Monday, December 18, 2006

Resposta aberta ao Gui

Bem, para entender esta resposta, vocês precisam ler a Charadinha e a resposta do Gui.
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Já leram?
Pois então, esta é para vestibulandos:
Qual foi a pergunta da charadinha?
A resposta do Gui respondeu à pergunta?
A resposta do Gui está certa ou errada, Lombardiiiiii?*
Aguardo seus comentários.


*Aos meus leitores de Portugal: essa brincadeira faz referência a um bordão de um apresentador de TV muito famoso no Brasil, chamado Sílvio Santos, que se dirige assim ao seu locutor no programa do tipo perguntas e respostas (Quiz shows nos EUA).

Thursday, December 14, 2006

Vestibular Mackenzie 2007 - inglês

O Mackenzie tem à disposição para download o exame, gabarito e comentários sobre a prova de inglês 2007. Para ver, clique aqui. O site está muito bem organizado, com possibilidade de se ler a prova em PDF ou HTML. Cool!

Quanto aos meus comentários, só mais tarde, depois de eu dar minhas aulas do dia (Sim, alunos particulares continuam tendo aulas em dezembro! Quem quer aprender o idioma e não só tirar nota para passar de ano, continua estudando. Meus alunos de conversação só param dia 22.12. Isso é que é esforço concentrado, senhores do Senado e do Congresso! Rs,rs,rs)

Depois, ainda tenho de corrigir e despachar uma tradução.
Mas não vejo a hora de ter um tempinho e avaliar se a prova do Mackenzie teve o mesmo grau de dificuldade da prova de inglês da Fuvest.
Não percam!
Beijos aos vestibulandos e pais de.

Tuesday, December 12, 2006

Charadinha

O que esses produtos/serviços têm em comum?

1. Hospedagem em hotel: 3 dias totalmente gratuito.
2. Camisetas e shorts infantil.
3. Lindas saias bordada.

Quem vai responder à pergunta mais rápido?
Tic-tac-tic-tac...

Sunday, December 10, 2006

Mais duas estratégias: prova de inglês da Fuvest 2007

Eu já havia dado uma estratégia para entender o primeiro texto de inglês da Fuvest 2007: acionar conhecimento prévio sobre o assunto. Em outra mensagem coloquei um link para um texto sobre o tema tratado na prova, mas em português.
Uma outra estratégia, combinada à anterior, que pode facilitar a compreensão do texto, é procurar as palavras de grafia semelhantes ao português e tentar inferir o significado das palavras deconhecidas a partir do conhecimento do assunto + o reconhecimento das palavras de grafia parecida com o nosso idioma.
Transcrevi o texto da prova e marquei em vermelho as palavras que, mesmo que o candidato deconhecesse, poderia reconhecer por sua semelhança com o português ("sua semelhança" refere-se à similaridade entre as palavras inglesas e as portuguesas e não à semelhança do candidato com o habitante ou originário de Portugal!)

CHILE, which has South America's most successful economy, elected its first female president. But the lot of Chilean women is by many measures worse than that of their sisters elsewhere in the region. A smaller proportion of them work (see chart) and fewer achieve political power. According to a recent report by the Inter-Parliamentary Union, an association of parliaments, 15% of representatives in the lower house of Chile's Congress are women, less than half the proportion in Costa Rica and Argentina and below the level in eight other countries in the region, including Venezuela and Bolivia. Chilean women hope that Michelle Bachelet's presidency will improve their position but there are worries that she will do more harm than good. (site do original: this year. But the of www.economist.com/displayStory.cfm?story_id=7281220)

O texto tem 121 palavras e 39 delas são parecidas com o português, ou seja, 31% das palavras podem ser reconhecidas, mesmo que não se tenha o conhecimento desse vocabulário. Claro que entre elas pode haver palavras parecidas com o português mas de significado diferente. Mas isso é assunto para outra mensagem!

Mesmo assim o texto continua complicado? Será que é por que você não conhece as 200 palavras mais comuns em inglês? Visite este site e veja se sabe o significado das palavras mais comuns ( o site traz a tradução para o espanhol). Depois, leia o texto da prova de novo. A compreensão melhora? Deixe aqui seu recadinho, que eu vou contando o caminho das pedras para ler em inglês, tá?

Wednesday, December 06, 2006

Site gratuito para o SAT -Mas serve para TOEFL!

Esta mensagem vai para ajudar meu sobrinho Guilherme e outras pessoas que queiram preparar-se para o TOEFL ou SAT.
O site http://www.number2.com/ oferece lições e acompanhamento (eletrônico) gratuito para candidatos ao exame SAT ("vestibular" dos americanos), mas alguns exercícios servem para preparar para o TOEFL: leitura, vocabulário e redação.
O aluno inscreve-se e pode até indicar o e-mail de um professor (ou da tia!) para que este acompanhe as tarefas que o aluno vai fazendo.
É meu site preferido para esse tipo de exame.
Eu me inscrevi como aluna e fiz toda a série de exercícios de vocabulário e sempre que demorava para voltar ao site recebia uma mensagem do tipo "Cara fulana, faz 10 dias que você não acessa..." Mesmo fazendo os exercícios só para conhecer, dava uma culpa... (rs,rs,rs). O site também mostra as estatísticas de erro e do tipo de erro feito.

Tuesday, December 05, 2006

TOEFL

O TOEFL (Test of English as a Foreign Language) passou por muitas mudanças desde 1991, quando comecei a preparar alunos para o exame.
A última mudança, implantada no Brasil a partir de outubro de 2006, foi a que mais me agradou. Acho que o exame ficou mais difícil, porém mais adequado para avaliar as habilidades lingüísticas do aluno. Também acho que passou a exigir habilidades de raciocínio mais elevadas do que as necessárias anteriormente, quando a memória era a capacidade preponderante.
Hoje em dia, para estar bem preparado, o aluno precisa saber, além do inglês, como extrair e resumir conteúdo de textos escritos e orais. Isso requer o uso de funções cognitivas como levantamento de dados com precisão e exatidão, consideração de mais de duas fontes de informação e discriminação entre dados relevantes e irrelevantes, para citar apenas algumas. Tudo isso tem de ser ativado em pouco tempo. Assim, o aluno precisa desenvolver essas habilidades juntamente com seu conhecimento de língua inglesa, se quiser obter um bom resultado.
Pretendo postar mais dicas sobre o exame nas próximas semanas.
Para visitar o site (sítio, em português) oficial do exame, clique aqui.
Se quiser mais informações sobre como preparar-se, deixe uma mensagem aqui, ou mande-me um e-mail: ana.scatena@gmail.com

Sunday, December 03, 2006

Técnica de leitura para inglês da Fuvest 2007

Esta mensagem foi escrita para ajudar meu sobrinho Danilo e outros vestibulandos a entenderem os textos de inglês da Fuvest 2007.

Nem sempre o vocabulário desconhecido é o principal vilão da prova de inglês. Como nenhum texto escrito ou oral existe isolado do mundo, quando o vestibulando tem informação prévia sobre o assunto abordado, a falta de conhecimento vocabular pode causar dificuldades, mas que são superáveis com o uso de estratégias adequadas.
Todo texto precisa ser lido levando em consideração sua intertextualidade, ou seja, sua relação com outros textos existentes.
O primeiro texto da prova de inglês da Fuvest 2007 tratava de um fato ocorrido recentemente na América Latina e que recebeu intensa cobertura de TV e jornal. Para o vestibulando que acompanha os noticiários televisivos ou lê jornal diariamente (não vale ser só de vez em quando!), o tema do texto não foi novidade.
Para demonstrar como a intertextualidade funciona, proponho uma atividade.
Leiam este texto antes e depois o primeiro texto de inglês da Fuvest 2007.
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. (tempo para a leitura) :-)
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E aí, ficou mais fácil entender o texto em inglês? Quero ver seus comentários aqui, ok?
Se não ficou mais fácil, deixem uma mensagem para mim no Blog que eu ensino a próxima estratégia. Garanto que com alguns exercícios a compreensão vai aumentar (e sem usar o dicionário, hein!). Boa leitura!

Thursday, November 30, 2006

Prova da inglês da Fuvest 2007

A prova de inglês da Fuvest de 2007 contou com dois textos de publicações importantes em língua inglesa: um da revista britânica The Economist e outro do site do jornal The New York Times. Embora os textos não tenham sido simplificados para facilitar a compreensão, o candidato com boas estratégias de leitura poderia acertar todas as questões com tranqüilidade.
Sabendo ignorar as palavras deconhecidas e utilizar os cognatos presentes no texto, o aluno poderia responder as 4 questões sobre informações específicas, ou seja, aquelas iniciadas por "Accoding to the text...".
Já a questão sobre a idéia central ("In the text, the central idea is...") poderia ser respondida com uma leitura geral do texto e atenção para as palavras-chave gene, genetically, obesity, que se repetem e cuja compreensão é facilitada pelo fato de serem parecidas com palavras em português (palavras cognatas). Além disso, reconhecer o tópico frasal "But they learned that genes were important, too" no primeiro parágrafo garantiria a escolha da alternativa correta.

Friday, November 24, 2006

Palavras que me irritam_1


Governabilidade - Por que não dizer governo? Está em moda dizer que é preciso garantir a governabilidade do país.
Ora, até bem pouco tempo, essa palavra não constava do dicionário.
Governo vem de governar: exercer governo de; imperar em; dirigir; administrar, conforme nos informa o Aurélio. Portanto, por que não dizer "é preciso garantir o governo do país", ou seja, "garantir a administração, a direção, a condução do país"?
Senão, vejamos a seguinte situação:
Um carro trafega por uma estrada em dia de chuva e, ao passar em um buraco na pista, a barra de direção quebra-se. Pergunto: o veículo fica desgovernado ou desgovernabilizado?

Thursday, November 23, 2006

Dica de livro sobre tradução


Ganhei este livro do meu amigo Leo e estou gostando muito.
A autora analisa a legendagem cinematográfica a partir de uma discussão sobre o que é a linguagem do cinema, sobre o papel do cinema como representação do homem e sobre a tradução à luz da teoria sociolingüística.
A discussão da teoria sobre a linguagem visual do cinema pode servir para compreendermos outras formas de texto também.
Quando terminar de ler conto mais!

Monday, November 20, 2006

My bad!


Um leitor ou leitora atento(a) deste Blog chamou minha atenção para o fato de eu ter escrito mal em lugar de mau numa parte da mensagem Dormi mal. Primeiro, gostaria de explicar que fui vítima da DST! De manhã, quando escrevi a mensagem, estava sob o efeito dessa maldição que se abate sobre mim durante certos meses do ano (rs,rs)! Mesmo relendo a mensagem antes de postar, deixei passar esse furo!
Achei a oportunidade boa para escrever sobre a diferença entre mau (bad) e mal (badly).
Quando falamos essas palavras, na maioria dos estados brasileiros, não fazemos distinção entre a pronúncia do -l e do -u finais; pronunciamos mal /máu/como mau /máu/. Creio que no sul do Brasil a pronúncia seja diferente, com o -l sendo pronunciado como /l/ e não como /u/. Algum leitor do sul do país pode me dizer se é isso mesmo?
Por conta de o som ser o mesmo e os significados serem muito próximos é que precisamos prestar atenção à função da palavra na frase para escolhermos entre as grafias mal e mau, pois só na forma escrita é que se marca a diferença. Para escolher entre o bem e o mal, o bom e o ruim, não há o que pensar! Tem de escolher o bem e o bom sempre, certo? O que é bem diferente do que fazem os governantes brasileiros, que sempre escolhem o bem-bom! Mas isso é problema de padrão ético.
Se quisermos obedecer aos padrões gramaticais, escreveremos:
"Dormi mal (advérbio), pois dormi num mau (adjetivo) colchão." (" I slept badly because I slept on a bad mattress.")
Um teste para verificar se escolhemos a forma adequada é pensar nos opostos:
Dormi bem (x mal), pois dormi num bom (x mau) colchão.

Como vêem, desobedeci à regra sem querer, por estar sofrendo de DST. Dessa forma, sugiro que, ao anunciar o DST daqui por diante, o governo também divulgue o seguinte alerta:

"O Ministério da Educação adverte: DST pode causar danos à gramática." :-)
Beijos! Durmam bem hoje, num bom colchão. (Sleep well tonight, on a good mattress.)

PS.: Alguém percebeu a brincadeira com o título (My bad!) e a figura que ilustra esta mensagem? Vamos ver quem é (a)o primeiro(a) a responder aqui?

Thursday, November 16, 2006

Match book

Estou sempre aproveitando oportunidades para aumentar meu vocabulário. Adquiri o hábito de tentar memorizar palavras e expressões que normalmente não achamos em dicionários desde que comecei a dar aulas e a fazer traduções. Hoje em dia é tudo mais fácil com a Internet. Uma busca rápida em fontes confiáveis normalmente resolve a dúvida.
Antigamente, sem Internet e sem produtos importados - que ficaram proibidos no Brasil durante muitos anos - às vezes era muito difícil achar a tradução adequada para as palavras e expressões mais corriqueiras.
Uma vez um aluno me perguntou como se dizia em inglês, "Volte sempre!", frase que a maioria dos comerciantes escrevia em seus estabelecimentos. Depois de muito perguntar a outros colegas professores acabei descobrindo.
Hoje, vendo essa cartela de fósforos (match book) tão bonitinha, deparei com a frase e me lembrei das dificuldades do período pré-Internet, pré-importações e pré-liberdade de imprensa (opa!).
O antigo hábito ficou: sempre que pego qualquer embalagem escrita em inglês fico vendo as expressões do tipo prazo de validade e outras que não se encontra normalmente em dicionários. Depois, tento memorizar, repetindo a expressão várias vezes e anotando em um caderno onde guardo, em ordem alfabética, as palavras que aprendo. Clique na foto e veja que palavras/expressões vocês conseguem aprender ou relembrar.
Ah, sim, se quiserem saber como dizer prazo de validade em inglês, deixem um recadinho aqui. Se souberem como é, pois já olharam lá na sua despensa, na lata de caviar Beluga (rs,rs,rs) contem para nós.



Dormi mal (I didn't sleep well)

Como vocês podem ver, sono é um tema recorrente neste Blog. Se você já me lê há algum tempo, sabe que dormir é um dos meus esportes favoritos.
Como a noite passada dormi muito mal- ainda um reflexo do meu problema com DST (vocês sabem que estou falando da sigla em inglês, certo?)– resolvi escrever sobre isso.
Vamos lá, então:

Uma das maneiras de dizer em inglês, “Dormi mal e acordei de mau humor”, é
“I didn’t sleep well and woke up on the wrong side of the bed.” (Tradução literal: Não dormi bem e acordei do lado errado da cama.) Para ler uma explicação mais detalhada sobre essa e outras expressões com wrong side (lado errado), clique aqui. Em português dizemos que levantamos com o pé esquerdo: "Nossa, que mau humor! Levantou com o pé esquerdo, foi?"

Uma noite mal dormida nem sempre é causada por DST. Pode ser conseqüência de deitarmos de mau jeito e, com isso, machucarmos algum músculo nas costas.

Para resolver o problema das costas, só mudando de colchão. Para resolver o problema da língua, ou seja, descobrir como dizer isso em inglês, o investimento é mais baixo. Basta continuar lendo…aí embaixo!

“Dormi de mau jeito e distendi as costas.” (I slept wrong and pulled/threw my back out.)

Noite ruim, DST, lado errado da cama... O resultado só pode ser um BHD!

BHD = bad hair day (dia de cabelo ruim, na tradução literal); metaforicamente, a expressão significa ter um dia difícil, estar de mau humor: I’m having a bad hair day.

Tuesday, November 14, 2006

Idéia de atividade para ensinar sobre o Thanksgiving


Hoje fiz uma atividade sobre Thanksgiving que foi bem legal. Foi numa aula particular (one-to-one) para um adolescente. Recortei várias figuras relativas ao Dia de Ação de Graças e fui contando a história, desde a ida dos primeiros colonizadores (pilgrims = peregrinos, viajantes) no Mayflower para a Nova Inglaterra até os costumes nos dias de hoje.
À medida que contava a história, ia ilustrando com as figuras, colocando-as sobre a mesa: "The pilgrims (mostrava a figura) went to the new land on a ship called Mayflower (mostrava a figura)."
Isso prendeu a atenção do aluno, que foi fazendo várias perguntas sobre o feriado, os hábitos e a história da colonização norte-americana.
Em seguida, dei um texto sobre o tema para que o aluno lesse e resumisse. Ao final da atividade ele havia aprendido sobre o feriado e memorizado palavras novas como pilgrim e harvest (colheita).
Algumas figuras como as que usei e apresento nesta mensagem podem ser encontradas aqui. É clipart gratuito.
Professores, se quiserem reproduzir a idéia com seus alunos, depois me contem como foi, hein? :-)

Monday, November 13, 2006

Thanksgiving

Que tal usar cliparts gratuitos e divertidos para comemorar o Thanksgiving?

Gostei desse peru estressado com o feriado, coitado. Melhor avisá-lo que só comeremos tofurkey (tofu em formato de peru = turkey) :-)

O site do peru engraçado era aqui, quando escrevi esta mensagem. Mas agora não existe mais! Que pena...

Friday, November 10, 2006

Ajudei alguém com DST!

Fiquei sabendo que uma pessoa com problema de DST (Não, nada de doença sexualmente transmissível; o DST do bem, mas nem tanto: Daylight saving time) procurava pela expressão horário de verão em inglês no Google e acabou achando aqui no meu blog. Essa pessoa tem um blog também e colocou um comentário bem legal lá. Obrigada, Rapha.

Monday, November 06, 2006

Aulas via Skype tornam-se mais comuns

O Estadão de 6.11.06 publicou matéria sobre aulas de inglês via Skype e MSN. Não concordo com todos os depoimentos apresentados ali, mas vale a pena ler para ter uma idéia de como essa prática pedagógica tem se difundido.

Vejo muito mais vantagens nessa forma de interação do que aquelas apresentadas na matéria e acho que os riscos são os mesmos de qualquer outra forma de aprendizagem. O principal é encontrar um professor com bom conhecimento do idioma e de pedagogia principalmente, que encare o ensino com responsabilidade. Ensinar é uma ciência, que requer anos de estudo e preparo. Não basta saber o idioma para conseguir ensinar uma língua. É preciso saber muito sobre como o cérebro aprende e como lidar com o ser humano aprendente.

Para ler a matéria, clique aqui.

Thursday, November 02, 2006

Informações sobre aulas via Skype ou MSN

Recebi uma mensagem pendindo mais informações sobre as aulas a distância, via Skype ou MSN. Caso deseje receber informações detalhadas ou tirar dúvidas, envie uma mensagem para:
ana.scatena@gmail.com. No campo subject, escreva: e-class info.
Obrigada!

Tuesday, October 31, 2006

Chulé para Alê

Atendendo a pedidos da Alê, cujo amigo queria saber como dizer chulé em inglês, vou contar algumas coisas sobre isso. Claro que não darei conselhos sobre o tratamento desse desagradável problema; falarei desse mal que acomete os pés, mas do ponto de vista da língua. Aprendi no dicionário Aurélio que chulé vem do cigano (a palavra vem do cigano, não o odor!): chul(l)i ou chu(l)ló. Sobre a origem do chulé nos pés, leia aqui.
Em inglês não se diz, por exemplo, “Ele tem chulé.” Diz-se: "He has smelly feet". (Ele tem pés mal-cheirosos/fedidos.) ou então: "He has cheesy feet", que quer dizer a mesma coisa. A palavra cheesy é derivada de cheese (queijo) pela semelhança que o odor de alguns queijos tem com o odor de alguns pés!

A propósito, parece que o cérebro humano pode ser enganado em relação ao cheiro. Se colocarmos diante de uma pessoa um pedaço de queijo, sem que ela veja, e informarmos que é um par de meias, ela sentirá cheiro de chulé; por outro lado, se colocarmos diante dela um par de meias usadas por um jogador de futebol depois de um jogo com prorrogação num dia de verão no Rio e dissermos que se trata de um queijo finíssimo, ela sentirá um cheiro mais agradável, de queijo. Ou seja, o cérebro sente cheiros a partir de pré-conceitos sobre o que irá cheirar!

Mas, voltando ao chulé em inglês... Não, melhor é afastar-se do chulé, não importa em qual língua seja. Portanto, caso você precise dizer a uma pessoa informalmente, em inglês, para que ela afaste o chulé de você, diga assim: “Take your cheese away from me!” (Tira esse chulé daqui!). Normalmente podemos falar assim com pessoas que conhecemos bem e com quem convivemos. Com pessoas estranhas, melhor sair de perto ou tapar o nariz.

Bom, espero ter resolvido esse problema de língua, não de pés!

Blog e podcast da Alê

Vale a pena visitar o blog da Alê: http://www.justale.blogger.com.br/.

É visualmente lindo e ela escreve muito bem, aventurando-se a compor poemas em outros idiomas, como o turco! A Alê tem até um livro publicado. Veja o link no blog.

Se quiser saber onde aprender muitos idiomas diferentes gratuitamente pela Internet, pegue as dicas no podcast da Alê.

Monday, October 30, 2006

Edição de texto para business writing

Algumas aulas que dou a distância são para executivos que precisam aprimorar a redação de textos de negócios, como apresentações, e-mails e relatórios.
A estratégia que normalmente uso é planejar o texto com o aluno, ensinando-o a organizar o raciocínio e a colocar as idéias no papel antes de escrever o texto final. Em seguida, o aluno escreve o texto e o editamos juntos.
Tenho usado um handout muito bom da Purdue University sobre revisão de business writing para discutir com o aluno a importância da edição do texto e os passos para fazê-la.
Se quiser conhecer esse material, clique aqui. O site possui uma versão simplificada para impressão. Costumo trabalhar com o texto na tela do computador mesmo, já que o uso nas minhas aulas por MSN ou telefone. Isso evita a impressão de cópias, o que é muito bom para o bolso e para o planeta!

Wednesday, October 25, 2006

Clipart de frutas e verduras

Encontrei uma página sobre alimentação saudável com clipart gratuito de frutas e verduras. Os desenhos são bem bonitos e coloridos. Até aí, nada muito diferente do que encontramos no clipart do Word. Nessa página porém, a boa surpresa é que, ao clicar no nome do alimento, abre-se uma outra janela com os componentes nutricionais da fruta ou da verdura. Muito bom para tradutores, professores e alunos que desejem ou precisem de informações específicas sobre esse vocabulário técnico em inglês. Também serve para melhorar nossos hábitos alimentares, claro!

Além disso, o clipart pode ser usado para outras atividades: o professor pode entregar aos alunos a lista de componentes com os valores para serem preenchidos e assim, praticar números, por exemplo, numa tarefa de information gap. Alguém tem mais alguma outra idéia?
Para ir para a página do clipart, clique aqui, mas volte ao Blog e comente se gostou ou dê uma outra idéia para usar o material! Divirta-se!

Texto simples sobre Halloween

Professores e alunos,
Encontrei um texto curto, com linguagem simples, que fala sobre a comemoração do Halloween nos Estados Unidos. O autor é um estrangeiro vivendo nos Estados Unidos e conta sua experiência ao celebrar o Halloween pela primeira vez.

Ao clicar aqui, você irá para a página do exercício, com perguntas de múltipla escolha. Sugiro ler as perguntas antes, para prever o conteúdo e a organização do texto antes de lê-lo. Isso irá ativar o conhecimento prévio sobre o assunto e facilitar a compreensão. Vale a pena tentar responder as perguntas antes da leitura. Depois, clique na barra do lado direito da página para ver o texto.

Boa leitura!

Saturday, October 21, 2006

Quer receber um aviso sobre atualizações no Blog?

Caros leitores,
Se desejarem receber um aviso sempre que eu colocar novas postagens no blog, enviem um e-mail para ana.scatena@gmail.com , escrevendo, na linha do subject, atualize-me.
Um grande abraço!

Thursday, October 19, 2006

Para treinar o ouvido antes de ir à Londres

Adoro o site da BBC para aprender e ensinar a língua e a cultura inglesas. Ao clicar aqui, você irá para minha página favorita. Ela apresenta diversos diálogos de um turista em Londres. Há exercícios de compreensão oral e dicas de vocabulário. É preciso saber um pouco de inglês para ler as instruções, embora intuitivamente também seja possível descobrir o que fazer, e para entender os diálogos, que são fáceis, mas não para quem nunca teve contato com a língua.
Para os professores, há planos de aulas novos toda semana. As atividades são relacionadas à notícias da atualidade. Vale a pena conhecer!
Se gostar (ou não), conte aqui o motivo, ok?

Sunday, October 15, 2006

Informática e educação

Gosto muito do Blog do professor Jarbas (aprendente.blog). Para professores que desejam ampliar seus conhecimentos sobre o uso da informática no processo de ensino-aprendizagem, é uma fonte excelente sobre recursos como Webquest e WebGincana.

O melhor e o pior da aula de inglês

Alunos, o que vocês acham bem legal na aula de inglês que vocês freqüentam ou já freqüentaram?
E o que detestam ter de fazer em classe para aprender o idioma anglo-saxão?

Fashionista

Esta vai em resposta à sugestão da Inês, que me pede para comentar o termo fashionista. Ela me escreveu dizendo que ouviu na TV alguém comentando: "Fulano é um fashionista. Cada vez está com o cabelo com uma cor diferente." Em inglês, temos a palavra fashionist para nomear uma pessoa que trabalha com moda ou que segue as tendências. Já a palavra fashionista também é usada em inglês, mas de forma pejorativa, para referir-se a pessoas que adotam ou ditam a moda com exagero. Assim, uma pessoa que vive mudando a cor de cabelo pode ser chamada de fashionist ou fashionista, dependendo de quem dá a opinião.

Em português, tenho ouvido fashionista mais no sentido de profissional da moda ou seguidor da moda. Assim, ao aportuguesarmos o termo, ele assumiu a forma da palavra de conotação pejorativa em inglês, sem assumir o sentido negativo.

Na minha opinião, trata-se de um termo guarda-chuva: sob ele cabem várias profissões e tipos de pessoas. Ou seja, é um termo que não pode, por essas características, definir com muita clareza e precisão a que se refere. Contudo, por essas mesmas características, descreve um grupo de pessoas para o qual desconheço um termo em português que faça o mesmo em uma única palavra. Alguém conhece?

Saturday, October 14, 2006

Palavras feias e palavras bonitas

Minha grande amiga Dedé me disse uma vez que a palavra mais feia que existe em português é fronha. Ela disse isso franzindo bem o nariz e erguendo os lábios, para ilustrar bem como a palavra soava feio. Tive de concordar. Afinal, é uma palavra com um som de r que logo é seguido por um som nasal, do tipo que raramente se vai colocar numa poesia ou música, certo? Em inglês, é pillow case. Soa melhor? O que vocês acham?

Agora, uma palavra em inglês que me parece muito bonita, não tanto pelo som, mas por sua origem, é enthusiasm (entusiasmo). O dicionário etimológico Oxford nos ensina que, no início, a palavra significava frenesi poético ou profético. É formada a partir do grego enthousiasmós, que quer dizer inspirado ou tomado por Deus (theós, no grego)
Ou seja, quando dizemos que estamos entusiasmados com alguma coisa, estamos inspirados por Deus ou com Deus dentro de nós. Bonito ou não?

E para vocês? Que palavras são bonitas ou feias em português ou inglês? Não vale palavrão, hein, por que essas são respostas óbvias. Deixem seus comentários aqui.

Tuesday, October 10, 2006

Perder a hora

Hoje acordei com muito sono. Tinha dormido apenas 8 horas durante a noite. Sei que os médicos dizem que isso é o número de horas de sono recomendável para adultos. Mas para mim, preferia que a recomendação fosse assim: "Para ter saúde, o ideal é ficar acordado 8 horas por dia... e dormir o resto do tempo."

Bem, o que isso tem a ver com o assunto deste Blog? É que, enquanto eu descia sonolenta de elevador para arrastar-me até a padaria, lembrei-me que meus alunos sempre me perguntam: "Como se diz 'hoje eu perdi a hora?'" Muitos tentam a tradução do português: "Today I missed the time/hour." Embora a estratégia de traduzir a língua portuguesa para o inglês funcione muitas vezes e seja um recurso que pode ser usado quando não sabemos como dizer determinada coisa em inglês, nesse caso, a tradução não ajuda.

Podemos comunicar a mesma idéia usando um prefixo muito útil para expressar excessos em inglês: over.
I overslept this morning. (Dormi demais hoje de manhã.)
O mesmo prefixo serve para expressar outras idéias, que geralmente têm a ver com um comportamento exagerado:
Overeat - comer demais. I overate at the wedding party yesterday. (Comi demais na festa de casamento ontem.)
Overdrink - beber demais. Your liver suffers if you overdrink. (Seu fígado sofre se você bebe demais.)
Overdose - dose excessiva. He died of an overdose of cocaine. (Ele morreu de overdose de cocaína); ou seja: Ele morreu de uma dose excessiva de cocaína. Ou: Ele morreu por ingestão excessiva de cocaína.

Talvez se a gente pudesse passar mais tempo dormindo, não tentássemos compensar a falta de sono overeating ou overdrinking! Pensem nisso! Que tal começarmos uma campanha pela modificação da recomendação médica para o sono diário? Abaixo essas míseras oito horas de sono por noite! Pelo direito de dormirmos até o sono passar! Assim, ninguém iria oversleep!

Friday, October 06, 2006

Exercício de tradução

Vocês já ouviram falar em uma modalidade de exercícios chamada ballness? A aula de ballness trabalha flexibilidade e força e deixa o corpo de quem a pratica mais elegante. Mas isso aqui não é um blog sobre forma física, certo? Eu trouxe o assunto porque esse nome me intriga, desde a primeira vez que o vi escrito em uma revista de boa forma. Pensei com meus botões..."mas que diabos quer dizer ballness?" É comum quem aprende inglês confundir o sufixo -ness com -less (menos, sem). Quando comento que acho o nome ballness estranho, a primeira coisa que escuto é: "Puxa, é mesmo... Esse nome quer dizer sem bola(s)?" Não, não quer. E este também não é um blog pornô. Não se preocupe! O sufixo -ness, de origem inglesa, é adicionado a adjetivos em inglês para formar substantivos, como fazemos em português com: mal (adjetivo) - maldade (substantivo); certo (adjetivo) - certeza (substantivo); grande (adjetivo) - grandeza (substantivo).

Em inglês, o adjetivo dark (escuro) torna-se o substantivo darkness (escuridão); o adjetivo sad (triste) transforma-se no substantivo sadness (tristeza). O sufixo -ness indica a condição ou o estado ou a qualidade de algo. Sadness (tristeza) é o estado de quem está triste, portanto.
Vejamos agora ballness: Se -ness indica estado, qualidade ou condição, então ball, que já é um substantivo, adquire qual novo significado ao juntar-se ao sufixo -ness? O que vem a ser uma aula com base em uma bola em estado ou com qualidade de bola??? O termo em inglês aparece em geometria e filosofia, por exemplo, quando se discute as características que fazem de uma bola, uma bola. Mas para designar esse tipo de aula, o termo me parece pouco apropriado.

Pensei, pensei, pensei numa tradução para ballness, até que cheguei a uma palavra que une o substantivo bola + um sufixo que também indica estado, condição ou qualidade em português. Além disso, procurei fazer essa nova palavra, inventada por mim, traduzir o termo em inglês e , ao mesmo tempo, transmitir a idéia do que é a aula: um exercício não muito intenso, que deixa o corpo mais bonito. Foi aí que cheguei ao neologismo (palavra nova)...Boleza! (Bola + eza). Imaginei até o slogan: Um exercício até que moleza, que deixa seu corpo uma beleza! Claro que estou brincando mas, do ponto de vista da formação da palavra em português, o que fiz foi exatamente o que o inventor do termo ballness fez com o inglês, quando ela surgiu pela primeira vez (e não foi para uma aula de ginástica, até onde eu saiba!).

O que procuro demonstrar com meu neologismo é que, às vezes, palavras são usadas para dizer simplesmente nada, ou seja, para não comunicar nada. Ballness não significa nada para o falante de português que desconheça o inglês e, para quem sabe inglês, também não significa nada, pelo menos não nesse contexto. Penso que um nome apropriado para a prática seria "aula com bola suíça", ou "exercícios com bola". Nomes muito longos? Bem, poderíamos pensar em combinar as palavras em português e, talvez, chamar a aula de Bolex. Que tal? Alguma sugestão?
Espero que a brincadeira tenha ajudado o leitor a entender esse processo de formação de palavras.

Tuesday, October 03, 2006

Atividade usando e-mail e telefone

Uma atividade a distância, com resultados surpreendentes, é pedir que o aluno escreva um texto sobre algum assunto de sua área profissional. Por exemplo: um relatório expondo ao gerente os motivos do bom ou mau desempenho de um departamento da empresa naquele mês. O professor deve indicar ao aluno alguns sites com roteiros sobre como redigir relatórios. O aluno escreve o texto, seguindo os parâmetros indicados pelo professor, edita-o com o uso de um software como o Word por exemplo, e envia-o por e-mail ao professor. Na hora da aula o aluno liga para o professor (pode ser por telefone ou utilizando o recurso de áudio do MSN ou Skype) e, em inglês ou português, dependendo dos objetivos, ambos discutem o conteúdo e a forma do relatório. Quanto mais próxima a atividade for daquilo que o aluno vivencia em seu trabalho, melhores os resultados pedagógicos.

Sunday, October 01, 2006

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Boa leitura!

Saturday, September 30, 2006

Aulas de inglês ou português a distância via Skype ou MSN.

Por volta de 1998 comecei a trabalhar com inglês/português por telefone e e-mail. Com o surgimento do Skype e MSN, passei a usar essas ferramentas para ensinar mais pessoas que não têm tempo de sair do escritório ou que viajam muito. Às vezes as aulas são por meio do Chat e e-mail, dependendo dos recursos e do que a pessoa deseja ou precisa aprender. Para quem precisa desenvolver redação, a prática via Chat é excelente. Para quem quer desenvolver habilidade oral, o microfone resolve o problema! Se houver câmera, melhor ainda. Claro que é preciso que professor e aluno tenham acesso a conexão de banda larga.
Embora as pessoas em geral pensem nessa modalidade de aprendizagem como desvantajosa em relação às aulas presenciais, meus alunos normalmente dizem que a aula a distância, seja por telefone ou on-line, "rende" muito mais, aumenta a concentração e surte resultados mais rápidos. Isso requer um estudo mais aprofundado, mas percebo que ao telefone ou computador o aluno tende a se concentrar mais na tarefa, uma vez que não é possível contar com a observação do professor pelo aluno e vice-versa por contato visual ou maior campo de contato visual, quando se usa a câmera. Sendo assim, para que a comunicação não sofra interrupções e interferências, há um empenho individual para manter a interação a distância, por meio de uma maior concentração naquilo que o outro diz. Além disso, como nem aluno nem professor gastam energia locomovendo-se no trânsito, a disposição para a aula aumenta e as possibilidades de agendamento de aulas também. Por não haver interrupções durante viagens, por exemplo, o ritmo de aprendizagem se mantém.

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