Thursday, January 28, 2010

Os indesejáveis do verão


O verão de 2010 trouxe uma série de coisas indesejáveis para nosso querido Brasil, como o mosquito da dengue, as enchentes, viroses no litoral e o by em todo lugar. Explico:
Agora, nada mais é da autoria ou propriedade de alguém. Tudo é by (que quer dizer de ou por em português).
Alguns exemplos da imprensa e publicidade:

"Foto by Fulano de Tal",  em vez de "Foto de Fulano de Tal".
"Creme hidratante by Fulana de Tal", em vez de "Creme hidratante da Fulana de Tal".

De onde veio essa praga, gente? Teria sido trazida pelo El Niño?
Como é que se combate isso? Inseticida acaba com insetos. Seria necessário inventar um Byticida???!?

Não, não é preciso inventar tecnologia nova. Essa praga, que serve apenas para dar um (falso) ar  de sofisticação como se escrever a boa e velha preposição de em português deixasse o produto ou a obra menos nobre, pode ser facilmente combatida com bons professores de redação em agências de publicidade, faculdades de comunicação, jornalismo etc, etc.

Na minha modesta opinião, qualquer produto ou trabalho que seja by Fulano, sempre me passa a impressão de provincianismo e não da pretendida sofisticação. Por isso, nem olho.


Então, se você souber de alguém contaminado com by, professor de português nele! Produto disponível em qualquer cidade do Brasil! Em pessoa ou virtualmente!

Friday, January 22, 2010

100 no Toefl iBT

Recebi um e-mail cuja resposta pode interessar a outros leitores. Então, publico aqui.
Primeiro, o e-mail:

"Gostaria de uma ajuda: estou precisando acelerar meus conhecimentos em inglês, pois necessito tirar nota 100 no TOEFL IBT. O problema é que parei, ano passado, no nível intermediário de um curso regular de inglês. Considero-me, para dizer a verdade, uma aluna do básico-quase-intermediário, digamos assim. O que você me aconselha: aulas paticulares ou em grupo em cursos preparatórios para o teste? Alguma sugestão de professor ou escola em Brasília?"


Para quem está iniciando um curso intermediário de inglês, um Toefl com nota 100 é alto, uma vez que a nota máxima do exame é 120. As melhores universidades americanas exigem notas altas de Toefl como um dos pré-requisitos para admissão.


Para alguém no nível intermediário, o maior desafio, com certeza, é a parte oral do exame (speaking), seguida da de redação (writing). Mas é possível compensar uma nota mais baixa nessas seções com melhores resultados nas outras.
Contudo, o candidato de nível intermediário precisará dedicar um bom número de horas de estudos para alcançar esses objetivos. Tudo vai depender do tempo que tiver para estudar, da disciplina que tiver e da orientação que receber, seja de professor particular ou de um curso, presencial ou a distância.


Recomendo que o estudo se inicie pelas habilidades receptivas: leitura e depois compreensão oral, para em seguida passar para gramática, redação e finalmente conversação. Claro que todas essas habilidades podem ser desenvolvidas ao mesmo tempo. Mas, se a pessoa for estudar sozinha, fazendo nessa sequência que indico fica mais fácil, pois uma habilidade vai construindo competências para as habilidades seguintes.
A gramática não é  testada em uma seção específica, mas sim na redação e conversação. Então, para quem está iniciando um nível intermediário, recomendo fazer os exercícios do Toefl paper-based. E fazer muito, muito, muito, pois a gramática é (apenas) um dos requisitos para se escrever bem.


Infelizmente, não conheço ninguém para indicar em Brasília para a leitora que me escreveu. Posso sugerir que ela procure escolas renomadas e veja se têm o curso ou se podem indicar um professor particular.
Aqui no blog também há várias outras dicas sobre como se preparar para o Toefl.








clipart gratuito

Thursday, January 21, 2010

Como aprender inglês (ou outra língua)


A enquete aqui do pé da página (você já votou?) me indica que a maioria dos votantes até agora pede dicas de como aprender inglês.
Para quem é adulto, o principal é ter disciplina e não acreditar em mitos.
Há pesquisas que demonstram que é mais fácil para o adulto aprender do que para a criança que mora em país onde não se fala o inglês. Assim, a afirmação de que se aprende com mais facilidade quando se é criança só é estatisticamente válida quando se mora em um país de língua inglesa.
Então, adultos, deixem de lado essas crenças infundadas, arregacem as mangas e peguem o mouse.
Aqui vão dicas para quem não sabe nada ou sabe muito pouco de inglês e que não fala nenhum idioma além do nativo português:
1) Acostume-se com os sons do inglês. Há sites gratuitos que podem ajudar:
a) Neste, clique em consonants (consoantes). Depois, clique em voice (indica o papel das cordas vocais). Em seguida, clique em voiced (sonoras). Vão aparecer os símbolos fonéticos para os sons das consoantes sonoras (em que as cordas vocais vibram). Clique no primeiro símbolo e comece a praticar.
Você ouvirá a pronúnica do som e verá uma animação de como o som é produzido na boca. Do lado direito da tela aparece também um vídeo em que uma pessoa pronuncia palavras em que o som aparece.
Ouça e repita tantas vezes quantas achar necessário até se sentir confortável pronunciando os sons e palavras. Vá fazendo isso até se sentir bem pronunciando todos os sons do idioma.
Para quem precisa de variedade para se manter motivado, é só alternar a prática da pronúncia com as outras dicas que dou aqui.
2) Em seguida, aprenda os nomes das letras em inglês. Este site aqui é para crianças, mas é bem instrutivo. Saber as letras é muito útil em viagens, quando temos de soletrar nosso nome, por exemplo, o que é frequente em hotéis ou restaurantes.
3) Saber entender e falar os números também muito útil em viagens.
4) Quando estiver confortável com os sons, letras e números, comece a treinar mais vocabulário básico, como os nomes de alguns alimentos, por exemplo. Sempre é bom saber pedir o que comer numa viagem, certo? Saber as partes do corpo também é útil.
Para poder interagir com pessoas que aprendem e falam inglês, inscreva-se gratuitamente no Livemocha. As lições são para iniciantes.
E inscreva-se gratuitamente aqui no blog, para receber as atualizações. Deixe suas dúvidas e comentários. Vou adorar ler! Beijos e bons estudos!


Clipart do apaixonado pelo computador aqui.


Friday, January 15, 2010

Pensamento para o fim de semana

"A teacher is a person who never says anything once." - Howard Nemerov.
"O professor é aquela pessoa que nunca diz nada uma vez só."


E é verdade! Mesmo porquê, são raríssimos os alunos que aprendem algo, principalmente em língua estrangeira, ouvindo uma só vez. Por isso, o professor de idiomas tem de estar preparado para repetir algumas coisas centenas de vezes, pois mesmo o aluno que se esforça muito para aprender, também precisa ouvir muitas vezes a mesma pronúncia, entonação, palavra, estrutura etc, antes de conseguir produzir adequadamente.


Em língua estrangeira, repetir é preciso.


Bom fim de semana!!

Sunday, January 10, 2010

Mais moda

Quem lê sempre meu blog já sabe como sigo a moda...
Mas estou sempre interessada no assunto vestuário. O que vestimos (ou despimos) faz parte da identidade de um povo e, em um único povo, podemos encontrar incontáveis  formas de vestir (ou despir), que refletem a identidade de grupos ou indivíduos.
A indumentária, portanto, qualquer que seja, é parte da cultura e, para quem aprende um idioma estrangeiro, conhecer a cultura é essencial.
Já falei aqui sobre a gramática social, ou seja, as regras que devemos seguir para não dizermos o que pode estar correto gramaticalmente mas que fere as normas do convívio social de uma determinada cultura. Evidentemente, o vestuário faz parte dessas regras. Todos sabemos, por exemplo, como em cada local de culto religioso há um código de vestimenta (em inglês, dress code) específico: por exemplo, em alguns templos os homens cobrem a cabeça, enquanto em outros, cobrir a cabeça é sinal de desrespeito. Em alguns, não se entra de pés descalços, enquanto, em outros, pés calçados são uma heresia. Tudo depende das normas de conduta da religião específica que é praticada no local.

Antigamente, os homens brasileiros só saíam de casa de terno e gravata, mesmo nas horas de lazer, a não ser que estivessem indo à praia ou fossem fazer algum esporte. Hoje em dia, muitos saem até para eventos sociais de camiseta regata, bermuda e chinelos de dedo (flip-flops), o que só seria permitido como roupa de praia há algumas dezenas de anos.



A cultura do vestir (ou despir) muda com o tempo, assim como as normas para falar a língua, por influências diversas. É preciso manter-se atualizado sobre todas essas mudanças.

Concluindo: para interagir com culturas estrangeiras ou de fora de nosso grupo social, sempre é bom ter em mente que a vestimenta faz parte da cultura e é, em si, uma linguagem que comunica diversas mensagens. Trata-se de mais uma gramática que precisamos aprender para bem nos comunicarmos em língua estrangeira. Senão, corremos o risco de parecer fora de moda, ou peixe fora d'água...







E para professores que quiserem preparar aulas sobre roupas e para minhas alunas que trabalham com moda, aqui há clipart gratuito, variado e bonitinho! E aqui uma lista de sites com mais clipart gratuito de roupas.

Monday, December 28, 2009

Happy New Year!

Começou a contagem regressiva para o Ano Novo!
2010 vem chegando e quero aproveitar mais uma vez para agradecer às centenas de leitores que, diariamente, visitaram essas páginas  em 2009.
Agora você pode participar, deixando suas opiniões ao final de cada mensagem, apenas clicando em um dos botões de reação ou respondendo à enquete no final da página.
Espero vê-los aqui em 2010, cada vez mais!
Happy New Year!!


O clipart gratuito do homem que comemora o Réveillon é daqui.

Saturday, December 26, 2009

Como se diz Réveillon em inglês? E em português, hein?!!?


Antigamente (não tão antigamente assim, pois me lembro e não sou tão velhinha...), era comum batizar lugares com nomes franceses e usar palavras francesas para designar objetos do dia a dia. Quando saíamos para dançar, não íamos para a balada, mas para a boîte (boate), que, na minha cidade, se chamava Chez Moi (Minha Casa ou Na Minha Casa) . Na coluna social do jornal, para dizer qual era o nome de solteira de uma mulher, se escrevia antes do sobrenome: neé Silva, ou seja, nascida com o nome de Silva. Quando alguém estava tendo um caso com outra pessoa, ou seja, ficando, dizia-se que estavam tendo um affaire. Para ir ao banheiro em um lugar público, pedíamos para ir ao toilette... E por aí afora... Muitas dessas palavras estão presentes em nosso vocabulário, mas nem nos lembramos mais de onde vieram: restaurante, abajur, tricô...
É francesa também a palavra Réveillon (pronunciamos rêvêión), que utilizamos para designar a passagem do ano, a véspera do primeiro dia do ano. Em inglês, dizemos New Year's, que é uma abreviação de New Year's Eve (Véspera de Ano Novo). Pensando bem, talvez nem tanta gente diga  Réveilon para se referir à passagem de ano... Acho que muitas pessoas estão passando a dizer Ano Novo. Por exemplo: "Onde você vai passar o Ano Novo?. Eu, como sou do século passado, continuo dizendo Réveillon mesmo. É um jeito de preservar um pouco a história da influência do francês em nossa língua, hoje repleta de termos do inglês, um fenômeno natural, embora algumas vezes os empréstimos sejam desnecessários. Mas isso é assunto para outra mensagem.
Então, agora que já sabemos tudo isso, é só comemorar!
Bom Réveillon! Feliz Ano Novo!!!
Happy New Year!