Mas estou sempre interessada no assunto vestuário. O que vestimos (ou despimos) faz parte da identidade de um povo e, em um único povo, podemos encontrar incontáveis formas de vestir (ou despir), que refletem a identidade de grupos ou indivíduos.
A indumentária, portanto, qualquer que seja, é parte da cultura e, para quem aprende um idioma estrangeiro, conhecer a cultura é essencial.
Já falei aqui sobre a gramática social, ou seja, as regras que devemos seguir para não dizermos o que pode estar correto gramaticalmente mas que fere as normas do convívio social de uma determinada cultura. Evidentemente, o vestuário faz parte dessas regras. Todos sabemos, por exemplo, como em cada local de culto religioso há um código de vestimenta (em inglês, dress code) específico: por exemplo, em alguns templos os homens cobrem a cabeça, enquanto em outros, cobrir a cabeça é sinal de desrespeito. Em alguns, não se entra de pés descalços, enquanto, em outros, pés calçados são uma heresia. Tudo depende das normas de conduta da religião específica que é praticada no local.
Antigamente, os homens brasileiros só saíam de casa de terno e gravata, mesmo nas horas de lazer, a não ser que estivessem indo à praia ou fossem fazer algum esporte. Hoje em dia, muitos saem até para eventos sociais de camiseta regata, bermuda e chinelos de dedo (flip-flops), o que só seria permitido como roupa de praia há algumas dezenas de anos.
Concluindo: para interagir com culturas estrangeiras ou de fora de nosso grupo social, sempre é bom ter em mente que a vestimenta faz parte da cultura e é, em si, uma linguagem que comunica diversas mensagens. Trata-se de mais uma gramática que precisamos aprender para bem nos comunicarmos em língua estrangeira. Senão, corremos o risco de parecer fora de moda, ou peixe fora d'água...
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