hidratante da Fulana de Tal".
De onde veio essa praga, gente? Teria sido trazida pelo El Niño?
Como é que se combate isso? Inseticida acaba com insetos. Seria necessário inventar um Byticida???!?
Não, não é preciso inventar tecnologia nova. Essa praga, que serve apenas para dar um (falso) ar de sofisticação como se escrever a boa e velha preposição de em português deixasse o produto ou a obra menos nobre, pode ser facilmente combatida com bons professores de redação em agências de publicidade, faculdades de comunicação, jornalismo etc, etc.
Na minha modesta opinião, qualquer produto ou trabalho que seja by Fulano, sempre me passa a impressão de provincianismo e não da pretendida sofisticação. Por isso, nem olho.
Então, se você souber de alguém contaminado com by, professor de português nele! Produto disponível em qualquer cidade do Brasil! Em pessoa ou virtualmente!
Agora, nada mais é da autoria ou propriedade de alguém. Tudo é by (que quer dizer de ou por em português).
Alguns exemplos da imprensa e publicidade:
"Foto by Fulano de Tal", em vez de "Foto de Fulano de Tal".
"Creme hidratante by Fulana de Tal", em vez de "Creme hidratante da Fulana de Tal".
De onde veio essa praga, gente? Teria sido trazida pelo El Niño?
Como é que se combate isso? Inseticida acaba com insetos. Seria necessário inventar um Byticida???!?
Não, não é preciso inventar tecnologia nova. Essa praga, que serve apenas para dar um (falso) ar de sofisticação como se escrever a boa e velha preposição de em português deixasse o produto ou a obra menos nobre, pode ser facilmente combatida com bons professores de redação em agências de publicidade, faculdades de comunicação, jornalismo etc, etc.
Na minha modesta opinião, qualquer produto ou trabalho que seja by Fulano, sempre me passa a impressão de provincianismo e não da pretendida sofisticação. Por isso, nem olho.
Então, se você souber de alguém contaminado com by, professor de português nele! Produto disponível em qualquer cidade do Brasil! Em pessoa ou virtualmente!
Quando foi que laquê virou hair spray?
Conforme o tempo passa, por várias razões, algumas palavras deixam de ser usadas e são esquecidas. Só continuam existindo no museu das palavras. Com as gírias é muito comum isso acontecer. O que hoje é brega, na década de 70 era boko moko, gíria inventada para anunciar uma marca de refrigerante. Quem não tomava a bebida gasosa era boko moko, não tinha bom gosto, estava por fora, ou out, como se diz hoje em português (???!!!?)
Mas há palavras que não são gíria e mesmo assim desaparecem ou são substituídas por outras.
Por exemplo, quem aí ainda compra creme rinse? Novidade mercadológica na década de 70 (pelo menos lá em casa, onde toda novidade chegava com anos de atraso pela falta de dinheiro...), o creme rinse servia para deixar os cabelos mais desembaraçados depois da lavagem. Era um creme de enxágue (que falta ainda sinto de colocar o trema nos grupos gue, gui, que , qui em que o u é pronunciado...Fica parecendo que usei xampu mas ficou faltando creme rinse). Rinse em inglês é enxaguar. Claro que estou falando do atual condicionador. Quando creme rinse virou condicionador eu não sei. Mas é uma mudança boa: de duas palavras para uma e, caso raro no Brasil, uma palavra em inglês substituída por outra, também vinda do inglês, mas com pronúncia e grafia já abrasileiradas. Verdadeiro milagre.
Quem cresceu ouvindo dizer creme rinse corre o risco de deixar o termo escapar por aí e ter de arcar com as consequências (ai, que saudade do trema!). Uma delas é não ser compreendido na farmácia e a outra, ser tachado de velho!
Eu mesma passei por uma saia justa um dia em que entrei em uma loja para comprar condicionador e na minha memória só vinha creme rinse! Entre dar pista da minha idade e passar por maluca, me refugiei na segunda opção. Comecei a rodopiar pela loja apontando e balbuciando: Querooooo, queroooo, ééééé, querooo... Até que achei o vidro e disse: Aquilo ali. A vendedora me olhou meio espantada. Acho que dei uma de lelé (outra palavra em desuso?). Mas não entreguei a idade! :-)
Uma outra situação foi quando precisei comprar meias e pedi à vendedora um par de meias fumê. A vendedora me perguntou: "O quê?". Repeti mais alto: Fumê!, achando que ela não tinha me ouvido. Ela me respondeu: "Não conheço que meia é essa". Eu, muito surpresa, pensei: isso é que dá não ensinarem mais francês na escola. Fumê vem de fumée, esfumaçado. Até aquele dia eu achava que a cor entre preto e cinza se chamava fumê, como eu havia dito toda a minha vida. Expliquei para a atendente que se tratava de uma cor e pedi para ela me mostrar quais havia na loja. Então, de novo, usei o recurso de apontar. Ela me disse, aliviada: "Ah, tabaco!" Mais um ponto para a língua portuguesa! Uma palavra de pronúncia estrangeira (fumée, do francês)) substituída por uma também de origem estrangeira (tabaco, do árabe), mas com a pronúncia e grafia já abrasileiradas o que, portanto, facilita a comunicação.
E isso aconteceu no mundo da moda, em que o caminho costuma ser o contrário: tiram a palavra em português e colocam uma em inglês geralmente, para ficar mais chique... Nesse caso, saiu a palavra de origem francesa e entrou uma palavra já constante do dicionário português.
Mas afinal, que palavras usadas por falantes brasileiros são genuinamente portuguesas? Será que isso existe? Afinal, o português veio do latim vulgar, que já era uma variação do latim clássico. E nosso belo idioma tem constantemente se enriquecido com vocábulos do grego, do árabe (de onde vem tabaco), do francês, do italiano e de muitas outras. Portanto, achar que é possível termos uma língua pura, sem interação com outros idiomas é uma bobagem. O que eu defendo é que não usemos palavras emprestadas de outras línguas quando já temos um vocábulo consagrado (de uso corrente) em nosso idioma. Isso acaba criando confusão, dificultando a comunicação e excluindo quem não participa do grupinho que usa o termo substituto para algo que já tem um nome na língua corrente (por exemplo: chamar roxo de beringela, ou rosa choque de pink, ou, mais recentemente, chamar a cor gelo de off-white... Poupe-me!)
Bem, voltando ao tema das palavras que somem...
Se quiser tomar uma vaia (termo antigo para pagar um mico), vá ao cabeleireiro (Ou é boko moko chamar cabeleireiro de cabeleireiro? Preciso dizer hair stylist?) e peça para ele passar laquê no seu penteado (me dei conta de que não sei como se fala penteado hoje em dia... parece uma palavra antiga...acho que atualmente se diz cabelo: vou fazer um cabelo para o casamento...hahahaha... engraçado dizer fazer um cabelo, mas acho que é assim que se diz agora... fazer penteado: out, fazer cabelo: in!)
Pior que esse mico, só sair para passear de touca ou bobs no cabelo...
Mas há palavras que não são gíria e mesmo assim desaparecem ou são substituídas por outras.
Por exemplo, quem aí ainda compra creme rinse? Novidade mercadológica na década de 70 (pelo menos lá em casa, onde toda novidade chegava com anos de atraso pela falta de dinheiro...), o creme rinse servia para deixar os cabelos mais desembaraçados depois da lavagem. Era um creme de enxágue (que falta ainda sinto de colocar o trema nos grupos gue, gui, que , qui em que o u é pronunciado...Fica parecendo que usei xampu mas ficou faltando creme rinse). Rinse em inglês é enxaguar. Claro que estou falando do atual condicionador. Quando creme rinse virou condicionador eu não sei. Mas é uma mudança boa: de duas palavras para uma e, caso raro no Brasil, uma palavra em inglês substituída por outra, também vinda do inglês, mas com pronúncia e grafia já abrasileiradas. Verdadeiro milagre.
Quem cresceu ouvindo dizer creme rinse corre o risco de deixar o termo escapar por aí e ter de arcar com as consequências (ai, que saudade do trema!). Uma delas é não ser compreendido na farmácia e a outra, ser tachado de velho!
Eu mesma passei por uma saia justa um dia em que entrei em uma loja para comprar condicionador e na minha memória só vinha creme rinse! Entre dar pista da minha idade e passar por maluca, me refugiei na segunda opção. Comecei a rodopiar pela loja apontando e balbuciando: Querooooo, queroooo, ééééé, querooo... Até que achei o vidro e disse: Aquilo ali. A vendedora me olhou meio espantada. Acho que dei uma de lelé (outra palavra em desuso?). Mas não entreguei a idade! :-)
Uma outra situação foi quando precisei comprar meias e pedi à vendedora um par de meias fumê. A vendedora me perguntou: "O quê?". Repeti mais alto: Fumê!, achando que ela não tinha me ouvido. Ela me respondeu: "Não conheço que meia é essa". Eu, muito surpresa, pensei: isso é que dá não ensinarem mais francês na escola. Fumê vem de fumée, esfumaçado. Até aquele dia eu achava que a cor entre preto e cinza se chamava fumê, como eu havia dito toda a minha vida. Expliquei para a atendente que se tratava de uma cor e pedi para ela me mostrar quais havia na loja. Então, de novo, usei o recurso de apontar. Ela me disse, aliviada: "Ah, tabaco!" Mais um ponto para a língua portuguesa! Uma palavra de pronúncia estrangeira (fumée, do francês)) substituída por uma também de origem estrangeira (tabaco, do árabe), mas com a pronúncia e grafia já abrasileiradas o que, portanto, facilita a comunicação.
E isso aconteceu no mundo da moda, em que o caminho costuma ser o contrário: tiram a palavra em português e colocam uma em inglês geralmente, para ficar mais chique... Nesse caso, saiu a palavra de origem francesa e entrou uma palavra já constante do dicionário português.
Mas afinal, que palavras usadas por falantes brasileiros são genuinamente portuguesas? Será que isso existe? Afinal, o português veio do latim vulgar, que já era uma variação do latim clássico. E nosso belo idioma tem constantemente se enriquecido com vocábulos do grego, do árabe (de onde vem tabaco), do francês, do italiano e de muitas outras. Portanto, achar que é possível termos uma língua pura, sem interação com outros idiomas é uma bobagem. O que eu defendo é que não usemos palavras emprestadas de outras línguas quando já temos um vocábulo consagrado (de uso corrente) em nosso idioma. Isso acaba criando confusão, dificultando a comunicação e excluindo quem não participa do grupinho que usa o termo substituto para algo que já tem um nome na língua corrente (por exemplo: chamar roxo de beringela, ou rosa choque de pink, ou, mais recentemente, chamar a cor gelo de off-white... Poupe-me!)
Bem, voltando ao tema das palavras que somem...
Se quiser tomar uma vaia (termo antigo para pagar um mico), vá ao cabeleireiro (Ou é boko moko chamar cabeleireiro de cabeleireiro? Preciso dizer hair stylist?) e peça para ele passar laquê no seu penteado (me dei conta de que não sei como se fala penteado hoje em dia... parece uma palavra antiga...acho que atualmente se diz cabelo: vou fazer um cabelo para o casamento...hahahaha... engraçado dizer fazer um cabelo, mas acho que é assim que se diz agora... fazer penteado: out, fazer cabelo: in!)
Pior que esse mico, só sair para passear de touca ou bobs no cabelo...
Thursday, October 25, 2012
Passado simples em inglês - Forma afirmativa

O passado simples dos verbos ingleses na afirmativa é formado de duas maneiras: acrescentando-se –ed aos verbos regulares ou utilizando uma forma específica dos verbos irregulares. Assim.
Um problema para os falantes de português é pronunciar o –ed corretamente. Em geral, as pessoas pronunciam o ED, formando uma sílaba adicional que nem sempre está presente na pronúncia do verbo. Existem 3 formas de pronunciar o –ed:
O E some e o D é pronunciado D, como em played /pleid/.
O E some e o D é pronunciado T, como em worked /workt/.
O E é pronunciado como I breve (como em fish) ou, quando se fala rápido, com o som semelhante a um â, chamado de schwa em inglês; o D é pronunciado como D mesmo. Isso ocorre com os verbos regulares terminados em som de D e T:
Plant – planted /pléntid/ ou /pléntâd/
Need – needed /nídid/ ou /nídâd/
É preciso praticar bastante para pronunciar corretamente. Comece praticando os sons do T e do D. E do I (como em fIsh) aqui.
Em seguida, ouça uma aula em inglês sobre a pronúncia do –ED aqui no site da BBC (aula em inglês) leia e ouça outra aqui (com exlicações em português. Depois, teste sua aprendizagem aqui.
Quanto aos verbos irregulares, é preciso memorizar suas formas, pois não há regras. Existem inúmeros modos de memorizar os irregulares. Acho que o uso constante é a melhor maneira, ou seja, empregando os verbos num contexto real.
Quando isso não é possível, exercícios, com certeza, ajudam.
Os exercícios de repetição sempre me ajudaram , mas você precisa ver se gosta desse tipo de atividade. Eu adorava repetir assim. Aprendi tudo e nunca mais esqueci. Claro que nunca parei de praticar, evidentemente.
Outro modo de repetir, mas um pouco mais divertido, é em jogos como este e este. Ou, para praticar com algum contexto, fazendo exercícios assim.
Para praticar em contextos maiores, que ajudam na memorização, vale a pena fazer exercícios assim.
Bom, acho que isso já é diversão suficiente para um fim de semana inteiro!
Então, have fun!
Que mal fiz para merecer isso?

É isso que todo aluno de inglês deve pensar quando o professor resolve lhe explicar os fatos da vida.
Alguns professores, para evitar um trauma, podem começar com um alerta (em inglês, "a heads-up"):
-Tem uma coisinha que não te expliquei ainda, mas agora acho que já é hora: Sabe os verbos regulares, aqueles aos quais só precisamos acrescentar -ed para formar o passado? Então, o que não contei ainda é que esse -ed pode ser pronunciado de três formas diferentes, dependendo do som (não da letra!) que vem antes do -ed.
E o aluno:
- Que mal fiz para merecer isso?
A boa notícia é que, com um pouco de treino (está bem vá, não vamos dourar a pílula: é preciso um bom número de horas de prática), é possível aprender de forma definitiva como pronunciar esse sufixo.
O leitor Marcelo me deixou uma mensagem muito simpática no post "Falar Italiano é Fácil", pedindo dicas para aprender a pronúncia do -ed e, depois, me deixou algumas dicas de sites. Em um eles, selecionei um exercício para vocês.
Divirtam-se!
Sunday, October 21, 2012
Horário de verão em inglês é como mesmo?
Horário de verão em inglês é como em português: desagradável e inútil. A economia com eletricidade não compensa os gastos em saúde para cuidar de pessoas que sofrem acidentes de trabalho em conseqüência da mudança do horário. Mas como sucessivos governos no Brasil parecem empurrar com a barriga (cada vez mais saliente) o problema do déficit energético que vivemos, temos de forçar nosso relógio biológico a essa mudança duas vezes por ano. Os desconfortos físicos são vários, desde enjoos até perda de concentração, que aumenta a probabilidade de acidentes.
Se vocês leram minha mensagem sobre acordar cedo, podem imaginar como me sinto cada vez que preciso acordar para trabalhar no meio da noite (ou seja, 7 da manhã! rs,rs,rs,rs), por causa da inoperância governamental!
Agora, se quiserem saber como se fala horário de verão em inglês, por favor perdoem minha verborragia do parágrafo anterior e continuem lendo – se não estiverem meio sonados por terem de acordar uma hora antes do que normalmente fazem.
Horário de verão em inglês diz-se day light saving time (horário de economia de luz diurna – bem descritivo o termo, acho eu. Afinal, o horário de verão serve para isso mesmo: economizar luz artificial aproveitando a luz natural do dia… apesar de gastar minha paciência!) Para ler em inglês sobre o assunto, clique aqui. Se quiser saber que horas são agora nas principais cidades do mundo, clique aqui.
Uma busca na Internet mostra que a expressão daylight saving time aparece mais freqüentemente assim: daylight savingS time, mas a forma oficial é sem o –s. Pelo menos é assim que aparece na página do governo da Califórnia, que apresenta uma tabela com o horário de verão americano até 2015.
Alguns exemplos de como se usa a expressão em contexto:
1) "I hate it when Brazil switches from standard time to daylight saving time." ("Eu odeio quando o Brasil muda do horário normal para o horário de verão.")
2) "When DST begins, watches and clocks are turned forward an hour. This pushes an hour of daylight from the morning to the evening." ("Quando o horário de verão começa, os relógios são adiantados em uma hora. Isso empurra uma hora de luz do dia para o início da noite.")
Obs: DST em português significa doença sexualmente transmissível. Sejamos honestos: a sigla em português é bem pior do que DST em inglês (daylight saving time). Se for para sofrer com uma DST, que seja da sigla em inglês!!
3) "When DST is over, we set our clocks back one hour, thus returning to standard time." ("Quando o horário de verão termina, atrasamos nosso relógios em uma hora, voltando assim ao horário normal." Oh, Happy Day!)
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Se vocês leram minha mensagem sobre acordar cedo, podem imaginar como me sinto cada vez que preciso acordar para trabalhar no meio da noite (ou seja, 7 da manhã! rs,rs,rs,rs), por causa da inoperância governamental!
Agora, se quiserem saber como se fala horário de verão em inglês, por favor perdoem minha verborragia do parágrafo anterior e continuem lendo – se não estiverem meio sonados por terem de acordar uma hora antes do que normalmente fazem.
Horário de verão em inglês diz-se day light saving time (horário de economia de luz diurna – bem descritivo o termo, acho eu. Afinal, o horário de verão serve para isso mesmo: economizar luz artificial aproveitando a luz natural do dia… apesar de gastar minha paciência!) Para ler em inglês sobre o assunto, clique aqui. Se quiser saber que horas são agora nas principais cidades do mundo, clique aqui.
Uma busca na Internet mostra que a expressão daylight saving time aparece mais freqüentemente assim: daylight savingS time, mas a forma oficial é sem o –s. Pelo menos é assim que aparece na página do governo da Califórnia, que apresenta uma tabela com o horário de verão americano até 2015.
Alguns exemplos de como se usa a expressão em contexto:
1) "I hate it when Brazil switches from standard time to daylight saving time." ("Eu odeio quando o Brasil muda do horário normal para o horário de verão.")
2) "When DST begins, watches and clocks are turned forward an hour. This pushes an hour of daylight from the morning to the evening." ("Quando o horário de verão começa, os relógios são adiantados em uma hora. Isso empurra uma hora de luz do dia para o início da noite.")
Obs: DST em português significa doença sexualmente transmissível. Sejamos honestos: a sigla em português é bem pior do que DST em inglês (daylight saving time). Se for para sofrer com uma DST, que seja da sigla em inglês!!
3) "When DST is over, we set our clocks back one hour, thus returning to standard time." ("Quando o horário de verão termina, atrasamos nosso relógios em uma hora, voltando assim ao horário normal." Oh, Happy Day!)
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Sunday, October 14, 2012
Dia da professora (Afinal, as mulheres somos maioria na profissão!)

Hoje o post é especial para meus colegas professores.
Como em 15 de outubro celebramos essa profissão tão em descrédito no Brasil atual, pensei em deixar aqui de presente alguns endereços de sites (sítios, em bom português) para facilitar nossa nada simples vida.
O site autoenglish traz uma infinidade de atividades e jogos em handouts gratuitos. Não é preciso nem se registrar! Bom para usar com alunos iniciantes. A maior parte das atividades é mais apropriada para crianças, mas há várias que podem ser adaptadas para adultos. Gosto das que ajudam a fixar vocabulário.
O site elllo é meu favorito para ajudar os alunos a praticarem/avaliarem compreensão oral. Os temas são muito ricos e os textos e gravações soam naturais. Tudo com jogos com figuras. Existe muito material, mas é possível fazer uma busca por nível, tópico, país ou meio (áudio, vídeo, etc.) Faça a busca pelos links no lado esquerdo da tela.
Como professor de inglês não pode nunca parar de estudar, sugiro o site Grammar Girl, com ótimas explicações sobre os usos da língua em podcasts que podem ser baixados gratuitamente, sem necessidade de registro. Já baixei alguns e fico escutando nas horas de folga (sim, hora de folga de professor = estudo!) Ótimo também para quem, como eu, prepara alunos para o TOEFL, SAT e GMAT. Ah, e alunos se preparando para esses exames também podem estudar ali de uma maneira bem eficiente, treinando também a compreensão oral, exigida no TOEFL. Ouviram bem, meus alunos? (Professor não perde a chance de pegar no pé!...)
E para encerrar, como homenagem especial, fica o link para um lindo poema de Robert Frost: "The Road Not Taken"
And that has made all the difference.
Nós, professores, ao optarmos por essa profissão, escolhemos a estrada mais difícil. E isso faz toda a diferença, para quem ensina e para quem aprende.
Feliz dia da professora! (E do professor também, meninos!)
Wednesday, September 05, 2012
Como aprender inglês (ou outra língua)
Muitas pessoas me perguntam qual a melhor maneira para aprender inglês. Minha resposta é sempre a mesma: depende...
Para quem é adulto, o principal é ter disciplina e não acreditar em mitos.
Há pesquisas que demonstram que, para quem mora em um país onde o inglês não é a primeira língua, é mais fácil para o adulto aprender do que para a criança, ao contrário do que reza o mito popular. Assim, a afirmação de que se aprende com mais facilidade quando se é criança só é estatisticamente válida quando se mora em um país de língua inglesa.
Então, adultos, deixem de lado essas crenças infundadas, arregacem as mangas e peguem o mouse!
Aqui vão dicas para quem não sabe nada ou sabe muito pouco de inglês e que não fala nenhum idioma além do nativo português:
1) Acostume-se com os sons do inglês. Há sites gratuitos que podem ajudar:
a) Neste, clique em consonants (consoantes). Depois, clique em voice (indica o papel das cordas vocais). Em seguida, clique em voiced (sonoras). Vão aparecer os símbolos fonéticos para os sons das consoantes sonoras (em que as cordas vocais vibram). Clique no primeiro símbolo e comece a praticar.
Você ouvirá a pronúnica do som e verá uma animação de como o som é produzido na boca. Do lado direito da tela aparece também um vídeo em que uma pessoa pronuncia palavras em que o som aparece.
Ouça e repita tantas vezes quantas achar necessário até se sentir confortável pronunciando os sons e palavras. Vá fazendo isso até se sentir bem pronunciando todos os sons do idioma.
Para quem precisa de variedade para se manter motivado, é só alternar a prática da pronúncia com as outras dicas que dou aqui.
2) Em seguida, aprenda os nomes das letras em inglês. Este site aqui é para crianças, mas é bem instrutivo. Saber pronunciar as letras é muito útil em viagens, quando temos de soletrar nosso nome, por exemplo, o que é frequente em hotéis ou para fazer reservas em restaurantes.
3) Saber entender e falar os números também muito útil em viagens.
4) Quando estiver confortável com os sons, letras e números, comece a treinar mais vocabulário básico, como os nomes de alguns alimentos, por exemplo. Sempre é bom saber pedir o que comer numa viagem, certo? Saber as partes do corpo também é útil. Vai que a comida não caia bem, é bom saber dizer para o médico onde dói! :-)
Para poder interagir com pessoas que aprendem e falam inglês, procure sites que promovam contatos com pessoas falantes do idoma.
E inscreva-se gratuitamente aqui no blog, para receber as atualizações. Deixe suas dúvidas e comentários. Vou adorar ler! Beijos e bons estudos!
Clipart do apaixonado pelo computador aqui.
Para quem é adulto, o principal é ter disciplina e não acreditar em mitos.
Há pesquisas que demonstram que, para quem mora em um país onde o inglês não é a primeira língua, é mais fácil para o adulto aprender do que para a criança, ao contrário do que reza o mito popular. Assim, a afirmação de que se aprende com mais facilidade quando se é criança só é estatisticamente válida quando se mora em um país de língua inglesa.
Então, adultos, deixem de lado essas crenças infundadas, arregacem as mangas e peguem o mouse!
Aqui vão dicas para quem não sabe nada ou sabe muito pouco de inglês e que não fala nenhum idioma além do nativo português:
1) Acostume-se com os sons do inglês. Há sites gratuitos que podem ajudar:
a) Neste, clique em consonants (consoantes). Depois, clique em voice (indica o papel das cordas vocais). Em seguida, clique em voiced (sonoras). Vão aparecer os símbolos fonéticos para os sons das consoantes sonoras (em que as cordas vocais vibram). Clique no primeiro símbolo e comece a praticar.
Você ouvirá a pronúnica do som e verá uma animação de como o som é produzido na boca. Do lado direito da tela aparece também um vídeo em que uma pessoa pronuncia palavras em que o som aparece.
Ouça e repita tantas vezes quantas achar necessário até se sentir confortável pronunciando os sons e palavras. Vá fazendo isso até se sentir bem pronunciando todos os sons do idioma.
Para quem precisa de variedade para se manter motivado, é só alternar a prática da pronúncia com as outras dicas que dou aqui.
2) Em seguida, aprenda os nomes das letras em inglês. Este site aqui é para crianças, mas é bem instrutivo. Saber pronunciar as letras é muito útil em viagens, quando temos de soletrar nosso nome, por exemplo, o que é frequente em hotéis ou para fazer reservas em restaurantes.
3) Saber entender e falar os números também muito útil em viagens.
4) Quando estiver confortável com os sons, letras e números, comece a treinar mais vocabulário básico, como os nomes de alguns alimentos, por exemplo. Sempre é bom saber pedir o que comer numa viagem, certo? Saber as partes do corpo também é útil. Vai que a comida não caia bem, é bom saber dizer para o médico onde dói! :-)
Para poder interagir com pessoas que aprendem e falam inglês, procure sites que promovam contatos com pessoas falantes do idoma.
E inscreva-se gratuitamente aqui no blog, para receber as atualizações. Deixe suas dúvidas e comentários. Vou adorar ler! Beijos e bons estudos!
Clipart do apaixonado pelo computador aqui.
Saturday, July 14, 2012
Qual sua desculpa para deixar de fazer a prova de inglês? Think again!
Vejo muitas pessoas que desistem fácil diante da menor dificuldade quando precisam fazer trabalhos, provas ou qualquer outra atividade escolar que requeira um pouco (às vezes muito pouco mesmo) de empenho e interesse. Qualquer motivo é pretexto para desistir da tarefa:
- dormi tarde ontem
- esse exercício é bobo
- estou cansado/a
- esse assunto é chato
- está muito frio (ou quente) na sala para me concentrar
- estou com gripe
A lista pode ir longe...
Ocorre que, para aprender, é preciso esforço e capacidade de frustrar-se e de adiar as recompensas (um futuro melhor, um bom emprego, uma melhor qualidade de vida). Isso se a pessoa é insensível ao grande prazer que é descobrir o novo, claro.
Para quem foi educado para gostar de aprender - sim, isso se aprende, sim! - todo dia é dia e toda hora é hora de descoberta. E a escola proporciona muitas delas.
Eu mesma tive de enfrentar muitas e muitas dificuldades para poder estudar, mas o que me movia era o gosto pelo conhecimento, que havia aprendido em casa com meus pais e meus irmaos. Nada me desestimulava: nem sono, nem gripe, nem chuva, nem ter de pegar 8 ônibus(sim 8, e ainda andar a pé uns bons pedaços) por dia para trabalhar como professora e fazer a faculdade!
E todas essas dificuldades só me ensinaram: a ser planejada para ter tempo de fazer tudo que precisava, para pegar o ônibus na hora certa, para calcular quanto dinheiro tinha para o almoço e se dava para comprar aquela blusa nova. Habilidades que depois vieram a ser úteis na minha carreira profissional.
Ao desistir diante de qualquer dificuldade o aluno se priva de desenvolver importantes formas de raciocínio, além de perder a chance de adquirir conhecimento científico sobre o mundo.
Para quem quer mesmo aprender, nada serve de desculpa. Sempre tive orgulho do meu esforço e da minha persistência. Mas hoje li algo no jornal que fez minhas dificuldades parecerem irrisórias e minha persistência, a coisa mais fácil do mundo.
Compartilho a história com os leitores para que se inspirem e, assim, quando bater aquela preguicinha e vontade de desistir, pensem duas vezes antes de deixar para lá.
Eu me recolho à minha muito mole vida, comparada à dessa menina da notícia. Beijos and keep on trying!!
Clipart gratuito baixado daqui.
- dormi tarde ontem
- esse exercício é bobo
- estou cansado/a
- esse assunto é chato
- está muito frio (ou quente) na sala para me concentrar
- estou com gripe
A lista pode ir longe...
Ocorre que, para aprender, é preciso esforço e capacidade de frustrar-se e de adiar as recompensas (um futuro melhor, um bom emprego, uma melhor qualidade de vida). Isso se a pessoa é insensível ao grande prazer que é descobrir o novo, claro.
Para quem foi educado para gostar de aprender - sim, isso se aprende, sim! - todo dia é dia e toda hora é hora de descoberta. E a escola proporciona muitas delas.
Eu mesma tive de enfrentar muitas e muitas dificuldades para poder estudar, mas o que me movia era o gosto pelo conhecimento, que havia aprendido em casa com meus pais e meus irmaos. Nada me desestimulava: nem sono, nem gripe, nem chuva, nem ter de pegar 8 ônibus(sim 8, e ainda andar a pé uns bons pedaços) por dia para trabalhar como professora e fazer a faculdade!
E todas essas dificuldades só me ensinaram: a ser planejada para ter tempo de fazer tudo que precisava, para pegar o ônibus na hora certa, para calcular quanto dinheiro tinha para o almoço e se dava para comprar aquela blusa nova. Habilidades que depois vieram a ser úteis na minha carreira profissional.
Ao desistir diante de qualquer dificuldade o aluno se priva de desenvolver importantes formas de raciocínio, além de perder a chance de adquirir conhecimento científico sobre o mundo.
Para quem quer mesmo aprender, nada serve de desculpa. Sempre tive orgulho do meu esforço e da minha persistência. Mas hoje li algo no jornal que fez minhas dificuldades parecerem irrisórias e minha persistência, a coisa mais fácil do mundo.
Compartilho a história com os leitores para que se inspirem e, assim, quando bater aquela preguicinha e vontade de desistir, pensem duas vezes antes de deixar para lá.
Eu me recolho à minha muito mole vida, comparada à dessa menina da notícia. Beijos and keep on trying!!
Clipart gratuito baixado daqui.
Wednesday, July 11, 2012
Não diga que é eunuco se quiser dizer que é único
Cuidado ao expressar em inglês a idéia de ser único em algo, como por exemplo:
"Sou a única mulher nesta sala que estudou tupi."("I'm the only woman in this room who has studied tupi").
Único em inglês pode ser traduzido como only ou unique.
Only passa a idéia de unidade, ou seja, de um único elemento, pessoa, objeto, etc num determinado contexto. Já unique dá a idéia de exclusivo, original, distinto de todo o resto. Posso dizer, então:
“Sou a única (only) mulher nesta sala que estudou tupi.” Mas existem muitas mulheres que estudaram tupi na faculdade como eu. Sei disso porque a sala estava sempre cheia delas. Rs, rs, rs.
Agora, para expressar em inglês que estudar tupi foi uma experiência muito diferente de tudo, ímpar, sem igual, preciso usar a palavra unique.
“Studying tupi was a unique experience.” (“Estudar tupi foi uma experiência única.”)
Também não podemos confundir only (único) com alone (sozinho) ou lonely (solitário).
Para exemplificar, conto um caso verídico:
O rapaz brasileiro aproxima-se de uma moça num bar em Nova Iorque e, para puxar papo, pergunta (ou pensa que pergunta) se ela está sozinha lá:
“Are you only here?”
Pensando ter perguntado "Você está sozinha aqui?", na verdade perguntou: “Você está apenas aqui?”
Ora, como poderia a moça estar lá no bar e em outro lugar ao mesmo tempo sem ter o poder da onipresença?O rapaz queria, na verdade, ter perguntado”: “Are you alone here?"
Não sei o que a moça respondeu, mas imagino que o rapaz tenha ido para casa desacompanhado. O que me lembra do eunuco do título desta mensagem.
Algumas vezes, na tentativa de dizer algo como “Sou o único homem para este cargo.” (“I’m the only man for this job.”), uma pessoa que não leia este blog (olha a pretensão!) pode dizer “I’m the unique man for this job.”, mas pronunciando unique (único, ímpar, sem igual) como eunuch (eunuco). Assim, o ouvinte entenderá “Sou o eunuco para este cargo.”
A menos que se trate de uma entrevista para guarda de harém, a palavra usada inadequadamente (deveria ser only) e ainda por cima com a pronúncia inadequada também, pode gerar algum mal entendido.
Assim, cuidado para não passar por eunuco quando quiser ser visto como único.
"Sou a única mulher nesta sala que estudou tupi."("I'm the only woman in this room who has studied tupi").
Único em inglês pode ser traduzido como only ou unique.
Only passa a idéia de unidade, ou seja, de um único elemento, pessoa, objeto, etc num determinado contexto. Já unique dá a idéia de exclusivo, original, distinto de todo o resto. Posso dizer, então:
“Sou a única (only) mulher nesta sala que estudou tupi.” Mas existem muitas mulheres que estudaram tupi na faculdade como eu. Sei disso porque a sala estava sempre cheia delas. Rs, rs, rs.
Agora, para expressar em inglês que estudar tupi foi uma experiência muito diferente de tudo, ímpar, sem igual, preciso usar a palavra unique.
“Studying tupi was a unique experience.” (“Estudar tupi foi uma experiência única.”)
Também não podemos confundir only (único) com alone (sozinho) ou lonely (solitário).
Para exemplificar, conto um caso verídico:
O rapaz brasileiro aproxima-se de uma moça num bar em Nova Iorque e, para puxar papo, pergunta (ou pensa que pergunta) se ela está sozinha lá:
“Are you only here?”
Pensando ter perguntado "Você está sozinha aqui?", na verdade perguntou: “Você está apenas aqui?”
Ora, como poderia a moça estar lá no bar e em outro lugar ao mesmo tempo sem ter o poder da onipresença?O rapaz queria, na verdade, ter perguntado”: “Are you alone here?"
Não sei o que a moça respondeu, mas imagino que o rapaz tenha ido para casa desacompanhado. O que me lembra do eunuco do título desta mensagem.
Algumas vezes, na tentativa de dizer algo como “Sou o único homem para este cargo.” (“I’m the only man for this job.”), uma pessoa que não leia este blog (olha a pretensão!) pode dizer “I’m the unique man for this job.”, mas pronunciando unique (único, ímpar, sem igual) como eunuch (eunuco). Assim, o ouvinte entenderá “Sou o eunuco para este cargo.”
A menos que se trate de uma entrevista para guarda de harém, a palavra usada inadequadamente (deveria ser only) e ainda por cima com a pronúncia inadequada também, pode gerar algum mal entendido.
Assim, cuidado para não passar por eunuco quando quiser ser visto como único.
Sunday, June 24, 2012
É ridículo dizer moda fashion. Saiba por quê.
Tenho ouvido na TV alguns apresentadores dizerem que estão mostrando um desfile de moda fashion; ou que na cidade está se realizando um grande evento de moda fashion. Será que é preciso explicar por que não se deve falar assim? Acho que não. Mas vocês sabem como é professor, certo? Adora explicar, mesmo que ninguém tenha perguntado.
Ora, moda e fashion são duas palavras que significam a mesma coisa! Trata-se de uma redundância. É como dizer: "Vai haver uma grande liquidação sales". Ou, para não esquecer a já clássica e infeliz expressão, que depois de muito usada com ar superior por alguns, hoje desperta frouxos de riso em quem ouve: "Vou fazer um MBA para ter um plus a mais em meu currículo."
O excelente dicionário www.answers.com ensina que fashion, style, mode e vogue são sinônimos, embora sejam palavras usadas em registros e contextos diferentes.
O dicionário Aurélio informa-nos que moda vem de mode, do francês. Portanto, moda em português equivale a fashion em inglês.
Creio que as pessoas dizem moda fashion para referir-se ao que há de mais moderno em voga. Por que não dizer então: Moda atual, moda contemporânea, últimos lançamentos da moda? Que se diga "Semana fashion" em vez de "Semana da moda", já é difícil de aguentar; agora, moda fashion, já é demais... Ou não? O que vocês acham? Deixe seu comentário aqui. Vou adorar ler.
Clipart source
Ora, moda e fashion são duas palavras que significam a mesma coisa! Trata-se de uma redundância. É como dizer: "Vai haver uma grande liquidação sales". Ou, para não esquecer a já clássica e infeliz expressão, que depois de muito usada com ar superior por alguns, hoje desperta frouxos de riso em quem ouve: "Vou fazer um MBA para ter um plus a mais em meu currículo."
O excelente dicionário www.answers.com ensina que fashion, style, mode e vogue são sinônimos, embora sejam palavras usadas em registros e contextos diferentes.
O dicionário Aurélio informa-nos que moda vem de mode, do francês. Portanto, moda em português equivale a fashion em inglês.
Creio que as pessoas dizem moda fashion para referir-se ao que há de mais moderno em voga. Por que não dizer então: Moda atual, moda contemporânea, últimos lançamentos da moda? Que se diga "Semana fashion" em vez de "Semana da moda", já é difícil de aguentar; agora, moda fashion, já é demais... Ou não? O que vocês acham? Deixe seu comentário aqui. Vou adorar ler.
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Wednesday, May 23, 2012
Não torça o nariz para os quitutes da Maria Luiza!
A leitora Maria Luiza me pergunta, a respeito do texto sobre implicância alimentar, como dizer em inglês, “Alguém que torce o nariz para os meus quitutes”.
Primeiro, pensei que quitutes seria bem traduzido por delicacies, plural de delicacy. Mas resolvi investigar outros sinônimos e descobri outra verdadeira delícia, não culinária, mas vocabular: kickshaw!
Meu incansável e inseparável dicionário (www.answers.com/) online, gratuito, com som, tradução para várias línguas e etimologia da palavra, mais uma vez não me falhou.
Segundo o Answers (olha a intimidade com o dicionário!), kickshaw deriva do francês quelque chose (qualquer coisa), no sentido de algo especial, bom, como em “Essa musse de chocolate está qualquer coisa (de bom)!”
Quanto à expressão torcer o nariz, em português significa o mesmo que desaprovar, desdenhar. Poderíamos traduzir como disapprove, disparage. Contudo, como temos aí uma expressão idiomática relacionada a uma expressão facial, ou seja, o ato de franzir ou torcer o nariz para demonstrar que desgostamos de algo, creio que para uma boa tradução, o melhor seria escolher uma expressão que guardasse uma maior proximidade entre a idéia comunicada em português e a traduzida para o inglês. Sendo assim, acredito que torcer o nariz, em inglês, fica bem traduzido como frown on/upon, que significa franzir a testa. Muda a parte do rosto sendo franzida, mas a idéia é a mesma. :-)
E vejam só o que descobri em outro ótimo dicionário gratuito online: frown deriva do francês, froigner, que significa, literalmente, virar o nariz para cima, ou seja, torcer o nariz! Fascinante, não?
Assim, Maria Luiza, sua frase ficaria:
“Someone who frowns on/upon my kickshaws.”
Agora você já pode dizer para esses inconvenientes que ousam desdenhar da sua culinária: “Don’t frown upon my kickshaws!” (“Não torçam o nariz para meus quitutes!”).
Ressalto que tanto a palavra quitutes como kickshaws não são muito frequentes nos seus idiomas de origem, por isso a tradução de quitute para kickshaw ser apropriada nesse contexto. Ambas as palavras têm um tom mais formal. Além disso, a expressão frown on/upon também é usada em contextos menos informais. Um termo mais coloquial para expressar a mesma ideia seria look down on. Ex.: They looked down on the food I had worked so hard to prepare. (Eles desdenharam / fizeram pouco da comida que me esforcei tanto para preparar.)
Viram como tradutor sofre? Rsrsrsrs... Não basta saber a palavra no outro idioma. Temos de saber quem falou, para quem falou, com que intenção e em que contexto sociocultural... E depois traduzir tudo isso e não necessariamente todas as palavras. Mas isso é assunto para outro post.
Primeiro, pensei que quitutes seria bem traduzido por delicacies, plural de delicacy. Mas resolvi investigar outros sinônimos e descobri outra verdadeira delícia, não culinária, mas vocabular: kickshaw!
Meu incansável e inseparável dicionário (www.answers.com/) online, gratuito, com som, tradução para várias línguas e etimologia da palavra, mais uma vez não me falhou.
Segundo o Answers (olha a intimidade com o dicionário!), kickshaw deriva do francês quelque chose (qualquer coisa), no sentido de algo especial, bom, como em “Essa musse de chocolate está qualquer coisa (de bom)!”
Quanto à expressão torcer o nariz, em português significa o mesmo que desaprovar, desdenhar. Poderíamos traduzir como disapprove, disparage. Contudo, como temos aí uma expressão idiomática relacionada a uma expressão facial, ou seja, o ato de franzir ou torcer o nariz para demonstrar que desgostamos de algo, creio que para uma boa tradução, o melhor seria escolher uma expressão que guardasse uma maior proximidade entre a idéia comunicada em português e a traduzida para o inglês. Sendo assim, acredito que torcer o nariz, em inglês, fica bem traduzido como frown on/upon, que significa franzir a testa. Muda a parte do rosto sendo franzida, mas a idéia é a mesma. :-)
E vejam só o que descobri em outro ótimo dicionário gratuito online: frown deriva do francês, froigner, que significa, literalmente, virar o nariz para cima, ou seja, torcer o nariz! Fascinante, não?
Assim, Maria Luiza, sua frase ficaria:
“Someone who frowns on/upon my kickshaws.”
Agora você já pode dizer para esses inconvenientes que ousam desdenhar da sua culinária: “Don’t frown upon my kickshaws!” (“Não torçam o nariz para meus quitutes!”).
Ressalto que tanto a palavra quitutes como kickshaws não são muito frequentes nos seus idiomas de origem, por isso a tradução de quitute para kickshaw ser apropriada nesse contexto. Ambas as palavras têm um tom mais formal. Além disso, a expressão frown on/upon também é usada em contextos menos informais. Um termo mais coloquial para expressar a mesma ideia seria look down on. Ex.: They looked down on the food I had worked so hard to prepare. (Eles desdenharam / fizeram pouco da comida que me esforcei tanto para preparar.)
Viram como tradutor sofre? Rsrsrsrs... Não basta saber a palavra no outro idioma. Temos de saber quem falou, para quem falou, com que intenção e em que contexto sociocultural... E depois traduzir tudo isso e não necessariamente todas as palavras. Mas isso é assunto para outro post.
Thursday, May 17, 2012
Quanto tempo leva para se preparar para o TOEFL
Muitos leitores me perguntam quanto tempo é necessário para alguém se preparar para fazer o TOEFL.
Vou explicar essa questão aqui fazendo uma comparação com a seguinte pergunta:
Quanto tempo se leva para chegar até o Rio de Janeiro?
A resposta é: depende...
Depende do quê?
Primeiro de tudo: de onde você está partindo? Se estiver em Macapá pode levar mais tempo do que se estiver em São Paulo.
Segundo: como você vai fazer a viagem? A pé, de carro, de avião? Isso interfere no tempo que a viagem vai durar.
Terceiro: do que você precisa para fazer essa viagem? Para começar, disposição, motivação (interna ou por pressão externa, como ter de ir a trabalho, por exemplo). Depois, tempo e dinheiro. Isso vai variar dependendo das condições da viagem. Se quiser chegar mais rápido, vai precisar investir mais. Se não quiser ou não puder investir muito, vai precisar de mais tempo ou conseguir outros meios financeiramente mais viáveis.
Assim é com o TOEFL.
O que determina quanto tempo você vai precisar para se preparar depende muito dos seus pontos de partida e de chegada. O ponto de partida é: quanto inglês você já sabe. O ponto de chegada é: a nota que você precisa alcançar no exame.
A leitora Elaine Pereira me pergunta se duas horas de estudos por dia são suficientes. Para determinar isso, só sabendo em que nível a pessoa está (ponto de partida) e qual a nota e em quanto tempo a pessoa precisa estar com o resultado (ponto de chegada). Voltando à metáfora da viagem: Consigo chegar ao Rio de Janeiro andando duas horas por dia? Depende de onde você está saindo e a que velocidade anda por dia. Ou seja, depende de quanto você já sabe de inglês (ponto de partida) e de quanto vai conseguir aprender em duas horas por dia (rendimento da aprendizagem) além de qual resultado você precisa alcançar (ponto de chegada).
No TOEFL não há uma nota mínima de aprovação. Em princípio, pessoas de qualquer nível de conhecimento de inglês podem fazer o exame e receber uma nota (um score). Essa nota permite a empresas e escolas que utilizam o TOEFL como referência para escolher candidatos, saber quanto de inglês essa pessoa pode entender e produzir, indo do nível mais iniciante ao mais avançado, que seria semelhante ao de um falante nativo e com boa instrução formal.
Para determinar seu ponto de partida, leia as sugestões aqui.
Beijo a todos e boa viagem! :-)
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Vou explicar essa questão aqui fazendo uma comparação com a seguinte pergunta:
Quanto tempo se leva para chegar até o Rio de Janeiro?
A resposta é: depende...
Depende do quê?
Primeiro de tudo: de onde você está partindo? Se estiver em Macapá pode levar mais tempo do que se estiver em São Paulo.
Segundo: como você vai fazer a viagem? A pé, de carro, de avião? Isso interfere no tempo que a viagem vai durar.
Terceiro: do que você precisa para fazer essa viagem? Para começar, disposição, motivação (interna ou por pressão externa, como ter de ir a trabalho, por exemplo). Depois, tempo e dinheiro. Isso vai variar dependendo das condições da viagem. Se quiser chegar mais rápido, vai precisar investir mais. Se não quiser ou não puder investir muito, vai precisar de mais tempo ou conseguir outros meios financeiramente mais viáveis.
Assim é com o TOEFL.
O que determina quanto tempo você vai precisar para se preparar depende muito dos seus pontos de partida e de chegada. O ponto de partida é: quanto inglês você já sabe. O ponto de chegada é: a nota que você precisa alcançar no exame.
A leitora Elaine Pereira me pergunta se duas horas de estudos por dia são suficientes. Para determinar isso, só sabendo em que nível a pessoa está (ponto de partida) e qual a nota e em quanto tempo a pessoa precisa estar com o resultado (ponto de chegada). Voltando à metáfora da viagem: Consigo chegar ao Rio de Janeiro andando duas horas por dia? Depende de onde você está saindo e a que velocidade anda por dia. Ou seja, depende de quanto você já sabe de inglês (ponto de partida) e de quanto vai conseguir aprender em duas horas por dia (rendimento da aprendizagem) além de qual resultado você precisa alcançar (ponto de chegada).
No TOEFL não há uma nota mínima de aprovação. Em princípio, pessoas de qualquer nível de conhecimento de inglês podem fazer o exame e receber uma nota (um score). Essa nota permite a empresas e escolas que utilizam o TOEFL como referência para escolher candidatos, saber quanto de inglês essa pessoa pode entender e produzir, indo do nível mais iniciante ao mais avançado, que seria semelhante ao de um falante nativo e com boa instrução formal.
Para determinar seu ponto de partida, leia as sugestões aqui.
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