Caros leitores,
Quero desejar a todos ótimas festas e um 2012 cheio de alegria, saúde e muito progresso nos estudos de inglês!
Agradeço a todos que me acompanham desde que comecei a escrever, em dezembro de 2006, e aos que foram se tornando leitores no decorrer desses anos todos. Obrigada por ler e por dar sua contribuição, fazendo perguntas, comentários, discordando.
Espero, realmente, poder escrever com mais frequencia em 2012, pois assunto e vontade não me faltam.
Assim, com esse post aproveito (como sempre...) para dar algumas dicas que podem ajudar no aprendizado da língua inglesa.
Então, vamos lá:
Os cristãos comemoram em 25 de dezembro o nascimento de Cristo. Em português, chamamos essa data de Natal, palavra relacionada a nascimento. Originou-se do verbo nāscor (= nascer), em latim. Observem que temos a palavra natal em natalício, que é sinônimo de aniversário. No Brasil a palavra natalício não é usada com frequencia atualmente. Perguntamos: "Quando é seu aniversário?" Mas podemos encontrar "Quando é seu natalício?" no museu das palavras.
No espanhol temos uma palavra de mesma origem: Navidad. É assim também em italiano: Natale.
Em inglês, Natal é Christmas: Christ (Cristo) + mass (missa), ou seja, Natal é dia da Missa de Cristo!
Os judeus têm uma celebração na mesma época do ano, o Chanuká. A palavra chanuká significa dedicação. A data segue o calendário judaico e, em 2011, será comemorada nos dias 20 a 28 de dezembro.
Vejam como dizer em inglês as saudações:
Feliz Natal! = Merry Christmas!
Feliz Chanuká! = Happy Hanukkah!
Gostaram de saber? Então, deixem aqui seu recadinho. Vou adorar receber esse presente!
Clipart gratuito aqui.
Monday, December 19, 2011
Para onde vão as palavras quando ficam velhas?
Mário Sérgio Cortella afirma que as pessoas não ficam velhas. O que fica velho é aparelho de TV (ou televisor, como se dizia na minha infância), geladeira, fogão. O homem se renova a cada dia, se torna novo a cada mudança. É uma bela visão e tenho de concordar com ela. Se tivermos o cuidado e a sorte de que nossa mente não se degenere, podemos nos fazer novos a cada dia, como a avó de uma grande amiga minha que, aos mais de noventa anos, diz que só vai para o asilo quando ficar velha. Ou como a mãe de Caetano Veloso, que ao completar um centenário de vida disse que só iria comer mingau no dia em que ficasse velha. Que mingau é comida de doente e de idoso e ela não é nenhuma das duas coisas. Que maravilha envelhecer assim! Ou seria melhor dizer "que maravilha rejuvenescer assim"?
Mas esse é um blog sobre palavras, então, vamos a elas.
Numa comparação com a visão que temos no Brasil e em muitos países ocidentais, as pessoas idosas caem em desuso, não servem mais, a não ser para atrapalhar. Ficam esquecidas e abandonadas. Assim é com algumas palavras também. Muitas, na verdade!
As palavras também são abandonadas com o tempo. Ninguém mais se lembra de algumas delas, que ficam vivas apenas na memória das pessoas mais velhas ou acabam indo para o museu das palavras. A palavra escrita, no meu modo de ver, é o museu das palavras que caem em desuso na boca do povo.
Quando paramos de falar certas palavras, elas somem das conversas, dos noticiários, dos programas de entretenimento e só permanecem vivas nos livros, revistas, jornais, páginas de Internet e outras publicações antigas. Ninguém se lembra delas a não ser que "visite" um desses museus. Na leitura encontramos palavras de que já não nos lembrávamos mais ou que nunca havíamos ouvido antes, como quando lemos Machado de Assis ou mesmo um jornal ou revista de 10 anos atrás...
Ainda bem que temos a língua escrita para manter viva a riqueza do nosso vocabulário e para nos mostrar as mudanças pelas quais o idioma passa. Nós o usamos e o modificamos e também somos modificados por ele. Ainda bem que temos na palavra escrita um museu das palavras, para manter essa memória viva!
Mas esse é um blog sobre palavras, então, vamos a elas.
Numa comparação com a visão que temos no Brasil e em muitos países ocidentais, as pessoas idosas caem em desuso, não servem mais, a não ser para atrapalhar. Ficam esquecidas e abandonadas. Assim é com algumas palavras também. Muitas, na verdade!
As palavras também são abandonadas com o tempo. Ninguém mais se lembra de algumas delas, que ficam vivas apenas na memória das pessoas mais velhas ou acabam indo para o museu das palavras. A palavra escrita, no meu modo de ver, é o museu das palavras que caem em desuso na boca do povo.
Quando paramos de falar certas palavras, elas somem das conversas, dos noticiários, dos programas de entretenimento e só permanecem vivas nos livros, revistas, jornais, páginas de Internet e outras publicações antigas. Ninguém se lembra delas a não ser que "visite" um desses museus. Na leitura encontramos palavras de que já não nos lembrávamos mais ou que nunca havíamos ouvido antes, como quando lemos Machado de Assis ou mesmo um jornal ou revista de 10 anos atrás...
Ainda bem que temos a língua escrita para manter viva a riqueza do nosso vocabulário e para nos mostrar as mudanças pelas quais o idioma passa. Nós o usamos e o modificamos e também somos modificados por ele. Ainda bem que temos na palavra escrita um museu das palavras, para manter essa memória viva!
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