Monday, October 16, 2017

Horário de verão em inglês é como mesmo?

Horário de verão em inglês é como em português: desagradável e inútil. A economia com eletricidade não compensa os gastos em saúde para cuidar de pessoas que sofrem acidentes de trabalho em conseqüência da mudança do horário. Mas como sucessivos governos no Brasil parecem empurrar com a barriga (cada vez mais saliente) o problema do déficit energético que vivemos, temos de forçar nosso relógio biológico a essa mudança duas vezes por ano. Os desconfortos físicos são vários, desde enjoos até perda de concentração, que aumenta a probabilidade de acidentes.
Se vocês leram minha mensagem sobre acordar cedo, podem imaginar como me sinto cada vez que preciso acordar para trabalhar no meio da noite (ou seja, 7 da manhã! rs,rs,rs,rs), por causa da inoperância governamental!

Agora, se quiserem saber como se fala horário de verão em inglês, por favor perdoem minha verborragia do parágrafo anterior e continuem lendo – se não estiverem meio sonados por terem de acordar uma hora antes do que normalmente fazem.

Horário de verão em inglês diz-se day light saving time (horário de economia de luz diurna – bem descritivo o termo, acho eu. Afinal, o horário de verão serve para isso mesmo: economizar luz artificial aproveitando a luz natural do dia… apesar de gastar minha paciência!) Para ler em inglês sobre o assunto, clique aqui. Se quiser saber que horas são agora nas principais cidades do mundo, clique aqui.

Uma busca na Internet mostra que a expressão daylight saving time aparece mais freqüentemente assim: daylight savingS time, mas a forma oficial é sem o –s. Pelo menos é assim que aparece na página do governo da Califórnia.

Alguns exemplos de como se usa a expressão em contexto:

1) "I hate it when Brazil switches from standard time to daylight saving time." ("Eu odeio quando o Brasil muda do horário normal para o horário de verão.")

2) "When DST begins, watches and clocks are turned forward an hour. This pushes an hour of daylight from the morning to the evening." ("Quando o horário de verão começa, os relógios são adiantados em uma hora. Isso empurra uma hora de luz do dia para o início da noite.")
Obs: DST em português significa doença sexualmente transmissível. Sejamos honestos: a sigla em português é bem pior do que DST em inglês (daylight saving time). Se for para sofrer com uma DST, que seja da sigla em inglês!!

3) "When DST is over, we set our clocks back one hour, thus returning to standard time." ("Quando o horário de verão termina, atrasamos nosso relógios em uma hora, voltando assim ao horário normal." Oh, Happy Day!)
Free clipart

Friday, September 29, 2017

Pronúncia de develop e palavras derivadas




Uma palavra que dá muita dor de cabeça para brasileiro pronunciar em inglês é develop (desenvolver).
O problema não são os sons, mas o acento tônico, ou seja, a sílaba que é pronunciada com mais força, digamos assim.
Os brasileiros tendem a pronunciar a palavra e suas derivadas com o acento tônico na terceira sílaba.
Assim:
develóp
develóps
develóped
develóping
develóper
develópment
underdevelópment

Hoje vamos ver como pronunciar essas palavras com o acento tônico na sílaba adequada. E vamos aprender uma técnica de visualização para você não se esquecer mais de qual é a sílaba tônica nelas.
Mas primeiro, vamos aprender um pouco sobre o significado dessas palavras.
Develop pode significar, dependendo do contexto, desenvolver, progredir, melhorar. Para descobrir outros significados, consulte os diversos dicionários inglês-português deste site.
Consulte também dicionários inglês-inglês como este, que é ótimo para aprendizes do idioma. Há também este, que apresenta a definição aqui e os sinônimos e antônimos aqui.

Develop, develops, developed, developing são formas do verbo. Para ver a conjugação dos tempos, clique aqui. Se você se registrar nesse site, pode também ter acesso ao som das frases de exemplo.

Agora que você já conhece esses sites todos, pode procurar os significados dos substantivos developer, development, underdevelopment.

Nesses dicionários você terá também acesso à pronúncia das palavras. E pode também usar este dicionário só de pronúncia para praticar todas elas.

Bem, depois de ter aprendido tudo isso, aqui vai a técnica para você nunca mais se esquecer de onde fica a sílaba mais forte das palavras estudadas. Eu uso essa maneira de ensinar há anos com meus alunos e não falha! Eles nunca mais esquecem:

Pensem na palavra vela em português. A sílaba mais forte é a primeira, certo? Dizemos VEla.
Agora vejam as ilustrações abaixo e lembrem-se: sempre que tiverem dúvidas sobre onde vai a sílaba tônica, imaginem a vela no meio da palavra. Você nunca mais esquecerá!


DeCandlep (deVElop)
DeCandleps (deVElops)
DeCandleped (deVEloped)

DeCandleping (deVEloping)
DeCandleloper (deVEloper)
DeCandlepment (deVElopment)
UnderdeCandlepment (underdeVElopment)



Depois escreva nos comentários aí embaixo se a técnica ajudou. Vou adorar saber!

Monday, September 04, 2017

I beg you: Make love, not war!

"O líder coreano parece implorar por uma guerra", teria dito uma autoridade do governo americano, segundo o noticiário na TV. Nada como alguém traduzir sem ser tradutor: a chance de fazer um texto literal demais e que não capta a verdadeira essência do original é grande. Não sei qual o texto de partida, mas, provavelmente, a autoridade norte-americana deve ter usado o verbo "beg for", que pode, sim, significar "implorar". Contudo, nesse contexto, uma tradução adequada seria "pedir", com o sentido de "provocar", "desejar", "chamar para a briga". Assim, algumas possíveis traduções para a situação retratada seriam:

"He's begging for a war."

"Ele está pedindo para entrar em guerra."
"Ele está querendo entrar em guerra."
"Ele está querendo provocar uma guerra."
"Ele está cutucando a onça com vara curta."
"Ele está chamando os EUA para a briga."


Thursday, August 17, 2017

Prepare-se para o TOEFL

Para preparar-se para o TOEFL, o exame que atesta o nível de suas habilidades lingüísticas em inglês, o ideal é primeiro avaliar seu nível e confrontar com o nível desejado. Se for para um trabalho ou para fazer um curso no exterior, a empresa ou a escola geralmente determinam qual o score mínimo para ser aceito.
A partir daí, é preciso traçar um plano de estudo e metas intermediárias a serem alcançadas durante o processo.
Sozinho, ou com a ajuda de um professor, o candidato deve avaliar quais áreas precisam ser aprimoradas: compreensão oral, fluência, leitura ou redação.
Além disso, é preciso conhecer bem o exame e fazer simulados completos com freqüência, pois o score pode ficar prejudicado se o aluno não estiver acostumado a ficar sentando respondendo a perguntas escritas e orais em inglês por cerca de 4 horas seguidas, com intervalos curtíssimos entre uma sessão e outra da prova.
Para saber como é o exame, registre-se de graça no site oficial da empresa que realiza o TOEFL. Com o registro feito você terá acesso a um tour pelo exame. Além disso, há também free samples (simulados grátis) de partes do exame que ficam disponíveis assim que você entra com seu log in após registrar-se.
Depois, reserve duas horas seguidas em ambiente sossegado e faça um teste inteiro sem intervalo (compre ou empreste o Guia Oficial do Toefl). Ao final do teste você receberá um score inicial estimado de seu nível.
Compare esse resultado com o score que deseja alcançar e planeje seu tempo de estudo, que deve ser diário.
Há testes que podem ser comprados no site oficial, mas já aviso que diversos alunos meus receberam o software em CD com esses materiais, mas o CD não roda nem por decreto. Assim, se houver a opção de baixar o material direto para sua máquina, prefira essa versão, ou compre o  Guia Oficial.

O site oficial oferece a possibilidade (paga!) de se fazer um simulado e receber o score detalhado de cada sessão da prova. Para quem quiser fazer esse investimento, acho que vale a pena, pois é o único site com simulados criados pela mesma instituição que oferece o exame.
Faço um alerta aqui que há vários sites com simulados que podem servir para praticar, mas, para se ter uma ideia mais aproximada de qual seria o score real do candidato, recomendo fazer os simulados publicados em livros publicados pela ETS ou no site da ETS. Digo isso com base em minha prática, pois não tenho qualquer vínculo com a empresa.
Além disso, o candidato deve levar em consideração que, de acordo com estatísticas da própria ETS, os resultados finais, comparados aos dos simulados, podem variar em até 14%, para cima ou para baixo. Ou seja, se em um simulado você conseguir 100 pontos, por exemplo, no exame real essa nota pode ficar até 14% maior ou menor. Na minha prática observo que, por conta dos fatores emocionais no dia do exame, as notas tendem a ser menores, embora haja pessoas que consigam notas maiores no exame real do que nos simulados.
Tudo isso deve ser levado em conta por quem está se preparando. Por isso, sempre é bom ter o acompanhamento de um especialista, não necessariamente para aulas, mas  para orientação sobre qual estratégia seguir. Pessoas menos disciplinadas em geral vão precisar de uma tutoria mais específica, com aulas semanais.
Se quiser saber mais, deixe sua pergunta aqui. 





Clipart gratuito aqui.

Tuesday, June 06, 2017

Que borboleta, cara pálida??


Se tem uma coisa que me irrita é ouvir pessoas usando expressões traduzidas (mal) do inglês quando podemos transmitir a mesma idéia com expressões em português.
Querem saber uma dessas expressões irritantes que umas celebridades da televisão brasileira adoram usar e que não quer dizer patavina?: "Borboletas no estômago". As celebridades costumam declarar que precisam sempre estar apaixonadas e que, se não sentirem que estão com borboletas no estômago quando estão com alguém, então não vale a pena. Cruzes! Se eu sentir que estou com borboletas voando dentro da minha barriga, aí é que não vou querer chegar perto da pessoa de jeito nenhum!
O que eu queria mesmo saber é quando foi que decidiram substituir a boa e velha expressão "sentir um friozinho na barriga" por "sentir borboletas no estômago". Alguém aí sabe?
A sensação de "frio na barriga" é bem conhecida: quando descemos do alto de uma montanha-russa sentimos; se vemos uma pessoa por quem estamos apaixonados também; e o danado do frio também aparece quando estamos na sala esperando por uma prova ou pelo chefe. Sentir frio ou friozinho na barriga é sinal de expectativa e ansiedade.
Agora, digam aí, como é que é sentir borboleta no estômago? Imagino umas asas fazendo flap-flap lá dentro e sinto um certo asco... E vocês, leitores, o que acham?

Saturday, May 20, 2017

Como melhorar seu raciocínio





Nós, professores, temos de saber que todo conhecimento científico é provisório. Precisamos ensinar aos alunos formas de aprender com capacidade de crítica e autocrítica. E temos de praticar diuturnamente o que ensinamos. Precisamos de fundamentos teóricos fortes para sustentar nossa prática, mas sem nunca esquecer que esse conhecimento vai ser sempre superado em algum momento da História. E muitas vezes ao longo de nossa vida profissional.
Tenho trabalhado há quase duas décadas com a Experiência de Aprendizagem Mediada, que prepara o aluno para pensar cientificamente, de forma lógica, para resolver os problemas do cotidiano, sejam eles simples, como calcular quantos pães comprar para o café da manhã até a como argumentar de forma adequada para ter sucesso em negociações complexas ou como aprender um idioma estrangeiro.
Tudo isso é possível a partir da Teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva, do psicólogo romeno, Reuven Feierstein. 
Se quiser saber mais, deixe suas perguntas no campo dos comentários. Vou adorar responder!

Wednesday, May 03, 2017

A frustração faz parte da vida

Faz um tempo escrevi um texto aqui sobre como precisamos aprender a conviver com a frustração para podermos aprender um idioma (ou qualquer outra coisa, na verdade).

Um leitor, na ocasião, achou a palavra frustração muito forte. Escreveu ele: "Ana, gostei do texto. Só nao agradei do verbo que voce usa: frustrar.

Acho que nao seria a palavra adequada. É pessimista. E pode causar erros de compreensao. Da a impressao de que aprender outro idioma voce sofre ou que aprende sofrendo.

Acredito que o sentido que voce quis dar a palavra, é o mesmo que esforço e dedicaçao."

Achei o comentário muito bom para retomar a discussão, ainda que muito tempo depois.

A palavra que usei foi escolhida de propósito. É de frustração mesmo que estou falando. Para mim, a frustração é um sentimento que nos acompanha desde o nascimento: o que é o primeiro choro do bebê a não ser a frustração de ser arrancando daquele lugar quentinho e seguro onde morou por nove meses e ser envolvido pelo barulho ensurdecedor e o frio do mundo "aqui fora"?
Conforme vamos crescendo, vamos aprendendo, na família e na sociedade, como lidar com essa emoção que nasce conosco. Dependendo da educação que tenhamos, podemos aprender a usar a frustração para nos desafiar, para tentarmos ser melhores, para avançar. Ou podemos aprender a espernear, xingar, culpar o outro e desistir.
Para aprender um idioma, você primeiro precisa saber em que categoria se encaixa. Se costuma desistir quando se frustra, provavelmente não vai aprender um idioma estrangeiro ou vai aprender com muito sofrimento. 
Agora, se você é daqueles que usa a raiva por não ter conseguido algo para servir como força propulsora para tentar novamente e com mais determinação, então, provavelmente, vai gostar dos desafios que toda aprendizagem de uma nova língua  apresenta. E o aprendizado vai ser um prazer.

Se quiserem saber o que outras blogueiras acham do assunto, vale a pena ler o texto da Sandra Barros, psicóloga e coach e da jornalista Eliane Brum.

Gostaria muito de ler sua opinião sobre o tema aqui! Não me frustem por favor... :-)
Beijos e obrigada, leitores. 


Fonte do Clipart gratuito do frustrado aí em cima. 

Tuesday, April 18, 2017

Sites para aprender inglês básico e avançado

Para profesores, tradutores e alunos de nível intermediário superior e avançado, sugiro uma visita à página http://www.manythings.org/voa/rss/, que contém vários textos interessantes sobre temas diversos referentes à cultura e atualidades dos EUA. É possível imprimir o texto e ouvi-lo narrado.
Para quem tem nível básico, sugiro http://www.manythings.org/e/easy.html, com vários jogos divertidos para ampliar ou reforçar o vocabulário de iniciantes. Meus alunos gostam bastante desses jogos. Para alunos com dificuldades de atenção ou com hiperatividade, os jogos permitem bastante variedade em curto tempo. Além disso, eles podem escolher livremente os jogos de acordo com o interesse de cada um.
Em laboratório de informática, um aluno ou dois vão alternando-se no computador ou cooperando um com o outro para encontrar as respostas mais rapidamente. Gosto muito da idéia de dois alunos ajudando-se mutuamente, pois isso também ensina habilidades sociais.
Deixe aqui seus comentários se utilizar qualquer uma dessas sugestões, ok?

Tuesday, April 11, 2017

Feliz Páscoa e Feliz Pesach !! (em inglês, Happy Easter and Happy Pesach!)




Páscoa e Pesach são a mesma coisa? Esses feriados cristão e judaico, por sua origem comum no judaísmo, acontecem em datas próximas e são um bom motivo para pensarmos sobre a possibilidade de renovação e renascimento e também sobre a etimologia dessas palavras, ou seja, sobre o nascimento das palavras. Que tal?
Easter (Páscoa em inglês) deriva de Eostre, deusa anglo-saxã da primavera, associada a símbolos de procriação, como os ovos e coelhos usados pelo comércio para representar a data.

Já a palavra Páscoa vem do hebraico pesach pelo grego, páscha, e significa passagem. Os cristãos celebram a ressurreição de Cristo no domingo de Páscoa, ou seja, a passagem de Cristo da morte para a vida nova. 
Pesach também deu origem a Passover em inglês, que é o nome dado à celebração da fuga dos judeus do Egito, liderados por Moisés. Em inglês, podemos nos referir a esse feriado como Passover (Pesach), ou seja, com a mesma palavra que deu origem à palavra Páscoa dos cristãos.


Friday, March 17, 2017

Qual sua dificuldade para aprender inglês?

Olá, leitores!
Tudo bem?
Espero que sim.
Resolvi escrever este post para incentivar quem acha que NUNCA vai aprender inglês.
Quero saber, se esse é seu caso, o que te desanima na hora de iniciar ou retomar a aprendizagem do idioma. Qual sua dificuldade?
Conte aqui e vou procurar responder a todos.
Dou aulas de inglês há mais de 30 anos e, nesse tempo todo, só encontrei um tipo de pessoa que NUNCA aprende: os que desistem de tentar. Quem continua tentando...
adivinhem só...
aprende!

Friday, February 24, 2017

Vacine-se contra o monoglotismo!

Li no jornal que, durante o Carnaval, uma celebridade nacional precisou de ajuda por causa de seu monoglotismo. Por sorte, uma outra celebridade que estava por perto, imunizada contra o monoglotismo,  pode ajudá-la.
Explico melhor: num camarote VIP (V= very; I = important; p = person) estavam duas celebridades estrangeiras e a celebridade nacional teria de apresentá-los. Pela notícia, não deu para entender se ela deveria apresentar um ao outro ou os dois ao público. Mas, como ela sofre de monoglotismo, que não pode ser curado com fama e dinheiro pois o problema só se resolve se a pessoa tiver disciplina para o "tratamento", não conseguiu apresentar os dois.
Então, para que os leitores não passem pela saia justa dos monoglotas, aqui vão umas dicas de sites para aprender a fazer apresentações. Escolhi-os a dedo, pensando nas pessoas que querem começar a se livrar desse problema, que tem como principal sintoma, a dificuldade de comunicação.
Ouça e pratique como apresentar pessoas aqui. Bom para quem vai tomar a primeira vacina contra monoglotismo. Neste vídeo, os atores parecem que estão dopados, mas para quem está começando sozinho o "tratamento", a lentidão  da fala ajuda a entender.
Para quem já começou a vacinação, aqui está um vídeo bem ilustrativo.
Para se vacinar se divertindo, clique aqui.

Enquanto não inventarem aquele tradutor de lapela do Star Trek, o único jeito é ir tomando doses homeopáticas desses remédios.                              








Clipart gratuito aqui.